Veja como foi participar do maior evento esportivo do planeta

Hoje o texto é um pouco diferente do que costumo publicar. Vou falar da experiência que passei em agosto acompanhando as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Mesmo que fuja do assunto investimentos, muitas coisas que observei representam pontos interessantes sobre o Brasil e o povo brasileiro.

Vou falar apenas sobre aquilo que presenciei e vi e não sobre o que a imprensa possa ter divulgado ou nas polêmicas que surgiram sem eu estar presente, como no caso das piscinas que ficaram com a água verde. Na verdade, quando se está num evento grande como esse, existem outras preocupações do que saber sobre os demais resultados e notícias, principalmente quando se vai com a família.

Espero que ao ler esse texto você também possa se sentir um pouquinho na Rio 2016, pois participar de uma Olimpíada é realmente uma experiência única e fascinante.

A maratona do transporte

Acho que uma das grandes preocupações quando se está em grandes  cidades, havendo Olimpíadas ou não, é a questão do transporte. E o Rio como uma das maiores cidades do Brasil e sede do evento deveria ter se preparado melhor. Vou explicar o porquê.

BRT Rio

Bem-vindo ao BRT. Tem estações daí pra pior

Os locais de competição estavam divididos em algumas áreas da cidade. O principal, o Parque Olímpico, estava na Barra, mas havia jogos no Maracanã, no Engenhão, em Deodoro, na Lagoa e em Copacabana, principalmente. Li e revi vários mapas e notícias a respeito de como chegar nos locais, mas chegando lá você descobre que as coisas são bastante diferentes.

A primeira “enganação” foi o tal do RioCard, bem carinho por sinal, que seria o cartão de transporte olímpico. Ele só era útil em alguns pontos específicos para pegar os BRT exclusivos e para quem usasse a linha 4 do metrô. Era o caso de quem ia da zona Sul do Rio até o Parque Olímpico da Barra. De resto, os cartões normais de transporte lhe levariam para qualquer lugar. A impressão que dava antes era de que só quem tivesse esse cartão teria acesso aos locais de competição. Muita gente além de mim também tinha essa idéia e acabou comprando o cartão sem precisar, gastando 25 reais aos invés dos 7,60 pra ida e volta.

Pode parecer bizarro, mas a primeira dificuldade que eu tive foi conseguir comprar o cartão comum de transporte do Rio na estação do BRT. A atendente não tinha troco e não sabia matemática. Você simplesmente não conseguia comprar por exemplo duas viagens. Até eu descobrir que a única coisa que os funcionários sabiam fazer era lhe cobrar 3 reais pelo cartão e colocar uma carga de 10 reais por vez perdi um precioso tempo. Não só eu, mas muitas pessoas gastavam uns bons 20 minutos para resolver essa situação ridícula.

Chegando no BRT, que nada mais é que uma ônibus biarticulado, andando em uma pista exclusiva numa avenida, você já descobre a grande gambiarra que é esse meio de transporte. Primeiro que continua sendo ônibus, sujeito ao desconforto habitual, à capacidade do motorista e ainda por cima precisa parar nos semáforos. Segundo que a Barra da Tijuca é uma linha reta, que seria facilmente cortada por um eficiente metrô. Terceiro que perder 2 pistas da avenida das Américas, que possui 21km de extensão e é a principal do bairro e prejudicar todo o trânsito da região, ainda mais com o bloqueio de mais 2 faixas para passagem dos veículos das Olimpíadas. Quarto é que muitas das portas de vidro estavam com grandes rachaduras e algumas simplesmente estavam ausentes, mostrando a precariedade da manutenção.

BRT Madureira

Bora pra Madureira na hora do rush

Vale citar a situação surreal que acontecia com alguns BRT quando você ficava no fundo dele. Em algumas estações, a última porta do ônibus não tinha a porta correspondente na estação! Já imaginou abrir a porta do ônibus pra você descer e dar de cara numa parede de vidro? Era isso que acontecia. Quem elaborou esse sistema não tinha a menor idéia do que estava fazendo. Não irei nem mencionar as empreiteiras relacionadas a tudo isso, que todo mundo já deve saber.

Outro ponto importante. Em qualquer sistema sério e integrado de transporte, você compra uma passagem e as baldeações estão incluídas. Não no Rio. Mudou de BRT para trem ou para metrô e vice-versa, você precisa comprar nova passagem (exceto para o RioCard). Além do mais, não é tão simples  sair de um sistema para outro em determinados locais. Uma das principais estações durante os jogos era a de Madureira. Era a conexão entre os trens que passavam pelo Engenhão e Maracanã e o BRT Transolímpica que chegava até o Parque Olímpico da Barra. Pense numa 25 de março às vésperas do Natal só que em cima de passarelas, com múltiplos cruzamentos e tráfego intenso. Ao sair do BRT, você desce rampa, escada, atravessa avenida por passarela, pula camelôs e depois chega na Supervia. É uma outra Olimpíada. Se pra brasileiro já é tenso, agora imagine da perspectiva de um estrangeiro.

Não bastasse isso, vale lembrar a falta de sinalização que havia nas estações. Exceto nas maiores, onde havia umas poucas placas e alguns também poucos voluntários com uma plaquinha acima da cabeça escrita “May I help you?”, nas demais você não tinha absolutamente nenhuma informação pra onde ir. Mesmo na estação Alvorada (principal da Barra), se você viesse de outra estação (para quem comprasse o ticket lá, havia voluntários para explicar nas bilheterias), deveria adivinhar que a próxima linha a pegar era o expresso na linha Transolímpica, com destino ao Galeão, Fundão ou Madureira. Não havia nenhuma indicação sobre isso na parte de dentro da estação. Dependia absolutamente de ter pesquisado antes ou da boa vontade dos funcionários. E uma coisa não se pode negar, tanto os funcionários, quanto os próprios usuários e principalmente os voluntários que estavam em trânsito sempre ajudavam com cordialidade e atenção. Eu mesmo fui muito orientado por todos eles e nos dias seguintes (passei 10 no total) passei a ajudar quem precisava. Era eu explicar para alguém que aparecia mais gente perguntando.

Congestionamento BRT

Pistas vazias e engarrafamento ao mesmo tempo. Parabéns à Prefeitura

Já que estou falando de estação, não custa lembrar que saí de casa imaginando chegar na estação chamada Parque Olímpico que se encontra na frente do local principal de competições. Doce ilusão. A estação estava fechada. Ou você descia na estação anterior, Rio 2, ou posterior, Morro de Outeiro. Só aí se acrescenta mais uns bons 15 minutos de caminhada. Se levar em conta a revista na entrada do parque, mais o tempo para localizar e entrar na arena do seu jogo, o tempo chegaria facilmente a 30 minutos. Em geral eu saía com 1:30 a 2:00 de antecedência dependendo do local do evento. Acontecia às vezes de chegar com muita antecedência ou de chegar com o jogo começando. Tudo dependia, além de tudo, da frequência dos BRTs. Cheguei a ficar meia hora esperando por um. Se tivessem colocados vans específicas para quem tinha ingresso nas mesmas rotas do BRT, tornaria tudo mais fácil e aumentaria a segurança. Além disso, os milhares de turistas não competiriam com os moradores pelo espaço.

Ainda em termos de transporte, alguns reclamaram que após as sessões acabavam depois da meia-noite, seja no Engehão ou Maracanã, não havia transporte público de volta e muitos tiveram que usar táxi ou Uber como emergência. No meu dia isso foi corrigido. Recebi um SMS dizendo que seriam colocados carros extras que esperariam o público na saída desses eventos. E foi o que aconteceu. Quando saí do Engenhão por volta de 00:15, os trens estavam lá de portas abertas esperando.

A grandeza do Parque Olímpico

Claro que é emocionante chegar ao parque olímpico e sentir todo o clima das competições, a quantidade enorme de público, brasileiros e estrangeiros, pra lá e pra cá. O Parque é muito grande e novamente o problema de sinalização se fez presente. Ou você perguntava para alguém ou teria que ter estudado o local antes. Alguns poucos e mal acabados mapas estavam em alguns locais e pareciam ter sido feitos pelos alunos da 5ª série. As próprias indicações das entradas das Arenas simplesmente não existiam. Você tinha que ir na base da observação e conversa, o que gerava caminhadas desnecessárias.

Praça de Alimentação

Ache algum guarda-sol para os espectadores

Outro ponto negativo foram que nos dias de forte calor (ou mesmo de chuva), não havia sequer um lugar montado onde as pessoas pudessem se proteger. Nenhuma área coberta foi colocada e as pessoas tinha que se abrigar num túnel que ligava a praça de alimentação à Arena Carioca 1 e embaixo da passarela de saída dessa mesma arena.

Uma situação incômoda foi a questão da compra de comidas e bebidas. Não cheguei a pegar os primeiros dias, quando tudo acabava muito rápido e ficava faltando. Entretanto em praticamente todos os dias que fui sempre havia alguma momento com algo indisponível.

Ainda havia a questão dos tickets. Se comprasse o ticket de alimentação nas Arenas, só poderia usar naquela Arena e não nos carrinhos que circulavam ou na Praça de Alimentação. O inverso também não era possível. Tratava-se de fornecedores diferentes. Também os tickets só valiam para aquele dia. Nada de comprar ticket pra pegar bebida no dia seguinte. Tinha que enfrentar fila todo dia e elas muitas vezes não eram pequenas. Muitos perdiam parte dos jogos enfrentando filas nos intervalos. Algo bem mal elaborado pra dizer o mínimo.

No quesito bebida, tenho que tirar o chapéu pra Ambev. Quando você comprava um latão de Skol, vinha num copo de plástico reutilizável e cada um tinha o símbolo de uma modalidade esportiva, ou hipismo, ou boxe, ou ginástica rítmica, etc. O que tinha de gente escolhendo copo pra fazer coleção não foi brincadeira. Muitos devem ter tomado mais cerveja do que deveriam só pra completar a coleção de copos. Vi um camarada com uma pilha não de 3 ou 4 copos, mas de 15 copos e tomando no de cima.

Padrão McDonald´s

Venda Olimpíadas

Atendimento que lembra os Correios. Perceba ainda alguns itens riscados no menu da parede

Em se tratando de eficiência de serviços, pude fazer uma comparação entre o serviço fornecido pelos jogos (das empresas que ganharam a licitação, sendo uma do, veja que coincidência, neto do Odebrecht) com a unidade do McDonald’s instalada na Praça de Alimentação. Cada patrocinador tinha uma loja ou área própria no parque. Primeiro testei o serviço do parque. Pra comprar o ticket parecia os Correios. Havia 6 caixas, 1 atendendo, 4 vazios e 1 com a atendente provavelmente no Whatsapp ou caçando Pokémon (Aliás, tinha um absurdo de gente caçando Pokémon dentro dos trens e BRTs). Uma eternidade para comprá-lo e depois ainda ir no respectivo guichê para pegar o sanduíche. Cada item do menu tinha um local próprio. Comprou duas comidas diferentes, parabéns, pega duas filas! Já no McDonald’s, que vendia apenas sobremesas como Sundae e McFlurry, a velocidade era outra. A fila na hora que eu cheguei era 50% maior que a outra. Quase desisti. Mas o tempo até ser atendido era muito menor. Não deixavam o primeiro cliente da fila dormir. A máquina do cartão no lugar certo. Senha digitada, senha na mão e ia pro lado olhar no monitor. Entre eu pedir e pegar não deu 30 segundos. Parecia o Bolt!

A diferença que é estar lá

Consegui acompanhar diversos esportes como basquete, vôlei, vôlei de praia, atletismo, golfe, handebol, ginástica artística e realmente depois que você senta pra assistir o entretenimento é garantido. Tirando o Macanãzinho que era bem apertado, as outras Arenas que visitei tinham um bom conforto. O único porém eram algumas estruturas colocadas para a imprensa e para os lugares de cadeirante na Arena da Ginástica. Muitas delas tampavam a visão de alguns lugares. Por 3 ou 4 cadeiras eu não perdi a visão das barras assimétricas no meu primeiro evento.

Além disso, antes e durante as partidas, repórteres entrevistavam as pessoas, comentavam os últimos acontecimentos, faziam brincadeiras, tanto em português como em inglês. Tudo acompanhado pelo telão, que também mostrava notícias, fatos sobre os times que iam jogar e tudo mais relacionado às Olimpíadas. Somado aos shows do intervalo e aos DJs que selecionavam as músicas, lembrava um jogo de NBA. Os jogos de vôlei eram disparados os mais animados, além das músicas haviam coreografias próprias puxadas pelo telão quando acontecia uma grande jogada, como o Monster Block.

Engenhão

A percepção das distâncias é bem maior dentro do Estádio Olímpico

Muita gente me perguntou se no local você não ficava meio perdido em acompanhar detalhes que são mais explicados pela TV, como acontece no Atletismo e na Ginástica. Não, havia sempre um narrador explicando o que estava acontecendo e olha que nesses eventos há vários competidores ao mesmo tempo. Enquanto uma atleta está na barra assimétrica, a outra está na trave ou no salto. É preciso uma certa ginástica visual para acompanhar tudo.

A vantagem de estar no local lhe dá uma nova perspectiva de alguns esportes. No golfe, você descobre que as distâncias que os jogadores lançam a bolinha são muito maiores. Em algumas jogadas, você simplesmente vê a bola viajar pra bem longe até sair da vista e não faz a menor idéia de onde ela foi parar. Só irá descobrir depois de uma longa caminhada. No atletismo, a noção de distância nos lançamentos (acompanhei o disco feminino) também é mais real e você percebe que são absurdamente longos. Seria como o goleiro lançar a bola de sua linha de fundo até a área do outro lado do campo. Só que os objetos no atletismo são bem mais pesados.

Dream Team

Os jogos do time masculino de basquete dos EUA eram os mais disputados

Tive a oportunidade de ver grandes nomes do esporte como Simone Biles da ginástica, Bubba Watson do golfe, Kevin Durant do basquete, Alisson e Bruno do vôlei de praia, mas nada se compara è noite do atletismo em que vi a competição do salto com vara masculino. Claro que ver o Bolt competir deve ser sensacional, mas depois de pegar o BRT lotado no horário do rush, passando em Madureira, ver as competições serem interrompidas pela chuva, pra finalizar perto da meia-noite com a disputa salto a salto entre o francês Renaud Lavillenie e o brasileiro Thiago Braz foi fora de série! O francês era incontestavelmente melhor, os saltos dele eram de uma técnica impecável e era o atual campeão. O franceses que eram muitos e inexplicavelmente bem localizados perto do local do salto deliravam a cada passada.

Pra falar a verdade, eu nem sabia quem era o brasileiro. Depois que comprei o ingresso fui descobrir que havia um brasileiro ranqueado em 4º no mundo. Na verdade, eu queria comprar o dia do salto com vara feminino pela Isinbayeva (que no final nem competiu). Quando a coisa foi afunilando, muitos atletas começaram a ser desclassificados e o brasileiro foi permanecendo, toda a torcida passou a ter esperança de medalha. Só que ninguém imaginava que seria a de ouro. Achávamos que o francês ia pegar o ouro e o que viesse depois era lucro, principalmente quando Lavillenie foi perfeito em todos os saltos, incluindo o que bateu o Recorde Olímpico em 5,98m. O brasileiro então mandou subir o sarrafo pra 6,03m, já que o empate seria do francês por não ter cometido erros e tudo foi explicado pelo narrador do estádio. Então o inacreditável aconteceu e parecia gol de final da Copa do Mundo.

 

Comportamento da torcida

Obviamente não pude deixar de notar a falta de espírito esportivo da torcida brasileira com as vaias, que nessa competição do salto com vara passou de todos os limites. Longe de jogar apenas a culpa na torcida pela derrota do francês, como ele insinuou. Atleta deste nível tem que estar concentrado o suficiente para nem perceber a existência da torcida. Só que vaiar todo e qualquer adversário (olha que vaiaram inclusive o Dream Team no jogo contra a França!) não demonstra o mínimo de civilidade. Toda a gentileza em receber turistas foi jogada pela janela na hora das competições.

Thiago Braz Ouro

A volta olímpica de Thiago Braz após ganhar a medalha de ouro

Existe uma enorme diferença entre um jogo do campeonato brasileiro e uma Olimpíada, mas muitos que estiveram nos jogos não perceberam. Nada impede a pessoa de torcer ou vibrar pelos atletas do seu país, como muitos americanos fizeram, mas vaiar e gritar “vai cair” já demais. Sem brincadeira, nos dias da ginástica feminina, o público dos EUA correspondia a pelo menos uns 30% da platéia, julgando pelas roupas e bandeiras. Quando a Simone Biles cravava a saída, o barulho era enorme, mas ninguém ficava gritando ou vaiando durante a apresentação das outras atletas. Se comportaram como se deve, torcendo por seus atletas e aplaudindo os demais. Simples como deve ser. Esporte não é guerra, muito menos numa Olimpíada.

Não precisa ir muito longe. No campeonato mundial de atletismo realizado em Moscou no ano de 2013, a disputa estava entre Elena Isinbayeva, atleta da casa, e a cubana Yarisley Sanchez. Veja o comportamento da torcida russa no último salto da cubana. Todos simplesmente batendo palma junto com ela! Qual a dificuldade em se comportar assim?

Também não vou inocentar os estrangeiros. Não os argentinos e espanhóis que estavam perto de mim  no jogo de basquete masculino. Cada hora era um que era posto pra fora pelo verdadeiro dono do lugar. É muita cara-de-pau sentar no lugar de outro em um jogo com ingressos esgotados.

Conclusão

Era evidente que uma tragédia anunciada de terrorismo ou de não haver condições de se terminar alguma competição não aconteceria. Já imaginava alguns tropeços, como realmente aconteceram, mas nada que pudesse inviabilizar os jogos.

Simone Biles

As apresentações de Simone Biles foram um espetáculo

Conversei com muitos estrangeiros dos mais variados países e as opiniões foram quase unânimes. A orientação e o transporte realmente deixaram muito a desejar e foram motivo de estresse. Pra quem veio de fora e não dominava o português pode ter sido bem complicado. Uma britânica foi a que deu as opiniões mais interessantes e que resumem bem tudo que aconteceu. Disse que estava sendo difícil e demorado chegar nos lugares, mas como estava no “clima” pros Jogos Olímpicos, enfrentava tudo de bom humor. Disse ainda que se sentia mais segura nos trajetos em que pegava metrô do que naqueles de ônibus, por ser fechado e subterrâneo. Tive exatamente a mesma impressão dela.

As Olimpíadas foram um microcosmo do que é o Brasil. Um local cheio de falhas, em que você é constantemente posto à prova e tem que se virar, mas que se conseguir passar, as coisas acontecem. Que venha Tóquio, onde será possível ter a visão de um estrangeiro, num país bem diferente e onde tudo costuma funcionar.

PS: Se você foi ao Rio assistir aos jogos ou mora por lá, fique à vontade para deixar sua opinião.