A desigualdade é uma benção

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Desigualdade social não é nada do que dizem por aí

Se tem uma coisa que os socialistas de plantão (mesmo aqueles que não sabem que são) gostam de propagar aos sete ventos como se fosse o grande problema da humanidade hoje, esta coisa é a desigualdade social. Ou num termo mais direto desigualdade de renda. Afinal de contas, dentro da problemática esquerdista, tudo se resume a dinheiro, a quanto cada um ganha.

Provavelmente você já deve ter ouvido uma porção de pessoas, incluindo “especialistas”, autoridades, artistas, professores, políticos colocarem na mesa que é um problema muito sério haver pessoas com bilhões de dólares de patrimônio enquanto outras se encontram na miséria.

Obviamente, que existirem lugares onde pessoas vivam em condições degradantes é um grande problema.  Daí a achar que isso tem alguma relação com os muito ricos ou pior, achar que foram os ricos que espoliaram os pobres tem uma grande diferença.

Vou explicar o por quê.

Um pouco de história

Se você olhar alguns séculos para trás, verá que o padrão de vida das pessoas era muito mais próximo da miséria do que num padrão, digamos, digno aos olhos de hoje. Claro que não me refiro aos reis e nobreza que viveram no passado e que são os únicos lembrados nas aulas de história. Falo do cidadão comum, que passou os últimos séculos e por que não milênios, literalmente trabalhando para comer e não morrer de frio.

Antes da revolução industrial, as pessoas passavam a maior parte do tempo produzindo alimento. Roupas eram passadas de pai pra filho. Talheres e banheiro dentro de casa eram artigos de luxo. Já imaginou o resultado disso na qualidade de vida das pessoas em uma época em que não havia antibióticos?

A industrialização

Graças a industrialização e à divisão do trabalho, permitiu-se que muitas pessoas obtivessem renda e os produtos advindos daí se tornaram cada vez mais acessíveis a essas mesmas pessoas que trabalhavam.

E foi a industrialização, aliada ao livre mercado, a responsável pelo gráfico mais famoso do mundo, mostrado abaixo e baseado num trabalho de Angus Maddison:

Gráfico da Riqueza

Criação de riqueza na história da humanidade

Ele mostra que praticamente toda a riqueza produzida na história da humanidade foi criada nos últimos 2 séculos. E qual a consequência disso? Ora, se antes o ser humano vivia apenas para sobreviver, depois passou a ter mais tempo para outras atividades e desenvolver outros pensamentos, a se preocupar com outras coisas. Isso acelerou o desenvolvimento humano em diversos campos.

Os criadores

Mas toda essa riqueza não caiu do céu, ela se deveu ao trabalho e dedicação de milhares de pessoas que investiram, criaram e  produziram bens e serviços que atenderam a necessidade de outras milhares ou até milhões de pessoas.

Pegue o exemplo dos grande industriais americanos. Homens como Carnegie, Rockefeller, Ford, Vanderbilt e J.P. Morgan, mostrados na série The Man Who Built America, foram pessoas que não se contentavam com aquilo que já estava pronto, deram a vida, investiram, trabalharam e assumiram riscos para criar negócios em diversos ramos como o ferroviário, o siderúrgico e o de petróleo.

Imagine o benefício que toda a sociedade americana recebeu com os produtos decorrentes desse trabalho: aço, combustível, transporte e tudo mais produzido na cadeia industrial e comercial agregada em volta dessas empresas.

Quer um exemplo claro de como a sociedade se beneficiou desses milionários e bilionários?

Ford Modelo TNa virada do século XIX pro XX, o meio de transporte mais comum em Nova Iorque eram os cavalos e as charretes. Um problema grave da cidade era o que fazer com a enorme quantidade de fezes nas ruas que espalhavam um cheiro insuportável na cidade.

Com a massificação da produção de automóveis graças principalmente a Henry Ford, os carros puderam ser adquiridos pela população em geral e substituíram rapidamente os cavalos. Se algum dos ambientalistas de hoje, seguidores de Al Gore, estivesse presente naquela época, estaria fazendo gráficos assustadores mostrando que a quantidade de fezes cobrindo as ruas de Nova Iorque em 2017 seria suficiente para cobrir um prédio de 15 andares!

Felizmente nada disso aconteceu e os cavalos de Nova Iorque são apenas usados para levar turistas a passeio no Central Park.

A família Walton

Se você não sabe, a família Walton é composta pelos filhos, noras e genros ainda vivos dos fundadores do Wal-Mart. É uma das famílias mais ricas do mundo e alvo constante dos justiceiros sociais.

O patrimônio dos membros gira hoje em torno de U$ 150 bilhões. E como eles chegaram lá? Roubando dos pobres? Explorando os trabalhadores? Não.

Veja, o Wal-Mart revolucionou em diversos pontos toda a cadeia de armazenamento, logística e vendas em uma rede de varejo. A produtividade conseguida por esses processos permitiu ao Wal-Mart oferecer preços muito mais baixos pelos produtos. Com isso, os clientes do Wal-Mart conseguiram economizar muito.  Consumer surplus é a diferença entre o que você está disposto a pagar e o preço desse produto à venda no Wal-Mart.

Vamos supor que eu queira comprar um determinado modelo de churrasqueira e esteja disposto a gastar U$ 600,00. Aí chego no Wal-Mart (dos Estados Unidos) e o preço lá é de U$ 460,00. Esses U$ 140,00 é o consumer surplus. Alguns estudos indicam que se você somar toda a economia que os consumidores americanos têm ao comprar lá, esse valor atinge a marca de U$ 250 bilhões por ano!!

Não parece justo agora eles terem uma fortuna de U$ 150 bilhões por fazerem os demais americanos economizaram U$ 250 bilhões por ano?

O mundo ao seu redor

Agora, olhe a sua volta! Você seria capaz de criar tudo isso sozinho? Seu computador, celular, tablet, televisão, carro, remédios, roupas, o refrigerante que está na geladeira, etc. Todos eles provavelmente foram criados por empresas de pessoas que ficaram muito, mas muito ricas!!!

E elas não saquearam ninguém. Apenas criaram produtos que atendem as necessidades de milhões ou até bilhões de pessoas. Ficaram ricas voluntariamente por escolha dos consumidores, que acharam aqueles produtos úteis e os compraram por vontade própria.

Não é só esse benefício que os desiguais criadores de riqueza trazem para a sociedade. Existe ainda um outro efeito que eles produzem nas outras pessoas.

Bill GatesSe você pensou inveja, sugiro que deixe a alma latina de lado. Antes da onda esquerdista americana (sim, essa praga existe por lá), os muito ricos eram tidos como exemplos a serem seguidos pelos demais.

Pros americanos, ver um empresário, self-made man, como Bill Gates sendo o homem mais rico do mundo traz muito mais bem-estar do que se fosse algum sheik que teve a sorte de nascer numa terra que jorra petróleo.

Já imaginou quantas pessoas neste momento estão passando noites em claro, trabalhando incansavelmente para ser o próximo Bill Gates, ou Mark Zuckerberg, ou Jeff Bezos, ou algum da lista dos maiores empresários de sucesso.

Quantos investidores leram e estudaram tudo sobre a vida, as técnicas e tudo mais a respeito de Warren Buffett de modo a usar esse conhecimento em sua própria gestão de investimentos?

Quantos jogadores de basquete se espelharam em Michael Jordan para tentar ser um atleta melhor? Kobe Bryant foi um que analisou cada passo, salto, arremesso de Jordan e chegou lá. Também se tornou um “desigual”.

E se não fossem esses ícones, pessoas que realmente excederam, saíram do lugar comum e se destacaram, quem seriam os modelos a serem seguidos?

Você pode até criar modelos ou valores a serem seguidos, mas nada como um exemplo real e vivo daquilo que você gostaria de ser. Aposto que na sua área tem alguém que é destaque, que é admirado e que fez mais. Uma pessoa de quem os outros querem aprender e seguir os passos.

Não existe uma torta

Uma das maneiras mais desonestas dos que criticam a desigualdade é imaginar a existência de uma torta gigante onde esteja toda a riqueza do mundo e mostrar que o 1% mais rico detém metade da torta e os outros 99% detém a outra metade.

Primeiro, como já mostrado no gráfico do começo do artigo, a riqueza é dinâmica. Não é estática. Ela é criada e pode ser destruída. Segundo, riqueza não é um jogo de soma zero. A família Walton ficou rica fazendo as demais famílias economizarem e não as assaltando.

Terceiro que não existe riqueza da sociedade. A riqueza é criada de maneira individual, por pessoas que trabalharam, criaram, produziram. Assim, se a riqueza é detida individualmente, criada diferentemente por cada um de nós, não existe o que dividir entre todos. Cada um tem o seu pote e faz dele o que bem entender. Inclusive dividir, se quiser.

Inclusive é isso o que os milionários americanos fazem mais que em qualquer outro lugar do mundo. Doar. A quantidade de fundações e obras de caridade mantidas por empresas e empresários americanos é algo extraordinário. Da herança de mais de 2 bilhões de dólares que a herdeira do McDonald’s deixou para caridade até o modelo 1-1-1 da Salesforce, os exemplos são incontáveis.

“Nós celebramos a disparidade de renda e aplaudimos as margens crescentes entre o 20% mais baixo da sociedade americana e o os 20% de cima por que isso é a evidência do que tem feito a América um grande país. É pela chance de se conseguir uma grande renda… de fazer algo para si mesmo; de começar um negócio e se tornar um milionário legalmente e dependente de si mesmo é o separa os EUA da maioria das nações do planeta. Nos sentimos mal pela crescente diferença que separa os ricos dos pobres nos EUA? Claro que não; nós comemoramos, nós já fomos pobres antes e somos razoavelmente ricos agora. Nós fizemos tudo do nosso jeito, pela pura força da vontade, tenacidade, pelo faro pelos negócios e afins.    É por isso que os imigrantes vêm para os EUA, para se juntar aos grandes ganhadores de renda nos níveis mais altos de nossa sociedade e deixar a pobreza para trás. Desigualdade de renda? Nos dê um tempo. Deus abençoe a diferença e aqueles que tiveram sucesso, e vergonha daquela turma do Occupy Wall Street que nos condena pelo sucesso e chafurdam em sua própria incompetência. Disparidade de renda? Dã! O que nós desprezamos é o governo que impõe regras que proiem ou tornam difícil fazer mais dinheiro; empregar ainda mais pessoas; dar ainda maiores somas de dinheiro para a caridade de nossa escolha. É isso que nós desprezamos…oh, próxima pergunta, por favor.” – Dennis Gartman, Economista

Também não podemos nos esquecer que dentro de uma sociedade rica e livre como a americana, as condições de vida dos menos favorecidos tendem a melhorar. Mesmo aqueles que ganham pouco tem um poder de compra muito maior do que o equivalente no Brasil, onde o pobre é roubado regularmente por meio de impostos e as limitações em cima da livre iniciativa deixam tudo ainda mais caro.

E as causas da miséria?

Se você parar para analisar os lugares mais miseráveis e onde se tem a pior qualidade de vida do mundo, verá que o fator principal do atraso, é cultural. Não tem nada a ver com uns nerds que acabaram de ficar bilionários no Vale do Silício.

Acabei esbarrando numa série de editoriais do African Globe, uma organização dedicada a disseminar notícias e troca de informações entre africanos do mundo todo. Essa série é entitulada “12 razões por que os africanos são pobres, miseráveis e merecem pena”.

Entre essas 12 razões estão: pouca proatividade em relação ao trabalho, pouco hábito de leitura, complexo de vitimização, grande tendência ao desperdício, entre outros.

Acho que isso vale para muitas dessas sociedades em qualquer outro continente, que ainda hoje permanecem num modo de vida tribal, vivendo de subsistência, em más condições sanitárias e de saúde. Muitas além de não terem se desenvolvido, ainda hoje sofrem com guerras e disputas que só reforçam a condição de dificuldade de toda a população.

Elas não passaram pelo desenvolvimento que as sociedades európeia, americana e do extremo oriente passaram.

Já parou pra pensar quantas vidas foram poupadas pela simples existência da cesareana?

Conclusão

Quem critica a elite da sociedade, critica o que ela tem de melhor. Critica os verdadeiros criadores de riqueza e de empregos. Critica aqueles que contribuem para que você tenha a qualidade de vida que tem hoje. Todo o conforto que você tem hoje é devido a eles.

Claro que não tapo os olhos para aqueles que conseguem suas fortunas de maneira ilícita. E a cada dia vemos que muitos desses super ricos do Brasil conseguiram sua fortuna através da corrupção e da troca de favores com políticos. Isso é caso de polícia e não de admiração.

Talvez essa diferença entre os exemplos contribua para que a inveja ainda permaneça na mentalidade brasileiro quando tratamos desse assunto.

Espero que este espaço ajude a mudar um pouco isso.

Pra finalizar, fique com esse trecho de Ayn Rand em “A Revolta de Atlas”:

Enquanto a produção era governada pela força, e a riqueza era obtida pela conquista, não havia muito que conquistar. No entanto, no decorrer de séculos de estagnação e fome, os homens exaltavam os saqueadores, como aristocratas da espada, aristocratas de estirpe, aristocratas da tribuna, e desprezavam os produtores, como escravos, mercadores, lojistas – industriais. Para a glória da humanidade, houve, pela primeira e única vez na história, uma nação de dinheiro – e não conheço elogio maior aos Estados Unidos do que esse, pois ele significa um país de razão, justiça, liberdade, produção, realização. Pela primeira vez, a mente humana e o dinheiro foram libertados, e não havia fortunas adquiridas pela conquista, mas só pelo trabalho, e ao invés de homens da espada e escravos, surgiu o verdadeiro criador da riqueza, o maior trabalhador, o tipo mais elevado de ser humano – o self-made man – o industrial americano. Se me perguntarem qual a maior distinção dos americanos, eu escolheria – porque ela contém todas as outras – o fato de que foram os americanos que criaram a expressão “fazer dinheiro”. Nenhuma outra língua, nenhum outro povo jamais usara estas palavras antes, e sim “ganhar dinheiro”; antes, os homens sempre encaravam a riqueza como uma quantidade estática, a ser tomada, pedida, herdada, repartida, saqueada ou obtida como favor. Os americanos foram os primeiros a compreender que a riqueza tem que ser criada. A expressão ‘fazer dinheiro’ resume a essência da moralidade humana. Porém foi justamente por causa desta expressão que os americanos eram criticados pelas culturas apodrecidas dos continentes de saqueadores.

By | 2017-08-10T14:42:22+00:00 2 de Abril de 2017|Economia, Opinião|43 Comments

43 Comments

  1. Bruno 02/04/2017 at 21:00 - Reply

    Excelente texto!

  2. Rudi 02/04/2017 at 23:09 - Reply

    Fantástico esse texto. Também sempre achei que se deve admirar quem tem, afinal “só veem o bêbado caindo…andando…caindo, mas não veem o quanto ele teve que beber para chegar aquele estado”.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 03/04/2017 at 07:14 - Reply

      Olá Rudi,

      Exato. Só vêem a pessoa no topo para tacar pedras, mas poucos viram o trabalho que deu pra chegar lá.

      Abçs!

  3. Antonio 02/04/2017 at 23:20 - Reply

    No brasil, eles amam a frase correr atras,e poucos, muito pouco, dedicam-se, a correr na frente, e ganhar as medalhas de ouro,neste pais elas sobram, e da para colher de baciada..

    sucesso meu nobre. I.I

  4. Lauramélia 03/04/2017 at 00:48 - Reply

    Caro II,

    O pensamento vitimista é o maior atraso do ser humano. E os progressistas sabem que, incentivando essa postura diante do mundo, terão um eleitorado cativo.

    Abç!

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 03/04/2017 at 07:16 - Reply

      Olá Lauramélia,

      Exato. Imbutiram na idéia das pessoas que elas são incapazes e que sem o papai estado elas não teriam acesso a saúde, educação, casa própria e outros bens.

      Isso sim é golpe.

      Abçs!

  5. Viking 03/04/2017 at 07:36 - Reply

    parabens por mais um belo texto, II!
    já tinha lido algo semelhante no IMB e concordo plenamente.

  6. Einstein dos Negocios 03/04/2017 at 08:47 - Reply

    Muito bom. Eu assisti mês passado essa série The Man Who Built America, e indico para todos tbm!

  7. Muito bom I.I!

    Abraços

  8. Rodolfo Oshiro 03/04/2017 at 11:31 - Reply

    II,

    Completamente de acordo… no nosso país há um movimento escroto de demonizar o lucro … o rico …

    Claro o bom mesmo é ficar nivelando por baixo … vamos se todos analfabetos pra que o analfabeto não se sinta mal ..

    Abs,

  9. Ana 03/04/2017 at 12:27 - Reply

    Claro e objetivo ! Muito bom texto! Concordo integralmente !

  10. Antonio Freitas 03/04/2017 at 15:45 - Reply

    Mais uma vez parabens!

  11. ANDRE R AZEVEDO 03/04/2017 at 16:00 - Reply

    Olá II!

    Já faz algum tempo que tenho acompanhado o seu blog e vejo como ele possui uma estrutura muito parecida com o meu. Temos as mesmas ideias sobre liberdade, capitalismo, esquerdismo e estamos alinhados sobre as formas corretas de levar progresso ao mundo e realização às pessoas.

    A frequência desses tipos de textos em meu blog é ainda maior do que referente às finanças e investimentos, se bem que ultimamente tenho focado esses últimos assuntos.

    Concordo com todas as ideias expostas, e gostaria de acrescentar que a patrulha politicamente correta de corrigir tais distorções de riquezas entre pessoas não é algo apenas ineficaz ou injusto, e sim algo imoral. Muitas pessoas acreditam que estão do lado “do bem” e são apenas idiotas úteis a serviço da cúpula de um poder que elas próprias desconhecem.

    Sobre esse assunto específico, da imoralidade da igualdade de riqueza, deixo esse texto para complementar as excelentes ideias expostas nesse artigo.

    Grande abraço!

    https://www.viagemlenta.com/2014/02/transferencia-de-riqueza-e-igualdade-de.html

  12. O Aportador 03/04/2017 at 17:59 - Reply

    Que texto excelente, parabéns!

  13. Jorge Victor 03/04/2017 at 18:21 - Reply

    Este texto buscou exaltar os ricos e falar apenas parte de suas ações pelo mundo para obter suas riquezas. ao falar da revolução industrial esqueceu de falar da exploração em massa dos trabalhadores trabalho escravo, massacre dos índios nas Américas entre outras coisas. O objetivo do texto era este,ignorar os males que muitos tem feito para enriquecer e tratar como preguiçosos aqueles que não conseguem mesmo tentando trabalhando honestamente.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 04/04/2017 at 06:24 - Reply

      Olá Jorge,

      Obrigado por comentar.

      Se haviam trabalhadores dispostos a trabalhar assim é porque julgaram serem melhor do que a situação em que estavam.

      Lembra há 10-15 anos quando faziam a mesma acusação em relação aos trabalhadores chineses? Hoje o trabalhador da indústria chinesa já ganha mais que o brasileiro.

      Não existe milagre. Pra subir na vida é preciso trabalhar muito e saber usar muito bem os frutos desse trabalho.

      Em nenhum momento eu tratei como preguiçoso quem não consegue chegar lá.

      Abçs!

  14. BPM 04/04/2017 at 09:45 - Reply

    Show II,

    Problema é que no Brasil é mais fácil pedir do que conquistar e vamos muitos ricos alcançando grandes cifras por meio de corrupção e então fica estigmatizado. O empresário rala pra caramba pra ficar rico e acaba perdendo seu mérito porque a maioria só vê nossos políticos ficando ricos por corrupção.

    Abraço!

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 04/04/2017 at 11:37 - Reply

      Olá BPM,

      Quando você vê que os ricos que ganham destaque no Brasil são aqueles envolvidos em esquemas de corrupção é um sinal de que a sociedade está muito doente.

      Abçs!

  15. Andre 04/04/2017 at 14:07 - Reply

    Excelente

  16. Claudio 04/04/2017 at 18:36 - Reply

    Os socialistas de iPhone, tão comuns no Brasil, que adoram Cuba e Venezuela mas se recusam sob qualquer pretexto a ir morar nesses lugares deveriam se lembrar de pelo menos duas coisas: 1 – Se o socialismo fosse assim tão bom, a União Soviética existiria até hoje; 2 – A Usina de Chernobyl era estatal. Quem não sabe do que eu estou falando, consulte e vai entender.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 04/04/2017 at 22:21 - Reply

      Olá Claudio,

      Obrigado por comentar.

      Abçs!

    • Geraldo Jorge 22/05/2017 at 10:55 - Reply

      Claudio, existem basicamente 2 tipos de esquerdistas:

      1) O psicopata. Adora o relativismo moral, pois com ele é capaz de aventar qualquer desculpa para suas safadezas.

      2) O pobre coitado que sofreu lavagem cerebral para acreditar que é incapaz de viver sem o Estado (eterno escravo da sociedade que nem o respeita).

      Apenas o segundo tipo merece respeito e você ainda pode argumentar com ele. Argumentar com o primeiro tipo é pura perda de tempo.

      Eu já fui do segundo tipo, sei muito bem como é.

  17. abacoliquido 04/04/2017 at 19:03 - Reply

    Não digo que é uma “benção” mas digo que é um mal necessário. Parabéns pela estruturação do artigo. Abraço!

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 04/04/2017 at 22:23 - Reply

      Olá Abaco,

      Mal necessário??

      São essas pessoas que levam a sociedade pra frente e determinam a qualidade de vida dos demais.

      Você mesmo tem a Microsoft como base para o seu trabalho, não é mesmo?

      Um dos links que deixei no texto é esse. Vale a leitura.

      Abçs!

    • Geraldo Jorge 22/05/2017 at 16:14 - Reply

      No caso dos empreendedores, nada mais justo. Afinal, antes deles, a riqueza nem existia. Não tinha bolo para ser dividido. O injusto é quando isso não acontece.

      No caso de artitas, “artitas” e esportitas, se eles são muito ricos sem merecer, a culpa é dos fãs. Meu pai disse que parou de curtir futebol com a ascensão de jogadores analfabetos ganhando absurdos (na opinião dele).

      Eu pessoalmente não sei o que seria capaz de fazer se eu tivesse uma filha que gostasse do Justin Bierbe e eu trabalhasse como um condenado enquanto esse molegue ganha milhões.

      O capitalismo fornece o que você quer comprar, não aquilo que você necessita de verdade. É exatamente por isso que se fala tanto em responsabilidade individual.

      Não basta ter liberdade, tem que ter responsabilidade também.

      A grande verdade é que você precisa ser feliz ANTES de ser rico. Riqueza traz poder e resolve seus problemas, mas felicidade deve sempre vir de dentro.

  18. Frugal 04/04/2017 at 21:24 - Reply

    Valeu II, certamente um dos melhores posts do seu blog.
    Que bom seria esse post impresso em livros para a educação básica e ensino médio.
    Maioria dos livros de história e geografia do Brasil são feitos por autores canalhas que mais desinformam do que educam.
    Demorei mais de 15 anos pra perceber isso!

    Grande abraço!

  19. Geraldo Jorge 22/05/2017 at 10:04 - Reply

    “E se não fossem esses ícones, pessoas que realmente excederam, saíram do lugar comum e se destacaram, quem seriam os modelos a serem seguidos?”

    Os amigos FAVELADOS é claro. Não estou fazendo piada, isso é muito serio.

    A maioria das pessoas são pobre, feios e fracassados, isso é fato. Eles olham pessoas feias, ex-favelados que só não foram fracassados porque viraram “artista” de televisão. Ai, eles pensam:

    “Esse cara é rico e é igual a mim, vai ser meu idolo.”

    O que os idiotas NÃO percebem é que a televisão esquerdista faz isso de propósito. Escolhe a dedo pessoas que em países desenvolvidos não seriam NADA e exaltam como modelo a ser seguido (tipo Regina Casé e vários outros).

    Eu, mesmo sendo mais bonito, com mais conhecimento/leitura e mais dinheiro na maioria dos casos, sou menosprezado por levar de livre e espontânea vontade uma vida honesta, frugal, simples e admirar quem realmente produz riqueza.

    Mas, não me importo com eles. Uma vez rico, todos eles vão ter que me engolir quer eles queiram ou não. A maioria deles são psicopatas (falo muito serio, não é apenas para ofender), logo mostrar o caminho correto não adianta.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 22/05/2017 at 11:52 - Reply

      Olá Geraldo,

      Os ídolos nem sempre são modelos a serem seguidos.

      Há outros valores mais importantes.

      Abçs!

      • Geraldo Jorge 22/05/2017 at 15:55 - Reply

        Verdade.

        Desculpa se eu fui muito radical no meu discurso.

        Apenas estou cansado de ver a irresponsabilidade financeira ser exaltada como o meio de vida dos “verdadeiros” ricos. E as pessoas que verdadeiramente contribuem para a sociedade serem consideradas malucas ou coisa bem pior.

        Abraços.

  20. Michel 05/06/2017 at 06:12 - Reply

    Caro Investidor Internacional,

    Gosto muito do seu site e tenho acompanhado seus artigos há alguns meses, mas sua defesa da desigualdade merece alguns comentários.

    Uma coisa é defender o livre empreendedorismo e a busca da riqueza, objetivos que apoio plenamente.

    Outra coisa é defender a desigualdade em si. A Igualdade é um valor fundamental, assim como a liberdade e a ideia de justiça, e são base, entre outras coisas, do que gostamos de chamar de democracia (que pressupõe, afinal de contas, igualdade de direitos). Ou devemos fazer apologia à escravidão e à impunidade, por exemplo, que vão contra a ideia de liberdade e de justiça, respectivamente?

    Concordo que os serem humanos são dotados de diferentes capacidades (físicas, intelectuais) e devem ser recompensados de acordo com seus esforços pessoais. Essa é a base do mérito. Cada um que faça por merecer. Mas não há como negar que a diferença de oportunidades entre os mais ricos e os mais pobres é um fator a perpetuar a situação desfavorecida desses últimos.

    Acho também que não estamos falando de uma desigualdade qualquer, que acredito que sempre haverá, mas de uma desigualdade vergonhosa, de níveis inaceitáveis, que permite que meia dúzia comam caviar e outros milhões passem fome. Não há nada de errado como comer caviar, o problema é a outra parte não ter o que comer. E essa diferença é perpetuada, por exemplo, com uma política tributária concentradora de renda.

    Por fim, defender a desigualdade num país como o Brasil é uma piada de mau gosto. Felizmente, o país está conseguindo algum avanço em reduzir a desigualdade, ainda que lentamente, enquanto os Estados Unidos (país no qual você se baseia para tantos exemplos, como Wal-Mart) está cada vez mais desigual (deixo aqui dois artigos interessantes do Paul Krugman no New York Times, “The Undeserving Rich”, e “Is Vast Inequality Necessary?”).

    Enfim, não me tome por socialista (conceito, aliás, já bem desgastado, não?). Eu mesmo nunca me considerei como tal.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 05/06/2017 at 07:30 - Reply

      Olá Michel,

      Acho que ficou bem claro que a desigualdade que eu defendo é justamente essa que premia quem gera mais valor do que quem não gera.

      Também não podemos cair no raciocínio raso, muito usado por sinal, de atribuir aos ricos as causas da pobreza. É justamente o oposto. Os ricos são que geram emprego para os mais pobres e criam as condições para quem estes se tornem também consumidores. A riqueza não é estática e nem um jogo de soma zero.

      Além da questão cultural, existe também o intervencionismo estatal como gerador de desigualdade. No Brasil, por exemplo, é extremamente burocrático e caro gerar emprego. O resultado disso é que os funcionários recebem menos do que poderiam. O governo brasileiro consome 40% do PIB e distribui entre políticos e empresários amigos. Quer maior gerador de desigualdade que isso?

      Pra finalizar, o capitalismo proporciona uma mobilidade social que nenhum outro sistema é capaz de fazer. E isso é muito bem visto nos países com maior liberdade econômica.

      Abçs!

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