Como o investidor internacional aproveita os altos juros do Brasil

O jeito mais seguro de ganhar com os juros brasileiros sem estar exposto ao Real

A principal crítica quando se trata de investir no exterior é o fato da taxa básica de juros no Brasil ser a mais alta do mundo, o que favorece os investimentos de renda fixa em nosso país. Entretanto, é preciso lembrar que os rendimentos costumam ser proporcionais aos riscos e o risco de se investir hoje no Brasil é alto. A incerteza quanto à economia e a sua saúde do governo em honrar com suas contas é a maior em 20 anos.

Também é preciso deixar claro que investir no exterior não é uma mera questão de rentabilidade. O fato mais importante é buscar a segurança e a liberdade proporcionadas ao ter parte do seu patrimônio em moeda forte, depositada em bancos seguros de países estáveis, com menor risco de confisco, taxação inesperada e desvalorização cambial.



De qualquer forma, é possível investir em ativos brasileiros no exterior da mesma forma que o investir estrangeiro faz. Neste caso, para aproveitar os maiores juros brasileiros e ao mesmo tempo estar com o patrimônio no exterior é através da compra de Bonds, ou títulos de dívida, das empresas e do governo do Brasil.

BondsEsses títulos são emitidos no exterior em moeda estrangeira, sendo mais comumente o Dólar Americano, o Euro e o Franco Suíço. No Brasil, são mais conhecidos como debêntures, quando se trata de empresas, e títulos do Tesouro, quando se trata do governo federal.

Precisa ficar claro que sempre existe um risco adicional para quem emite um título em moeda que não é aquela que a empresa ou governo trabalham. Não há como o governo brasileiro emitir Dólar ou Euro para pagar a dívida da mesma forma que pode fazer com os títulos emitidos em Real. Entretanto, as reservas cambiais, atualmente em  U$ 372 bilhões, servem como colchão de segurança.

Antes de falar dos Bonds brasileiros especificamente, vamos entender como eles funcionam.

As primeiras informações que o investidor deve saber a respeito de um Bond são quem é o emissor do título, se é um governo ou uma empresa, qual a nota de crédito dessa instituição, principalmente se é grau de investimento ou grau especulativo, e em qual moeda o título foi emitido.

Rating de créditoO próximo fator importante a se avaliar é a taxa de juros anuais do Bond, chamado de Yield. É quanto o emissor irá remunerar o investidor pelo empréstimo. Nos títulos mais comuns, pagadores de cupons, esse é o valor dos cupons. Por exemplo, um título lançado a valor nominal de U$ 100.000,00 com juros de 2% e pagando cupom anual, pagará cupons de U$ 2.000,00 anualmente até o vencimento.

Em geral, os Bonds internacionais possuem uma taxa de juros fixa no momento da emissão, definindo-se assim como Fixed Interest. Há ainda aqueles que variam conforme as taxas de juros internacionais, chamados de Floating Rate, mas são menos comuns e cada um possui uma regra específica.

O próximo fator a se avaliar é o valor nominal ou de face do título, em inglês Denomination. Em geral, pode variar de 1.000 até 250.000 Dólares Americanos, Euro, etc . Os mais comuns entre os que eu tenho visto são os valores de 1.000 e 100.000. Os títulos mais caros acabam sendo inacessíveis para um investidor comum, mas são facilmente encontrados em fundos ou ETFs que exigem menores investimentos.



Outro dado importante de um Bond é o seu vencimento, em inglês Maturity. É quando a empresa ou governo que tomou o dinheiro emprestado devolve aquilo que recebeu. Os Bonds que pagam cupons, sejam eles anuais ou semestrais, devolvem ao investidor 100% do seu valor de face no vencimento. Os Bonds que não pagam cupons são chamados de Zero-Coupon Bonds e são lançados e negociados com desconto em relação ao seu valor de face e essa diferença é recebida pelo investidor em ocasião do vencimento. Há ainda os Perpetual Bonds, que não possuem vencimento, ou seja, o detentor do título recebe os juros para sempre.

Uma medida importante de um Bond que deve ser considerada pelo investidor chama-se Duration. É medida em anos e mostra em quanto tempo o fluxo de caixa do título se pagará. Quanto menor esse valor, em geral, menor é o risco. Além disso, quanto maior for esse tempo, mais volátil o valor do título é em relação às mudanças nas taxas de juros. Se as taxas de juros sobem, o valor dos títulos caem. Se as taxas caem, os títulos se valorizam. Claro que há outras variáveis que determinam o valor do título quando negociados no mercado secundário, mas de forma sucinta é assim que se comportam.

Moedas internacionaisO leitor mais astuto pode estar pensando que seria uma barbada comprar um título logo antes da data de recebimento do cupom de juros e receber os juros de todo o período passado.  Nesse caso, uma outra medida impede que o investidor detentor do título perca os juros por ter  vendido o título antes desse pagamento. Chama-se Accrued Interest. É medido em dias e em juros. É o tempo que se passou desde o último pagamento de cupom medido em dias e quanto de juros se passou nesse período, medido em porcentagem. Quando você compra o título no mercado secundário, além de pagar o valor do título, a corretagem (em geral 1%), você deve pagar para o vendedor os juros que se passaram nesse período.  Obviamente que esse valor será devolvido a você no próximo pagamento de cupom.

Importante lembrar que caso o investidor permaneça com o título até o vencimento nada dessas flutuações de preço no mercado secundário irá afetar o investimento, pois o investidor ao comprar um título saberá exatamente quanto irá receber até o dia do vencimento.

Por outro lado, se o investidor pretende manter uma gestão ativa, comprando e vendendo títulos, é preciso estar atento quanto a liquidez do título. Quanto maior, melhor. Pode ser frustante querer vender um investimento e não haver ninguém para comprá-lo.



Agora que você já sabe como os Bonds funcionam, vamos mostrar alguns títulos brasileiros negociados no exterior e acessíveis para quem tem conta nos principais bancos e corretoras estrangeiros.

Vou começar por um título muito interessante do Banco do Brasil (ISIN CH0229751927), emitido pelo braço das Ilhas Cayman (Sim, o Banco do Brasil tem um braço nas Ilhas Cayman) no ano de 2013 e com vencimento em 2019. O rating de crédito da empresa é Baa3 pela Moody’s.  A moeda de emissão foi o Franco Suíço (CHF). Naquela época, 1 Franco Suíço valia R$ 2,62. Agora vale R$ 4,05. Um verdadeiro estrago para uma dívida de CHF 275 milhões. Faz parte do risco de emitir dívida em moeda que não é a sua. Azar dos clientes e dos acionistas do banco. O credor detentor do título não tem nada a ver com isso. Para uma empresa do porte do Banco do Brasil (Com ativos de R$1,3 trilhões , receita anual de R$ 157 bilhões e R$ 72 bilhões de patrimônio), vejo pessoalmente como muito remota a chance de não pagamento da dívida, mas claro que ninguém pode garantir 100%.

Bond do Banco do Brasil

Dados relacionados ao título de dívida do Banco do Brasil. Clique para ampliar.

O título foi emitido pagando juros de 2,5% ao ano em cupons anuais. O valor de face do título é de CHF 5.000,00. Um pouco mais de 20 mil reais em valores de hoje. Um valor bem acessível para este mercado. Como se pode ver pelas negociações no mercado secundário, o título está sendo negociado atualmente entre 90 e 91% do valor de face, ou seja, cerca de CHF 4.500,00. Sim, no dia  20/6/2019, o Banco do Brasil prometeu devolver CHF 5.000,00 por cada título detido. Com essa negociação do título com desconto, o investidor que comprar agora no mercado secundário receberá um rendimento anual, somando os cupons (CHF 125,00 por ano por título) e o pagamento do principal, em torno de 5,2%.

Nesse momento é bom lembrar duas coisas. A primeira é que a inflação atual na Suíça é negativa. A segunda é que os juros dos principais títulos negociados em Franco Suíço também estão negativos. Um outro título negociado nessa moeda e pagando juros interessantes é o do Santander Brasil (ISIN CH0181943983). Este vence em curtíssimo prazo, abril de 2016, custa em torno de CHF 20.000,00 cada e rende, comprado a valor de mercado atual, juros anualizados de 5,1%. Isso torna os títulos brasileiros em Franco Suiço, um oásis  no meio do deserto de juros.

Bond Soberano Brasil

Global Bond do governo do Brasil. Clique para ampliar.

Agora vamos falar de um título soberano do Brasil (ISIN US105756BH29). Trata-se de um título emitido em Dólar Americano pelo governo brasileiro no ano de 2006, com vencimento em janeiro de 2018. O rating do emissor é Baa3 pela Moody’s. A emissão total desse título foi de U$ 4,5 bilhões! Os juros pactuados na época da emissão são de 8% ao ano e pagos por cupons semestrais nos meses de julho e janeiro de cada ano. O valor de face de cada título é de U$1.000,00 e atualmente é negociado no mercado secundário entre 105 e 106% desse valor. Adquirindo este título no mercado secundário hoje, o investidor receberá uma rendimento até o vencimento de cerca de 5,6% ao ano.

Não poderia deixar de fora a empresa mais endividada do mundo, a Petrobras. Para quem acredita que a empresa sobreviverá ao longo prazo, seus títulos fornecem uma rentabilidade das melhores do mundo. Quem emite os títulos de dívida da estatal no exterior é a Petrobras International Finance. Sabe onde ela está situada? Sim, é óbvio, nas Ilhas Cayman.

Agora veja este Bond emitido pela Petrobras International Finance em Dólar dos EUA no ano de 2003 (ISIN US71645WAH43). O valor nominal de cada título é de U$ 1.000,00 e o vencimento do título é 10/12/2018. E de quanto é o pixuleco, digo juros, que a Petrobas prometeu pagar aos detentores dos títulos? 8,375% ao ano em cupons semestrais pagos nos meses de junho e dezembro. E quanto o mercado está oferecendo por este título hoje? Em torno de 96% do valor nominal. Comprando agora, recebo quanto se sobrar algum dinheiro no caixa da empresa em 2018? Receberá em torno de 10,2% ao ano até o dia 10/12/2018. Alto risco, alto retorno.



Falando em risco, temos também um título do Banco BMG (ISIN USP07785AF85) emitido em Dólar dos EUA em 2011, com vencimento em  2018 e pagando juros de 8% ao ano. Os cupons são semestrais e o rating de crédito da empresa é B1 (altamente especulativo). Atualmente o título é negociado entre 91 e 92% do valor de face, ou seja, com desconto. Comprando a este preço o investidor receberá cerca de 12,4% de juros ao ano até o vencimento caso a empresa honre com esta obrigação. Não é um título para qualquer um, seja pelo maior risco e pelo valor nominal de cada título ser de U$ 200.000,00.

Bond da BRF

Dados relacionados ao título de dívida da BRF. Clique para ampliar.

Não são só as instituições bancárias brasileiras que lançam títulos no mercado internacional. A BRF (Brasil Foods), cujo  rating é Baa3, também emitiu. Existe um por exemplo (ISIN USP1905CAA82) lançado em 2012, com vencimento em 2022, pagando juros de 5,875% ao ano. A moeda é o Dólar Americano e os cupons são semestrais.  Atualmente o título é negociado a 101% do valor de face, ou seja, com prêmio. O investidor receberia um rendimento até 2022 de cerca de 5,7% ao ano. Infelizmente para muitos, o valor nominal do título é de U$ 200.000,00.

Mudando agora para Euro, temos um título do BNDES (rating Baa3) emitido em 2014 e com vencimento em 2019 (ISIN XS1017435782). Os juros definidos por ocasião do lançamento são de 3,625% ao ano e pagos anualmente no mês de janeiro. O valor de emissão de cada título foi de € 100.000,00. Atualmente estes títulos são negociados no mercado secundário a 88% do valor de face. Caso o investidor adquira o título por este preço, receberá uma remuneração de 7,9% ao ano até o vencimento. Para um título de curto prazo (abaixo de 5 anos), pagando em Euro, no momento atual, são juros bastante significativos.

Pra concluir, investir em títulos brasileiros emitidos no exterior não livra o investidor do risco-Brasil, já que os títulos para serem pagos dependerão da solidez econômica ou do governo brasileiro ou da empresa emissora. Por outro lado, o investidor não fica exposto à flutuação do Real no mercado de câmbio. É uma alternativa de investimento no exterior a ser considerada, pois alia moeda forte e  boa rentalidade, já que os títulos emitidos pelos países desenvolvidos e empresas estrangeiras de primeira linha estão em patamares historicamente baixos.



O código ISIN colocado em cada título é a abreviação de International Securities Identification Number. É um código único que identifica cada valor mobiliário no mundo, seja um título de renda fixa, uma ação, um ETF, etc. É como se fosse a impressão digital do título. Com ele, você pode pedir para o seu banker localizar e comprar o título.

Uma notícia recente a respeito dos Bonds brasileiros negociados no exterior pode ser lida aqui.

By | 2017-12-07T20:51:52+00:00 18 de outubro de 2015|Investimentos, Renda fixa|57 Comments

57 Comments

  1. christian 19/10/2015 at 10:06 - Reply

    Bom dia, II!
    Onde posso consultar um catálogo de títulos de empresas brasileiras que emitiram esses tipos de títulos?

    Outra questão: um planejador financeiro me ofereceu uma alternativa de aplicação pela “Old Mutual”. Você conhece? Recomenda??
    Ele também informou que a Ilhas de Mann (sede da Old Mutual) não possui acordo de reciprocidade tributária com o Brasil (diferente dos EUA). Com isso, segundo informação dele, vc não precisaria informar a valorização das suas aplicações para a SRF.
    Você poderia me informar onde consigo consultar países que também não possuem esse acordo?
    Quero tentar fazer uma vinculação entre a sua série de matérias que trata das diferentes opções de corretoras com a matéria sobre tributação.

    Agradeço muito sua ajuda!

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 19/10/2015 at 12:03 - Reply

      Olá Christian,

      Não existe bem um catálogo, você precisa entrar na página das bolsas (Eu uso as de Frankfurt, Berlim e Luxemburgo) e pesquisar os títulos.

      Se mais gente tiver interesse, posso fazer um vídeo mostrando como faz.

      Old Mutual é uma empresa de seguros e fundos de investimento. Quanto a tributação não posso opinar, pois não sei os detalhes, mas não tem nenhuma relação com reciprocidade.

      Abçs!

      • clerton 19/10/2015 at 14:03 - Reply

        seria muito bom esse video. atualmento invisto em renda fixa via ETFs por falta de tempo pra pesquisar barbadas como essa do Bando do Brasil….

      • André 19/10/2015 at 17:05 - Reply

        O vídeo seria ótimo. Parabéns pelo texto e obrigado pelas informações, sempre ajudando muito.

        Tentei pesquisar os bonds na minha corretora (Euro bank), mas não consegui localizar. Há algum código, como os de ETFs ou de Stocks que possamos pesquisar?

        Outra dúvida que tenho é a seguinte: No Brasil conseguimos pesquisar nossos ativos em custódia através do Canal Eletrônico do Investidor – CEI (https://cei.bmfbovespa.com.br/CEI_Responsivo/login.aspx). Nos mercados dos outros países há como verificar os ativos em custódia?

        Obrigado!

      • Izaqueu 19/10/2015 at 20:40 - Reply

        seria ótimo demonstrações em vídeos

        e parabéns pelo excelente site

  2. Bruno Farinazzo 19/10/2015 at 14:14 - Reply

    Bem legal poder aliar alta taxas de juros no Brasil com proteção cambial. Parabéns pelo artigo!

  3. Marcos Sales 21/10/2015 at 13:54 - Reply

    Obrigado pelas dicas.
    Invisto no Tesouro Direto e faço especulação aqui.
    De fato dá um bom retorno, mas depois que descobri seu site venho cada vez mais querendo investir lá fora e me salvaguardar desta tralha toda que tornou-se nossa moeda.
    Sobre o vídeo, engrosso o coro dos que o desejam sim.
    Obrigado e um forte abraço.

  4. Aron 23/10/2015 at 10:10 - Reply

    Parabéns pelo texto.
    Um video ou um texto mais detalhado sobre a operacionalização das compras seria muito bom!
    Aguardo novas atualizaçoes!

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 23/10/2015 at 11:48 - Reply

      Olá Aron,

      Para realizar as compras basta falar com seu banker e passar o código ISIN pra ele identificar o ativo e realizar a compra. Isso quando é feito através de banco.

      Alguns bancos também distribuem listas de ativos, neste caso bonds, dos mais variados para você escolher.

      O que eu pretendo mostrar é como você mesmo pode realizar esta pesquisa nos sites das bolsas e ter a informação em tempo real.

      Abçs!

  5. Jones 23/10/2015 at 11:04 - Reply

    Olá,
    Gostaria de saber, qual das opções é a mais viável, para um Brasileiro que trabalha na Inglaterra e sua família está no Brasil. Além, é claro, de ter planos de retorno à pátria mãe:

    .Investir em Tesouro Direto, como investidor Não Residente. Já que os rendimentos de aplicações para Não Residentes é zero; ou
    .Investir em Tesouro Direto, como Residente. Pois toda minha família está no Brasil, e pretendo voltar ao país;

    Agradeço se puder responder!
    Abraço.
    Jones

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 23/10/2015 at 11:52 - Reply

      Olá Jones,

      Não sei te informar sobre investir no Tesouro Direto como não-residente.

      Se eu estivesse no seu lugar manteria os investimentos em libra esterlina. Estando na Inglaterra é mais fácil ter acesso a bancos na ilha de Mann, onde você poderá manter suas aplicações mesmo quando voltar ao Brasil.

      Abçs!

  6. Ricardo 23/10/2015 at 19:36 - Reply

    Olá II,

    Hoje terminei de ler o livro que vc me indicou. Gostei bastante da leitura.
    Dá p/ ter uma visão legal de vários portfólios.

    Como sugestão, vc poderia fazer um post com as principais indicações bibliográficas que vc recomenda.

    Obrigado.

    Um abraço

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 24/10/2015 at 06:35 - Reply

      Olá Ricardo,

      Obrigado pelas sugestões.

      Abçs!

      • Augusto 28/11/2015 at 20:18 - Reply

        É mesmo! Indica uma bibliografia básica pra quem pretende investir fora do Brasil! Boa ideia! Obrigado e abraço!

  7. Igor 24/10/2015 at 10:12 - Reply

    Olá, II.

    Existe a possibilidade do Governo dar calote naqueles que investem no TD?

    Abraços.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 24/10/2015 at 16:50 - Reply

      Olá Igor,

      Calote no sentido literal é pouco provável, mas inflacionar a moeda pra pagar é bem possível.

      Abçs!

  8. Carlos Eduardo 28/10/2015 at 18:10 - Reply

    Excelente artigo. Mais uma opção de investimento no exterior. Eu quero começar logo no ano que vem, a criar uma reserva de valor em moeda estrangeira visando apenas diminuir a exposição patrimonial ao risco Brasil. Pensei em abrir conta em bancos estrangeiros americanos com a opção de saving account, mas não encontrei nenhum que permitisse abrir contas para não residentes a distância. Em seguida, comecei a pesquisar sobre títulos do tesouro americano no site http://www.treasurydirect.gov. A ideia é ter uma reserva cambial física (dólar físico guardado em local seguro) e outra investida fora do país. Gostaria de saber se você já comprou esses títulos americanos através do site do tesouro americano e se achou fácil. Abraços e parabéns pelo trabalho.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 28/10/2015 at 19:44 - Reply

      Olá Carlos,

      Nunca comprei esses títulos direto do tesouro americano.

      Acho mais interessante ter conta em outro país que não os EUA.

      Abçs!

      • Carlos Eduardo 28/10/2015 at 20:02 - Reply

        Verdade, andei estudando alguns bancos suíços e de outros paraísos, mas os custos de depósito e manutenção, inviabilizam para mim que opero pequeno. Mas não vou desistir, mesmo que tenha que manter reserva física em lugar seguro. Obrigado.

  9. tomaz 31/10/2015 at 02:10 - Reply

    Muito bom esse artigo amigo.

    Eu consigo comprar esses bonds por corretora no Brasil?
    Estou em dúvida entre abrir uma conta na Just2trade ou na Charles Schwab nos EUA, ou ainda no Swissquote que eh um banco eletrônico suíço com corretora própria.

    A dúvida é: Como eu poderia fazer pra comprar esses bonds em moeda estrangeira?
    Grato.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 31/10/2015 at 15:28 - Reply

      Olá Tomaz,

      Você não compra nenhum desses títulos no Brasil. Foram emitidos para venda no exterior.

      A Swissquote provavelmente compra qualquer título negociado na Europa, o que inclui também muitos títulos de empresas americanas.

      Não sei até que ponto as corretoras americanas têm acesso a títulos europeus. Precisa averiguar em cada uma.

      Abçs!

  10. Aron 24/11/2015 at 20:23 - Reply

    Investidor internacional,

    Meu interesse inicial, seria somente uma proteção da moeda, aplicando desta forma em dólar. Achei sensacional aproveitar os juros brasileiros altos (mesmo sabendo do risco de calote). Para esta estratégia apenas, qual seria na sua opinião a corretora de melhor custo benefício? A IB ou just2trade possibilitariam isto? Se não qual seria outra boa opção?

    Obrigado e parabéns pelo conteúdo

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 24/11/2015 at 21:03 - Reply

      Olá Aron,

      O ideal seria uma corretora com acesso ao mercado europeu, onde a gama de bonds é maior.

      O Saxo Bank e os bancos de Luxemburgo e Suiça têm esse acesso fácil.

      Abçs!

  11. drgs 26/01/2016 at 16:35 - Reply

    Seria muito interessante este vídeo explicativo, é uma oportunidade espetacular em renda fixa com moeda forte,
    aguardo ansiosamente, obrigado

  12. drgs 26/01/2016 at 18:33 - Reply

    Gostaria de uma ajuda, por gentileza,
    Estava olhando sobre bonds e surgiu esta expressão “collateral value”, é o valor paralelo?
    muito obg

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 27/01/2016 at 06:33 - Reply

      Olá drgs,

      ‘Collateral’ são garantias referentes a alguma operação. No caso, pode ser relacionado aos bonds emitidos.

      ‘Collateral value’ é o valor dessas garantias.

      Abçs!

  13. drgs 06/02/2016 at 10:32 - Reply

    Muito obrigado pela informação, é descontado algum valor? ou tributação quando recebemos os cupons?

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 10/02/2016 at 16:43 - Reply

      Olá drgs,

      Se você possuir uma conta em centros financeiros não é cobrado nenhum imposto sobre o cupom de bonds, exceto o que você irá declarar no Brasil.

      Abçs!

  14. drgs 13/02/2016 at 16:06 - Reply

    Qual o risco de eu não receber os cupons de um bond? é somente o da instituição dar uma calote?

  15. Aurélio 26/02/2016 at 11:01 - Reply

    Parabéns pelo texto.
    Gostaria de me juntar aos outros comentários e solicitar um vídeo sobres os Bonds.
    Desde já, agradeço e aguardo mais informações sobre esse assunto.

  16. marco 29/02/2016 at 15:19 - Reply

    Parabéns pelo conteúdo.
    Qual corretora, com menor custo para investir em bonds, etfs e pouco em ações.
    A ameritrade?
    Obrigado

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 29/02/2016 at 16:50 - Reply

      Olá Marco,

      É importante avaliar a corretora como um todo, incluindo mercados disponíveis, plataforma, atendimento e os custos.

      No mundo bancário internacional não tem segredo, você recebe o que você paga.

      Abçs!

  17. Marco 29/02/2016 at 19:29 - Reply

    Boa tarde,
    Essa plataforma que você postou acima sobre o BBrasil e Brfs3 são de que corretora?

    Obrigado e parabéns pelo site.

  18. Marco 04/03/2016 at 17:46 - Reply

    Boa tarde,
    Nao entendi o contexto da sua frase privilegiados os títulos em CF “Isso torna os títulos brasileiros em Franco Suiço, um oásis no meio do deserto de juros.”
    Entendo que isso é verdade considerando-se (somente a variação cambial) para títulos de prazo mais longo em CF. Para prazo mais curtos 1-3 anos, a tendência é o dólar americano se valorizar em relação a outras moedas, sendo mais vantajoso títulos em US$. Certo?
    Obrigado

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 05/03/2016 at 08:46 - Reply

      Olá Marco,

      Os fundamentos do Franco Suíço são mais sólidos que o do Dólar. A Suíça não tem uma dívida de U$ 19 trilhões.

      No curto prazo, a volatilidade é grande e depende de muitos fatores, mas no longo prazo os fundamentos prevalecem.

      O ideal é diversificar entre as moedas. Euro, Franco Suíço, Dólar dos EUA e Libra Esterlina são as principais. Dólar de Hong Kong é ligado ao Dólar Americano e entra no mix.

      Tendo um pouco de cada, essas variações de cotação se tornarão irrelevantes.

      Abçs!

  19. Aron 29/03/2016 at 23:28 - Reply

    IR, desculpe a ignorância. Num post acima você disse que tirou o “print” do site da bolsa de frankfurt. Esse site é de dentro de um HB de uma corretora? Pelo Saxo Bank consigo acessa-lo?

    Obrigado

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 30/03/2016 at 07:20 - Reply

      Olá Aron,

      Era o site da própria Bolsa. Só que umas 2 semanas depois do artigo, eles mudaram tudo.

      Abçs!

  20. daniel 21/11/2016 at 20:35 - Reply

    ola , teria algum curso especifico em sao paulo sobre Bonds

  21. Rui Lima 24/11/2016 at 09:42 - Reply

    A AIVA OLD MUTUAL SKANDIA não pode comercializar tais produtos no Brasil e seus agentes não são credenciados junto à CVM comissão de valores imobiliários. Fiz um plano deste sob número 00914175 e autorizei o débito em meu cartão de crédito internacional e solicitei contrato e não entregaram até hoje, ou seja, não tenho nada assinado e apenas a promessa do agente. A AIVA OLD MUTUAL Skandia não retorna os e-mails desprezando o seu cliente, como também, coloca penalidades abusivas de 60% de multa num investimento após 40 meses. Isto é picaretagem é pra receber o seu valor demora mais de 5 meses.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 24/11/2016 at 10:35 - Reply

      Olá Rui,

      O ideal é investir com alguém que tenha sido muito bem indicado por pessoas conhecidas e confiáveis.

      Já conversei com alguns desses agentes, mas nunca abri uma conta, pois a idéia de apenas poder investir em fundos não me era atraente.

      Na minha opinião uma conta bancária com cartão e uma conta em corretora seria o mais interessante para a maioria de nós.

      Abçs!

  22. Estevão 02/01/2017 at 15:59 - Reply

    Olá,

    Em primeiro lugar ótimo blog e matéria.

    Eu consigo comprar os títulos brasileiros em algum banco ou instituição financeira no Canadá? Eu tenho residencia no Canadá e isso me interessa muito.Se sim, saberia me dizer qua(is) instituições?

    Eu gostaria de aproveitar os juros brasileiros estando fora do país.

    Obrigado,

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 03/01/2017 at 08:01 - Reply

      Olá Estevão,

      Você precisa consultar os bancos e corretoras no Canadá e perguntar se eles conseguem comprar esses títulos no mercado para você.

      Abçs!

  23. Sebastião Soares Marques do Val 18/11/2017 at 00:40 - Reply

    Olá, como sempre seus comentários e matérias são ótimos. Parabéns! Gostaria de saber se você já fez o vídeo ou está em andamento, previsão de lançamento. Maravilhoso o seu trabalho, obrigado de coração.

  24. Sebastião Soares Marques do Val 19/11/2017 at 23:45 - Reply

    Valeu, Obrigado mais uma vez!

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