Montando portfólio no exterior

Portfolio no exterior

Princípios básicos para montagem de um portfólio de investimentos no exterior

Montar uma carteira de investimentos no exterior é ao mesmo tempo mais fácil e mais difícil que montar uma no Brasil.

Primeiramente é mais fácil pela possibilidade de poder escolher entre as maiores empresas do mundo, algumas com mais de um século de lucratividade e que passaram por todas as crises econômicas. Por outro lado, a imensa quantidade de opções à disposição pode deixar o investidor perdido e indeciso ao estruturar a carteira.

Portfolio no exteriorA primeira coisa a se fazer é definir o perfil do investidor e quanto de risco ele quer correr. Quem está mais disposto a arriscar, maior a quantidade ativos de renda variável que ele deve adquirir. Entretanto, um portfolio de risco moderado no exterior possui uma maior proporção de ativos de renda variável que uma carteira semelhante no Brasil por dois motivos principais. Os juros nos países desenvolvidos são menores que no Brasil, principalmente depois da crise de 2008, e as empresas são mais seguras de se investir, já que além das empresas que dominam o mercado global, surgem sempre alguma força em novos nichos de mercado, casos do Google, Facebook, Netflix e Tesla Motors por exemplo.

A outra etapa é definir se o investidor deseja preencher seu portfolio com ETFs ou com ações individuais. A alocação com ETFs possui duas vantagens principais. Permite uma maior diversificação com um custo menor, mas não permite escolher em que empresa exatamente investir. Isso fica a cargo das regras do ETF. Entretanto é através dessas regras que é possível definir que tipo de ações o ETF possui. Ações de grandes (Large Caps), médias (Mid Caps) ou pequenas (Small caps) empresas. Há ainda a divisão por setores da economia (Consumo, Utilidade pública, Tecnologia, Petróleo e Gás Natural, Recursos Naturais) e pelo perfil das empresas, dividindo-se entre empresas de crescimento (‘growth’), de dividendos ou empresas subavaliadas pelo mercado (‘value’). Também é possível seguir algum índice específico de ações, como os americanos S&P 500, Dow Jones e Nasdaq 100.

A alocação em renda fixa também pode ser abordada de duas formas. Compra de títulos individualmente ou compra de ETFs compostos por uma carteira de títulos. A compra de títulos individualmente pode necessitar inicialmente de valores que vão desde U$ 1.000 até U$ 100.000 e não estão disponíveis em todos os bancos. Já os ETFs possuem uma diversificação maior a um custo menor e são acessíveis por qualquer corretora.

Para a alocação em moedas é necessário que o banco ou corretora tenha disponibilidade de oferecer contas multi-moedas, ou então o investidor pode investir em ETFs que apostam em valorização de uma moeda em relação a outra, como por exemplo o dólar americano em relação ao euro. Não tenha dúvida que a primeira maneira é mais simples e barata.

Berkshire HathawayA alocação em metais preciosos pode ser conseguida através da compra física de barras ou moedas de ouro e prata e guardá-las em casa ou em cofre. Também é possível comprar ETFs representativos de ouro. Deve-se dar preferência a ETFs que tenham ouro alocado em cofres e que seja possível retirá-lo do estoque caso o investidor deseje. Em alguns casos é possível escolher em qual país o ouro está alocado. A outra solução é comprar ouro em sites especializados, que fazem tanto a negociação quanto a estocagem do ouro. Entretanto é necessário abrir uma nova conta nessas empresas especializadas.

Portanto, antes de se aventurar no investimento internacional, deve-se estudar sobre alocação de ativos e definir uma que se adeque aos seus objetivos, que tenha custos menores e aproveite as vantagens tributárias de alguns países. Entretanto, se esse tipo de estudo não é do seu interesse, nem tudo está perdido. Lembre-se de que só no exterior é possível encontrar uma pessoa que ficou bilionária investindo no longo prazo em apenas uma ação, a Berkshire Hathaway.

 

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Este post tem 6 comentários

  1. Avatar

    Bacana, Investidor.
    Eu creio que é bem mais fácil montar uma carteira extremamente diversificada nos EUA.
    Com uns 10 ETF se pode diversificar da seguinte maneira:
    Um para o S&P500 ou Wildshire5000
    Um para REITs
    Um para small cap value
    Um para ações Europa
    Um para small cap values Europa
    Um para Ásia/oceania
    Um para títulos de emerging markets
    Um de ações de emerging market(desconheço se há small cap value para emerging markets)
    Um para REITs europeus
    Um para ouro
    Um para títulos de países desenvolvidos

    O bom é que os ETFs pagam dividendos nos EUA. Assim, com esses 11 ETFs se pode diversificar em absolutamente quase tudo. Faça isso com 80% do Patrimônio, e o os outros 20% podem ser utilizados em estratégias mais agressivas.

    Abraço!

    1. Avatar

      Sim, isso é fantástico! Em breve serão discutidas as alocações de ativos de diversos gestores internacionais que foram publicadas em seus respectivos livros.

      Também será divulgada uma carteira própria do site para estudo e acompanhamento.

      Abçs!

      1. Avatar

        Parabéns pelas informações e conteúdo.
        Você sabe informar se somente através de conta corrente normal nos EUA é possível investir em ações e ETF ou é necessário ter conta numa corretora americana?

        1. Avatar

          Não conheço todos os bancos americanos, mas em geral é necessário a abertura de conta em uma corretora, não necessariamente nos EUA. Há muitas corretoras fora dos EUA que operam em diversos países. Também será discutido sobre corretoras no futuro.
          Abçs!

  2. Avatar

    Parabéns pelo conteúdo do site, muito útil !

    Abraços!

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