BM&F Bovespa: saiba como investir em ações no Brasil

Ações estão entre os mais falados e conhecidos investimentos disponíveis. É um importante componente de uma carteira de investimentos diversificada. Apesar disso, ainda hoje, muitos brasileiros não criaram o interesse ou disposição de investir nesse mercado. Muito em virtude da falta de educação financeira e também pela maneira distorcida com que as informações sobre este mercado chegam ao público.

Essa página tem o objetivo de lhe esclarecer melhor diversos aspectos envolvidos no investimento em ações, principalmente se você for um investidor iniciante ou de nível intermediário. Você irá aprender o que é o investimento em ações, quais os tipos de ações, saberá porque e como investir, terá noções de como analisar empresas, etc. É uma abordagem ao mesmo tempo ampla e objetiva do que todo investidor deveria saber sobre o tema.

Primeiramente, é necessário entender os conceitos fundamentais que norteiam o investimento em ações para que você adquira conhecimento e consiga aproveitá-las de maneira responsável e positiva.

O que são ações?

Ação é a menor parcela do capital social das companhias organizadas como sociedades anônimas. Isso inclui aquelas de capital aberto, que têm seus papéis negociados em mercado de bolsa. No caso do Brasil, as ações das principais empresas são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, a BM&F Bovespa. Por ser um título patrimonial, a ação concede aos titulares, também conhecidos como acionistas, todos os direitos e deveres de sócio. Portanto, cada acionista é “dono” de um pedacinho da empresa. Por outro lado, mesmo sendo um dos milhares de “donos” das Lojas Americanas, por exemplo, isso não lhe dá o direito de passar em uma das lojas e pegar uma caixa de bombons quando quiser. Também não lhe concede o direito de “palpitar” na administração da empresa, o que fica a cargo dos grandes acionistas, que contam com maior número de ações e cujo voto possui maior peso nas decisões.

Investir na BovespaUma das formas dos acionistas, incluindo os pequenos, participarem do lucro de uma companhia de capital aberto é através do recebimento de dividendos, de juros sobre o capital próprio e de bonificações (quando a empresa distribui novas ações). Esses pagamentos são efetuados de maneira periódica de acordo com o calendário de cada empresa. O acionista também pode receber um “direito de subscrição”, que é a preferência de adquirir mais ações quando a empresa realiza novas emissões. Em geral ao acionista são oferecidas ações a um preço abaixo do de mercado. É um direito que pode ser vendido na própria BM&F Bovespa, caso o investidor não deseje adquirir estas ações.

Além disso, os investidores podem ganhar com a valorização das ações, e há uma série de fatores que influenciam o preço delas. Alguns estão relacionados com o desempenho da própria companhia (evolução dos lucros e patrimônio), mas também são reflexo de aspectos econômicos relacionados ao setor de atuação da empresa, bem como de variações cambiais, alteração das taxas juros e do humor do mercado em geral. Pode acontecer até da ação se desvalorizar ou perder todo o seu valor. Isso ocorre quando os lucros começam a cair ou a empresa apresenta prejuízos. Em caso extremo, a empresa pode até falir. Nesta situação, todo o investimento é perdido. No entanto, o investidor não precisa se preocupar em pagar possíveis dívidas restantes da empresa. A responsabilidade do investidor, neste caso, é limitada ao valor investido nas ações.

Investir em ações é uma maneira relativamente barata de você ser dono de grandes companhias brasileiras como Ambev, Banco Itaú, Vale, BRF, Embraer, etc. Permite que o pequeno investidor participe dos lucros e da evolução de valor destas empresas. Só pra você ter uma idéia, o Banco Itaú lucrou R$ 320 milhões em 1994. Em 2014, ele lucrou R$ 20 bilhões! Além dos dividendos que o investidor recebeu nestes 20 anos, o valor da empresa hoje também é muito maior que no passado, pois uma companhia que lucra R$ 20 bilhões vale mais que uma que lucra R$ 320 milhões.

Como comprar ações?

Ao abrir conta em uma corretora de valores para ter acesso ao mercado da BM&F Bovespa, você verá que as ações são negociadas principalmente de duas formas:

  • Ação Ordinária (ON), que confere ao seu titular direito de voto nas assembléias de acionistas.
  • Ação Preferencial (PN), que em geral não confere ao seu possuidor direito de voto. Por outro lado, recebe prioridade na distribuição de dividendos.

Investir na BovespaProcure sempre optar pelas ações ON, que são aquelas detidas pelos controladores da empresa, pois elas trazem mais segurança em caso de mudança de controle da mesma (e possuir mais de 50% do direito de voto realmente mostra quem manda na companhia). Neste caso é importante conhecer o chamado tag along. Ele indica quanto o sócio minoritário irá receber por ação em caso de venda da empresa. Um tag along de 100%, por exemplo, indica que, caso a companhia seja vendida para outro grupo, o investidor minoritário receberá por suas ações o mesmo valor recebido pelos acionistas controladores. Caso for de 80%, ele receberá 80% do valor. Muitas ações preferenciais (PN) não possuem tag along. Assim, não é recomendável adquirir esses papéis, caso você queira evitar o que aconteceu em 2009 quando a Aracruz foi incorporada pela Votorantim Papel e Celulose. Aos detentores de PN (sem tag along) da Aracruz foi oferecido um valor 10 vezes menor do que o oferecido aos acionistas controladores. Por outro lado, as empresas que compõem o chamado Novo Mercado só possuem ações ON com tag along de 100%, ou seja, o investidor está protegido nos casos de venda da companhia.

As ações também podem ser negociadas sob a forma de ‘Unit’, um título composto por ações ordinárias e preferenciais. Em geral, é composto por 1 ação ordinária (ON) e 2 ações preferenciais (PN).

Conclusão

Portanto, ações são investimentos ligados à economia real. Seu desempenho depende da evolução da economia como um todo, bem como da lucratividade e crescimento de cada empresa individualmente. Ao pequeno investidor não cabe a participação nas decisões internas da companhia, mas sim avaliar a administração e os resultados da mesma e decidir se aquela empresa é lucrativa para se investir.

Análise Fundamentalista: o raio-x da empresa

Se você quer investir nas ações de uma empresa evidentemente espera que ela seja saudável e equilibrada financeiramente e que não se torne ao longo do tempo um “mico” como as empresas X. Mas como é possível saber qual é a real situação de uma companhia? Alguns tipos de análise e estudo podem ajudar nessa avaliação e uma das mais utilizadas é a Análise Fundamentalista.

A Análise Fundamentalista, como o próprio nome diz, investiga os fundamentos e a estrutura da empresa em diversos aspectos, incluindo a saúde financeira, o patrimônio, as dívidas, a qualificação de seus colaboradores, o posicionamento da marca no mercado. Enfim, ela faz um verdadeiro raio-x das companhias, ajudando você a decidir se vale a pena investir nas ações desta ou daquela empresa.

Ela se divide basicamente em duas direções: a análise quantitativa e a análise qualitativa

Análise quantitativa e análise qualitativa: duas faces da mesma moeda

A análise quantitativa avaliará a empresa em termos econômicos principalmente.  Para isso dispõe de diversos dados e fórmulas para avaliar as características financeiras das companhias, como a avaliação do fluxo de caixa, valores de endividamento, receitas, lucros, ativos, passivos, evolução patrimonial, etc. Esse dados são publicados nos balanços trimestrais que as empresas listadas na BM&F Bovespa divulgam.

Por outro lado, a análise qualitativa busca avaliar questões mais difíceis de medir numericamente, como o valor da marca, diferenciais competitivos, inovação, modelos de negócios, capacidade dos administradores, etc. Também é importante considerar o número de consumidores da empresa, a fatia do mercado que ela possui, se a indústria na qual ela está inserida apresenta crescimento, quem são e como estão os concorrentes, se o setor é muito ou pouco regulado, entre outros.

Investir na BovespaAs duas análises, que são complementares, permitem traçar o perfil da empresa e ajudam a conhecê-la. Além disso, a Análise Fundamentalista busca uma visão de médio e longo prazos da instituição em questão. Parte do princípio de que o preço de mercado da ação evolui juntamente com os lucros. Desta forma, visa encontrar as empresas que possuem melhor capacidade de gerar lucros cada vez maiores no futuro.

Esse tipo de análise pode ainda ser utilizada para calcular o valor justo de uma empresa no presente e ver se ela está sendo negociada acima ou abaixo desse valor. É o chamado valuation. Ajuda também a encontrar e comparar empresas negociadas abaixo de seu valor justo, que apresentariam maior potencial de valorização.

Para realizar essa verificação entre os fundamentos e números da empresa e o preço em que suas ações são negociadas no mercado, utiliza-se alguns índices importantes. Eles permitem avaliar tanto uma empresa individualmente, quanto para comparar umas com as outras.

Entre eles encontramos:

  • Índice Preço/Lucro (P/L): divide-se o preço da ação pelo lucro por ação. Em geral, quanto menor, melhor.
  • Índice Preço/Valor Patrimonial (P/VPA): divide-se o preço da ação pelo valor patrimonial por ação. Em geral, quanto menor, melhor.
  • Dividend Yield: dividendo pago por ação dividido pelo preço de mercado da ação. Não existe um valor ótimo, mas mostra a disposição da empresa em remunerar os acionistas.
  • Pay-out: dividendo pago por ação/lucro líquido por ação. Representa o quanto do lucro está sendo distribuído sob a forma de dividendos. Em geral, quanto menor, melhor.
  • Rentabilidade do Patrimônio ( ROE): é o lucro líquido dividido pelo patrimônio. Em geral, quanto maior, melhor.
  • LAJIDA/EBITDA: é a capacidade de geração de caixa da empresa. É o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
  • Margem Líquida: é o lucro líquido (após impostos) dividido pela receita líquida (após impostos). Em geral, quanto maior, melhor.
  • Liquidez corrente: ativo circulante dividido pelo passivo circulante. Reflete a capacidade da empresa de honrar suas dívidas de curto prazo. Quanto maior, melhor.
  • Retorno sobre o capital investido (ROIC): mede o retorno para os acionistas do capital investido na empresa.
  • Endividamento total/patrimônio: demonstra a relação entre o que a empresa possui de dívidas e o valor patrimonial da empresa. Em geral, quanto menor, melhor.
  • Cobertura de juros: demonstra a capacidade da empresa em pagar os juros de suas dívidas sem comprometer o fluxo de caixa.

Enfim, por meio da Análise Fundamentalista pode-se investir com mais segurança, pois ela não só apresenta o presente, mas permite que se faça uma projeção do comportamento da empresa no futuro. É um grande auxílio para todos aqueles que desejam investir em ações e miram criar um grande patrimônio no longo prazo.

Análise Técnica: um auxílio para você investir em ações

Ao contrário da Análise Fundamentalista, que foca nas qualidades e resultados das empresas, a Análise Técnica (ou Gráfica) conta com uma abordagem bastante diferente. Ela não está interessada no valor da empresa, mas sim nas variações de preço de suas ações no mercado.

Ao estudar essa variação, disposta sob a forma de gráfico, as ferramentas da Análise Técnica determinarão tendências, ou seja, em que direção os preços daquela ação poderão ir. Com base nessas informações, o investidor toma decisões de investimento e monta operações no mercado financeiro.

Esse tipo de análise surgiu a partir dos informativos de Charles Dow e Edward D. Jones, que no final do século XIX e início do século XX, publicavam periodicamente avaliações e análises sobre a movimentação das ações no mercado norte-americano. Mais tarde esses informes se transformaram no The Wall Street Journal, e as idéias de Dow se tornaram a base para a avalição do comportamento do mercado.

Mesmo que você não seja e não deseja ser um trader (aquele com compra e vende com frequência, buscando auferir lucros), é fundamental conhecer a análise técnica e ter noções de como analisar um gráfico. É o que você irá aprender a partir de agora.

Um estudo de comportamento

Mas então como você pode usar essa análise a seu favor?

Vejamos um exemplo:

Imagine que você todos os dias observa uma pessoa passar diante de você no mesmo horário para o café da manhã em uma determinada cafeteria. Qual seria sua dedução após certo tempo? Que aquela pessoa, por exemplo, não trabalha naquele horário, que tem certa condição financeira exigida para tomar café naquele local, etc. Você começa a perceber um determinado comportamento, percebe alguns padrões e que há grande chance de que eles se repitam. Se quisesse, por exemplo, falar com aquela pessoa você saberia em que horário encontrá-la, teria uma vantagem em relação a alguém que não conhecesse esses hábitos.

A Análise Técnica funciona da mesma forma. É o estudo do comportamento das ações. Durante certo período, diariamente, por seis meses, um ano, etc, são feitos gráficos para avaliar a variação de preços de uma ação, incluindo momentos de subida, queda ou estabilidade de preços. Temos, portanto, um histórico de preço dessas ações.

O histórico, portanto, é a principal informação que dá suporte a esse tipo de avaliação, pois se baseia no princípio de que se podem prever tendências futuras com base no comportamento passado. Para isso, utilizam-se três bases principalmente:

1) O futuro como reflexo do passado;

2) A movimentação dos preços que ocorre de acordo com tendências;

3) O preço da ação do mercado, que reflete diversos fatores.

Tendência de alta, tendência de baixa

Segundo a teoria de Dow é possível perceber linhas (ou canais) de tendências (de alta, baixa ou estabilidade) nos gráficos (tendência primária, secundária ou terciária dependendo de sua duração).

A tendência de alta resulta de uma grande força de compra, enquanto que a de baixa reflete o momento dos vendedores. A tendência de alta se caracteriza por topos e fundos ascendentes, e a de baixa por topos e fundos descendentes.

Análise Técnica - Investir em Ações - Bovespa

Tendência de alta, caracterizada por fundos e topos ascendentes

Fundos são pontos de suporte (aspecto que será tratado um pouco melhor mais adiante), ou seja, é quando há mais compra do que venda, invertendo o movimento de preço da ação de queda para alta. Os fundos ascendentes demonstram que o mercado está comprando mais forte que vendendo e continua nesse ritmo, com preços cada vez mais altos. Por outro lado, topos são pontos de resistência, ou seja, é o momento dos vendedores , quando as vendas são maiores do que as compras e os preços que estavam subindo começam a cair. Topos descendentes indicam que o mercado está com tendência de vender o ativo a níveis de preço cada vez mais baixos.

Principais gráficos utilizados para esse tipo de análise

*Gráfico de linhas

Nesse tipo de gráfico, leva-se em consideração apenas os preços de fechamento da ação no pregão da Bolsa. Por não fornecer muitas informações, esse gráfico é usado mais para se ter uma ideia de tendência e é de fácil compreensão para o público mais leigo.

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Gráfico de linhas

*Gráfico de barras

Esse gráfico muito utilizado é representado por barras. Ele fornece ao investidor informações adicionais. No exemplo a seguir é possível perceber o preço de abertura, de fechamento, o preço mínimo e o máximo atingidos no pregão.

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Gráfico de barras

*Gráfico de Candlestick

É considerado o modelo para o gráfico de barras, só se diferencia por conter alguns dados diferentes do primeiro.

No seguinte exemplo, temos dois candles. O candle preenchido representa um movimento de baixa, ou seja, o preço de fechamento no período ocorreu abaixo do preço de abertura, e o candle claro representa um período de alta, no qual o preço de fechamento ocorreu acima do preço de abertura do período correspondente.

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Gráfico de Candlestick

No momento da negociação, você pode por meio dos gráficos observar padrões e sinais. O ativo que você deseja adquirir tende a se valorizar ou a se desvalorizar? Baseado nisso, você deve decidir que estratégia usar. Comprar ou vender?

Além dos gráficos, outros conceitos importantes para conhecer dentro dessa avaliação são: gap (variação brusca de preço); média móvel (soma-se os preços por um determinado período de dias e divide-se por esses dias); volume (volume financeiro negociado de um ativo em determinado período) e Índice de Força Relativa ou IFR (mede a relação de forças entre compradores e vendedores ao longo do tempo e possibilita observar o enfraquecimento e antecipação de uma mudança de tendência).

Suporte e resistência

Em um gráfico, suporte significa que os compradores estão “ganhando” dos vendedores. É o momento em que há uma grande compra de determinada ação que estava com preços caindo, o que pode provocar uma reversão da tendência anterior, que era de queda.

Vejamos o exemplo a seguir:

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Exemplo de suporte na evolução de preço das ações

As setas vermelhas demonstram que havia uma tendência de queda até que ela se reverteu com o aumento de compra dessas ações. Em um primeiro momento há uma pausa na queda e em seguida há a reversão. As setas azuis demonstram pontos de suporte e a linha azul é a chamada reta de suporte.

A resistência é o movimento contrário. Ações que estavam em alta por um grande movimento de compra sofrem uma pausa e podem sofrer uma reversão para uma tendência de baixa ou estacionarem por certo período.

Vejamos o seguinte exemplo de resistência:

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Exemplo de resistência na evolução de preço das ações

Outros dois importantes indicadores utilizados na Análise Técnica são: o MACD e o OBV.

MACD (do inglês Moving Average Convergence Divergence – Divergência/Convergência de Médias Móveis) é um indicador que mede a distância entre duas médias móveis. Quando a linha do MACD cruza a linha de sinal (geralmente a média-móvel de 9 dias) para cima indica compra e se cruza para baixo indica venda da ação.

Já OBV (do inglês On Balance Volume ou Saldo de Volume, em português) é um indicador que mede a força de uma tendência de alta ou de baixa do preço pelo cálculo do saldo acumulado de volume.

Conclusão

Alguns questionam se a análise técnica realmente é eficiente. Obviamente, existem flutuações inesperadas no mercado, como quando ocorre algum evento incomum (os ataques terroristas do 11 de setembro, por exemplo) e nenhuma análise pode garantir uma previsão 100% segura. O importante é ter disciplina, montar a estratégia de entrada e saída de uma operação antes de realizá-la. Também é fundamental não se deixar levar pela emoção ou desespero quando se percebe que a movimentação dos preços está indo contra o que você havia previsto. Use sempre ordens Stop para minimizar as perdas.

O fator emocional é chave para o sucesso do investidor que aplica a Análise Gráfica em seus investimentos na BM&F Bovespa. A melhor forma de lidar com ela é ter as regras definidas e segui-las de forma disciplinada, como se fosse um robô. Lembre-se de que, assim como não dá para garantir que alguém vai tomar café o resto da vida no mesmo lugar, o mercado muda e situações inesperadas acontecem. Os que conseguem se controlar e manter a tranquilidade e disciplina quando o mercado vai contra suas operações costumam ser os mais bem-sucedidos no mercado de ações.

Governança corporativa: a importância de uma boa administração

Quando falamos em governança, obviamente estamos falando em administração, ou seja, a capacidade de gerir adequadamente recursos físicos e pessoas. Quando se acrescenta o termo corporativo, caímos diretamente no complexo mundo empresarial, em que a habilidade gerencial pode levar uma empresa rumo ao mais alto nível de sucesso ou ao mais baixo nível de confiança e isso em muito pouco tempo.

A governança corporativa se utiliza de práticas e políticas dentro da organização e define relações e responsabilidades entre os administradores, diretores e acionistas. Tudo isso para assegurar que os processos internos sejam feitos com o máximo de transparência e seriedade, tornando difícil algum desvio de conduta ética, como fraude e outras atividades ilegais. Em virtude disso, boas práticas são exaustivamente estudadas para que haja o adequado funcionamento da empresa em suas relações tanto internas, quanto externas. Tudo isso em prol dos interesses da companhia e de seus investidores.

Princípios da boa governança corporativa

Para que haja uma boa governança, a empresa costuma se pautar por diversos princípios, que ajudam a dar suporte para suas práticas de gerenciamento, entre as quais podemos citar:

  • Transparência Financeira e de Informações – informar e disponibilizar informações que sejam de interesse dos acionistas de maneira clara e rápida.
  • Equidade – tratar todos os acionistas de maneira igual.
  • Prestação de contas – a administração deve justificar e assumir seus atos perante o público.
  • Responsabilidade corporativa – a administração deve zelar pelos interesses dos acionistas e trabalhar em benefício da empresa.

Reforço nos procedimentos

Governança Corporativa - BovespaOs escândalos de fraudes envolvendo grandes empresas norte-americanas como Enron e World.com, fizeram disparar um alerta geral para a necessidade de se revisar determinados procedimentos corporativos especialmente no que se refere à transparência de informações aos investidores e ao mercado. Dessa preocupação, surgiu nos EUA em 2002 a Lei Sarbanes Oxley. Ela trouxe diversas exigências para serem cumpridas pelas empresas de modo a dar segurança aos acionistas e evitar fraudes e erros contábeis. O prejuízo causado pela falência de várias instituições havia gerado uma séria crise de credibilidade, que precisava ser resgatada. No Brasil, o caso mais impactante está sendo o da Petrobras, onde diretores, políticos e empresários desviaram bilhões dos cofres da empresa, seja por corrupção ou maus investimentos, prejudicando milhares de investidores no Brasil e no mundo. Várias companhias nacionais também buscaram se inteirar desses novos padrões de governança e seguem à risca suas diretrizes de forma a garantir maior credibilidade a seus clientes e investidores.

A criação do Novo Mercado na BM&F Bovespa no ano 2000, estabeleceu um novo e alto padrão de governança corporativa, com mais transparência para os investidores. Para ser admitida neste nível, a empresa deve adotar uma série de regras societárias que aumentam os direitos dos acionistas e exigem divulgação mais transparente e detalhada das informações relativas às suas atividades.

Algumas das principais regras do Novo Mercado estão abaixo:

  • O capital deve ser composto exclusivamente por ações ordinárias (ON), com direito a voto;
  • No caso de venda do controle, todos os acionistas têm direito a vender suas ações pelo mesmo preço (Tag along de 100%);
  • Em caso de deslistagem ou cancelamento do contrato com a BM&F Bovespa, a empresa deverá fazer oferta pública para recomprar as ações de todos os acionistas no mínimo pelo valor econômico;
  • O Conselho de Administração deve ser composto por no mínimo cinco membros, sendo 20% dos conselheiros independentes e o mandato máximo de dois anos;
  • A companhia também se compromete a manter no mínimo 25% das ações em circulação no mercado (free float);
  • Divulgação de dados financeiros mais completos, incluindo relatórios trimestrais com demonstração de fluxo de caixa e relatórios consolidados revisados por um auditor independente;
  • Disponibilizar relatórios financeiros anuais em um padrão internacionalmente aceito;
  • Necessidade de divulgar mensalmente as negociações com valores mobiliários da companhia pelos diretores, executivos e acionistas controladores.

Conclusão

O gerenciamento de uma empresa sempre traz desafios, por isso novos modelos e métodos para melhorá-lo é algo constantemente buscado por bons administradores. Apesar dos sobressaltos naturais em qualquer companhia, os gestores devem ser responsáveis e procurarem fazer sempre o melhor para proteger o patrimônio da empresa e de seus investidores.

Cabe a você como investidor identificar as companhias cujos administradores realmente se preocupam em dar o máximo para o sucesso da empresa e que além disso tratem bem de seus acionistas.

RI (Relações com Investidores): área fundamental no mercado de ações

Um personagem tem se destacado ultimamente no mundo das empresas de capital aberto: o profissional de RI, sigla que significa Relações com Investidores. Ele é o elo de ligação, recebendo informações do mercado para a empresa e repassando informações da empresa para o mercado.

No Brasil estima-se que esse profissional e consequentemente essa área tenha se fortalecido a partir dos anos 90 quando o país começou a ganhar estabilidade econômica e passou a despertar o interesse de investidores nacionais e estrangeiros.

Mas afinal de contas o que faz um profissional de RI e qual é sua importância para as empresas e investidores em ações? Vamos olhar um pouco mais atentamente as funções atribuídas a ele.

RI: papel estratégico para empresas e investidores

Os verdadeiros donos das companhias de capital aberto são seus acionistas. É de fundamental importância que o relacionamento entre os investidores e administração da empresa seja a melhor possível. Assim todo esforço para garantir-lhes segurança costuma ser buscado. Nesse sentido, o profissional de RI possui um papel estratégico, pois é ele principalmente que irá cuidar das informações que chegam aos investidores e analistas de mercado, assim como das informações que vão do mercado para a empresa. Com isso, o profissional de RI atua como porta-voz da empresa, explicando a opinião e resposta da empresa a diversos assuntos, como variações bruscas no preço das ações, de balanço negativo da empresa, boatos em relação a supostos negócios não divulgados oficialmente, posicionamento frente a alguma situação inesperada com algum gestor, etc.

Relação com Investidores BovespaA prisão do presidente do banco BTG Pactual, André Esteves, no âmbito da Operação Lava-Jato, fez a equipe de RI da instituição trabalhar a todo vapor para mostrar as medidas o que o banco estava tomando para enfrentar essa difícil situação.

O profissional de RI busca, assim, fortalecer a confiança dos acionistas na empresa, tanto do relacionamento com os investidores atuais como dos futuros, o que é essencial para a companhia fortalecer sua base acionária. Para isso a área ou o profissional de RI atuará de diversas formas, entre elas:

  • Atuará como porta-voz da companhia na comunicação com o mercado e com a imprensa em geral.
  • Buscará se relacionar com os órgãos reguladores, entidades e instituições do mercado e bolsas de valores.
  • Buscará avaliar as respostas do mercado em relação à atuação e projetos da companhia.
  • Contribuirá para definir a estratégia corporativa e geração de ideias.
  • Acompanhará avaliações e análises da companhia.

Enfim é uma área que busca atuar em todas as frentes possíveis no que diz respeito ao tratamento com o mercado e os investidores.

O RI na empresa

Além de lidar com investidores externos, o profissional de RI lida com o envolvimento dos profissionais que atuam dentro da companhia. Nesse caso, a área busca desenvolver o interesse e levar os colaboradores internos a refletirem sobre a possibilidade e as vantagens de se tornarem acionistas da própria empresa, ou seja, sócios do local onde trabalham, o que agrada a muitos. Para isso buscam desenvolver programas de comunicação, palestras, ou seja, ações que provoquem reflexão nesse sentido. Porém, para que seja bem-sucedida, ela depende diretamente do suporte oferecido pela direção da companhia, representada por seus executivos, tanto no que se refere a transparência e veracidade das informações passadas, como pelas oportunidades de promover uma comunicação interna eficiente.

Conclusão

Uma boa relação com os investidores é algo essencial para qualquer companhia de capital aberto e por isso os profissionais de RI são fundamentais, afinal mal-entendidos na comunicação atrapalham qualquer relacionamento, inclusive os empresariais.

ETF: mais uma opção para investir em ações

A sigla ETF (do inglês Exchange Traded Funds) é conhecida no Brasil como Fundo de Índice. Em nosso país, o primeiro ETF de ações foi lançado em 2004 por iniciativa do BNDES. O PIBB11, gerido pelo Itaú, foi atrelado ao índice IBrX-50 e teve bastante sucesso em sua estreia na Bolsa de Valores de São Paulo.

Objetivo do ETF é acompanhar as variações e a rentabilidade de um índice de referência. Ao contrário dos fundos tradicionais, nos quais o investidor aplica e resgata dinheiro, nos ETFs as cotas são negociadas na bolsa. Além disso o patrimônio do fundo não é alterado por compras e vendas, apenas as cotas é que mudam de mãos.

Esse é um tipo de investimento cuja popularidade está em alta no mundo todo, mas que no Brasil ainda conta com uma presença tímida por possuir um número restrito de ações, índices e poucos ETFs emitidos. É um tipo de investimento que você precisa conhecer.

Como funciona

O processo desse tipo de investimento começa quando um emissor decide criar um ETF referenciado a determinado índice de ações. Existem 3 entidades envolvidas no processo. O administrador que organiza o funcionamento do fundo. O gestor, responsável pela compra e venda das ações do ETF. O provedor do índice, que usa métodos específicos para calcular quais serão as ações que irão compô-lo e suas devidas proporções.

ETF - BovespaA partir daí você poderá comprar as cotas desse ETF. Então, ao comprar uma ou mais cotas, você passa a deter o conjunto das ações componentes desse índice, não sendo necessário comprar separadamente cada um dos papéis de cada empresa. Desta forma, os ETFs proporcionam praticidade, rapidez, diversificação e menores custos para o investidor.

Além disso, o ETF permite investir indiretamente em várias companhias abertas do Brasil através de uma única compra, o que reduz os custos com corretagem. O administrador do fundo é responsável por frequentemente rebalancear a composição da carteira, de modo a refletir as mudanças na composição do índice de referência, sem que seja necessário o envolvimento dos investidores donos das cotas.

Investir nesses fundos também permite uma maior diversificação de investimentos, visto que seu índice de referência é composto por ações de diversas companhias. Além disso, os ETFs possuem custos com taxas de administração menores que os fundos tradicionais, o que é fundamental para o seu bom desempenho a longo prazo.

Assim, um ETF é tão bom quanto o seu índice de referência, ou seja, o método de escolha das  ações, bem como da capacidade do gestor de manter os investimentos do fundo fiéis a ele. Costuma-se comparar a variação de preço do ETF com a do índice de referência e quanto mais próximos a evolução de preço dos dois estiverem, mais fidedigno o ETF está sendo.

No Brasil, o principal índice do mercado de ações é o Índice Bovespa (IBOV). É um índice que procura representar o conjunto das ações de maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações no país.

Negociação

Por serem negociados em bolsa, o investimento segue as mesmas regras de negociação de qualquer ação listada. E como são também valores mobiliários listados na Bolsa, os ETFs podem ser utilizados pelos cotistas como margem para outras operações realizadas na BM&F Bovespa, como, por exemplo, serem dados como empréstimo em operações de mercado. Porém, é importante lembrar que, assim como as ações, o ideal para o investidor comum é que eles sejam considerados um investimento de longo prazo.

ETF - BovespaUm ponto negativo de investir nos ETFs é que poucos possuem uma boa liquidez no mercado brasileiro. Isso torna o spread (diferença entre ordens de compra e venda) alto, além de dificultar para o investidor no momento de começar a montar ou desmontar posição em um desses investimentos.

Atualmente, os ETFs mais líquidos negociados na BM&F Bovespa são o BOVA11 (média acima de R$ 128 milhões por dia), o PIBB11 (média acima de R$ 4,6 milhões por dia), o XBOV11 (volume acima de 2,8 milhões por dia) e o BRAX11 (média acima de R$ 1,0 milhão por dia). Os dois primeiros seguem o índice Bovespa, o terceiro segue o IBrX-50 e o último segue o índice IBrX-100. Além deles, o ETF IVVB11, que segue o índice norte-americano S&P 500 também possui uma boa liquidez (média acima de R$ 2,2 milhões por dia).

Conclusão

O Brasil ainda está longe da quantidade e da qualidade dos ETFs emitidos e negociados nos mercados desenvolvidos. É uma alternativa de investimento para aqueles que não querem estudar as empresas a fundo ou que querem diversificar, mas tem poucos recursos.

Em breve devem surgir novos ETFs que sigam os recém-criados índices inteligentes da S&P, com uma nova abordagem de seleção de empresas baseada mais nas características fundamentalistas do que apenas no valor de mercado da empresa e liquidez das ações. Entretanto, como tudo em nosso país, ainda não há previsão de quando serão lançados e o investidor brasileiro por enquanto deve se contentar com os atuais ETFs disponíveis.

BDRs: entenda o que são

Uma das siglas mais novas para os brasileiros no mundo dos investimentos chama-se BDR, que significa Brazilian Depositary Receipt. São certificados representativos de ações de emissão de companhias abertas sediadas no exterior e emitidas por instituição depositária no Brasil. Em outras palavras, é uma maneira de você adquirir ações de empresas estrangeiras sem sair do país.

Tudo acontece dessa forma: uma instituição depositária brasileira adquire no exterior ações de uma companhia emissora e as mantém em conta de custódia. Em seguida, ela registra um programa para a distribuição dos BDRs  que, apesar de serem negociados na BM&F Bovespa, representam as ações de uma empresa no exterior. Essas ações ficam bloqueadas na conta de custódia e não podem ser negociadas. A instituição depositária então deve cumprir certas regras desse programa, além de divulgar as informações exigidas conforme o nível de classificação do mesmo.

Além disso, os dividendos pagos pelas ações em custódia são prontamente transferidos ao Brasil, já descontados o imposto de renda e outras pequenas taxas, e após a conversão de câmbio são depositados na conta do investidor que detém as BDRs.

Os tipos de BDRs disponíveis

Existem dois tipos de BDRs disponíveis atualmente: os patrocinados (níveis I, II e III), quando as próprias empresas disponibilizam seus valores mobiliários para serem negociados no Brasil; e os não patrocinados, quando uma instituição depositária, sem a participação da companhia estrangeira, lança a negociação destes certificados no Brasil.

BDR - BovespaOs BDRs patrocinados de nível I e os não patrocinados são negociados segundo as regras do Mercado de Bolsa e são considerados investimentos no exterior.

Os BDRs patrocinados de nível II e III são caracterizados pela negociação segundo as regras do Mercado de Bolsa e são considerados investimentos no Brasil.

Apenas investidores autorizados, ou seja, aqueles que atendem aos requisitos impostos pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) podem negociar BDRs de nível I (patrocinados ou não patrocinados). São os fundos de investimento, instituições financeiras, administradores de carteira, consultores mobiliários autorizados pela CVM, entidades fechadas de previdência complementar e pessoas físicas e jurídicas caracterizadas como ‘Investidores Qualificados’, que na nova definição são aqueles com investimentos financeiros superiores a R$ 1 milhão.

Vale a pena investir em BDRs?

Algumas das vantagens de investir em BDRs são:

  • Acesso direto a ações de empresas estrangeiras, sem necessidade de realizar operações de câmbio ou realizar transferências para o exterior.
  • Negociação simplificada dos certificados e do recebimento de proventos, semelhante ao sistema de empresas nacionais.
  • Diversificação do portfólio.

Assim, para quem quer ter acesso a ações de empresas estrangeiras com segurança e sem complicação, os BDRs são uma boa opção. Algumas das maiores empresas americanas negociam em BDRs na BM&F Bovespa, como Johnson & Johnson, Coca-Cola, McDonald´s e Amazon. Entretanto, o acesso é restrito a investidores qualificados, o número de companhias acessíveis pelos BDRs é bastante pequeno e a liquidez também deixa a desejar. Pode ser um primeiro passo para o investimento no exterior, mas não possui todos os outros inúmeros benefícios da abertura direta de uma conta em corretora estrangeira, como você pode ver nos diversos artigos publicados no site.

Como investir em ações na prática

A primeira coisa que o investidor deve fazer quando deseja começar a investir em ações é buscar conhecimento. Existe pelo menos uma dezena de livros dos mais variados autores nacionais e internacionais tratando do assunto. Importante ler os autores nacionais, pois muita coisa que se aplica no exterior não tem utilidade prática no Brasil. O investidor também deve lembrar que o patrimônio acumulado deve ser primeiro protegido e depois multiplicado, procurando investir de maneira equilibrada e planejada.

Importante salientar que o investimento em ações deve ser parte de uma carteira de investimentos diversificada. Manter uma carteira  alocada somente em ações, mesmo para profissionais, é muito arriscado, principalmente em um país com insegurança política, jurídica e econômica como o Brasil.

Seja usando a análise fundamentalista, seja a análise técnica, é fundamental se ater às ações que se adequem ao seu perfil. Um investidor conservador e que não suporte alta volatilidade deve se concentrar em ações de empresas maiores (Large-Caps), mais estabelecidas e com histórico de lucro comprovado. Um investidor mais agressivo geralmente opta por empresas de crescimento e menores (Small-Caps), que em geral possuem maior potencial de lucratividade, mas que se não entregarem os resultados esperados podem provocar fortes prejuízos para ele.

Corretoras de valores

O investidor para ter acesso às negociações no mercado da BM&F Bovespa deve primeiramente abrir conta em uma corretora de valores. Todos os bancos tradicionais de varejo possuem uma, além das diversas outras corretoras independentes que existem no Brasil.

Em geral, a documentação exigida para a abertura de conta em corretora é a mesma para a abertura de uma no banco. Não é nada que seja muito burocrático. Após abrir a conta, você deve realizar uma transferência bancária, DOC ou TED, para ter saldo que lhe permita fazer os investimentos.

Corretora de Valores - Investir em Ações - BovespaÉ preciso avaliar as diversas opções de corretora disponíveis, não só em relação aos custos de operação e manutenção da conta, mas também na quantidade de produtos oferecidos.

Fora do mercado de ações, incluindo aí ETFs e BDRs, todas as corretoras têm acesso ao mercado de Fundos Imobiliários e ao Tesouro Direto. A diferença no caso do Tesouro Direto é que algumas corretoras são “agentes integrados”, ou seja, é possível comprar os títulos do governo diretamente do site da corretora. Os clientes daquelas que não são “agente integrado” precisam entrar no site do Tesouro Direto para realizar as negociações.

Outro ponto importante em que as corretoras evoluíram nos últimos anos é em relação aos investimentos em renda fixa. Hoje em dia, muitas delas vendem produtos como CDB, LCI, LCA, Letras de Câmbio, agregando mais opções para quem deseja investir de maneira diversificada. Não é só isso, muitas corretoras não só vendem seus próprios produtos de renda fixa, mas também de outros bancos, o que aumenta a oferta de investimentos ao alcance dos investidores.

Home-Broker

O software ou website utilizado para comprar ou vender ações é chamado Home-Broker. Nele é possível acompanhar os preços, comprar e vender ações diretamente no mercado da BM&F Bovespa. Também é possível ver o valor da sua carteira de investimentos, saber o seu saldo e extrato, ver as notas das operações passadas, acompanhar o recebimento de dividendos, enfim, tudo relacionado aos seus investimentos.

A facilidade de uso e a estabilidade do Home-Broker também devem ser levados em conta na hora de escolher uma corretora. Procure aquela com que você se adapte bem e que ofereça os produtos dos quais precisa. Além disso, avalie também o material educacional que a corretora disponibiliza. Informação de qualidade é necessário para quem deseja investir em ações.

Qualidade de atendimento, seja online ou por telefone, é outro fator a ser levado em conta na hora de optar por uma corretora. De nada adianta uma corretora de baixo custo, se na hora que você precisar de alguma coisa, ela não lhe atender.

Conclusão

Estes são os primeiros passos para quem deseja investir em ações na BM&F Bovespa. Procure estudar bastante para investir com segurança e converse com outros investidores, sejam amigos ou em fóruns próprios da internet. Também é uma ótima maneira de saber sobre os serviços que elas oferecem, bem como a satisfação dos seus clientes.

Uma lista com algumas das corretoras que fornecem acesso ao mercado da BM&FBovespa, lembrando que os custos e serviços disponíveis estão sujeitos a mudança sem aviso prévio:

CorretoraTaxa de Custódia*Taxa de CorretagemTaxa de Tesouro DiretoAgente Integrado TD Plataforma de Renda Fixa
ÁgoraR$14.99R$20.000.23%SimSim
ModalZEROR$8.99ZERONãoSim
AtivaR$9.80R$15.000.2%SimSim
ClearR$7.30R$7.500.25%NãoNão possui
RicoR$12.50R$9.800.1%SimSim
EasynvestZEROR$10.00ZERONãoSim
XPR$15.90R$14.900.1%SimSim
MiraeR$10.00R$1.500.2%NãoNão possui
SocopaR$10.00R$7.000.1%SimSim
WalpiresR$6.90R$10.000.25%NãoSim
CitiCorretoraR$15.00R$15.000.25%SimSim
Fator4UR$10.00R$25.000.25%SimSim
MyCapR$10.00R$5.000.2%SimNão possui
*em geral isento se realizar operações no mês