Não invista em países corruptos

Corrupção

Como a corrupção acrescenta riscos e rouba parte dos seus lucros

Desde que nascemos, somos bombardeados diariamente pela imprensa com novas trapaças envolvendo políticos e empresários, que têm outros planos para o dinheiro tomado de nós sob a forma de impostos.

Como você reage a isso?

Precisou chegar na casa das centenas de bilhões de Reais, com a destruição da Petrobras, com o prejuízo monstruoso dos fundos de pensão, com a quebra da economia, recordes de desemprego e inflação para fazer a população se levantar, mesmo que parcialmente.

O que poucos percebem é o poder oculto (às vezes nem tanto) de destruição de riqueza que a corrupção em todos os níveis provoca. É mais um dos parasitas que sugam lentamente os frutos do nosso trabalho. Ela se reflete tanto em nossas profissões, quanto em nossos investimentos. É uma conta a mais que todos pagamos e não gera nada em troca. Segundo um levantamento divulgado em 2011, foi estimado em R$ 82 bilhões o custo anual dos desvios.

Já imaginou se fizerem outro agora?

Uma visão de fora

Há alguns anos, quando descobri sobre o Portfolio Permanente, encontrei o site de um dos autores, o americano Craig Rowland, onde ele explica e discute a estratégia. Alguns artigos me chamaram a atenção. Eles foram escritos entre 2011 e 2013 e tratavam sobre a corrupção em diversos países. São textos que nos levam a constatação de que mandar os investimentos para um país sério e civilizado nos dá a mesma segurança que um paciente tem ao ser transferido para um hospital de maior porte, com mais recursos e médicos especializados.

Bandeira BricsSó que ele avisava isso pros americanos tomarem cuidado ao investir em outros países, mais precisamente ele alertava sobre os mercados emergentes. Aí você para e percebe que VOCÊ vive num dos países emergentes! Então você se pergunta: “É perigoso investir no meu próprio país?” Bom, depois de 2015, ficou fácil saber a resposta.

Falei com ele no começo do ano e ele me autorizou a adaptar esses textos para o português. Acrescentei também algumas observações pessoais e fatos relativos à situação atual do Brasil. Você verá que não é possível atingir o sucesso, adotando a receita dos fracassados.

O exemplo da Argentina

Durante os últimos 15 anos, a Argentina foi comandada por governos dos mais incompetentes e mais corruptos que se tem notícia. Teve sua economia destruída de todas as formas pela inflação e pelas políticas coletivistas mais desastrosas.

Mesmo com todo o desastre argentino e a situação caótica que o país estava enfrentando, os índices de inflação oficiais durante o Kirchnerismo permaneciam “controlados”. Os preços subindo de maneira surreal, o peso argentino perdendo valor diariamente e o índice de inflação anual do governo marcava em torno de 10%, ao mesmo tempo em que os institutos independentes mediam 25 ou 26%. Esse é o risco que se tem por indexar seus investimentos a dados do governo. Ele pode manipulá-los e quanto pior a situação, maior a probabilidade de manipulação. É parte do que se chama risco político.

Veja a reação do antigo ministro da economia argentino quando confrontado com a verdade durante entrevista para TV:

É um ponto importante para quem investe em NTN-Bs esperando ter o dinheiro corrigido pela inflação. Alguém tem alguma dúvida de que atualmente os preços no Brasil estão subindo acima da “inflação”? Vou acrescentar um outro ponto. O risco de aumento na tributação dos títulos do Tesouro Direto. Um belo dia (e nosso governo já mostrou que gosta de impor medidas na calada da noite) o governo resolve subir o imposto em 5 a 10% e não tem como escapar. Se resgatar ou o título vencer, o imposto já é descontado na fonte. É algo que pode ser ser facilmente colocado pelo governo com o objetivo de tampar seus rombos.

Nesta situação, devemos lembrar dois ativos que muita gente ignora, mas que podem proteger o investidor brasileiro em períodos inflacionários. O dólar e o ouro. O primeiro subiu 48,5% e o segundo 33,6% em 2015, enquanto a inflação medida pelo IPCA no ano foi de 10,7%.

No caso da Argentina, começou uma guerra entre o governo e os economistas que publicavam índices de inflação em geral com o dobro ou o triplo do calculado pelo sistema. Portanto, nunca compre seguro sobre a inflação do mesmo governo que está causando e medindo essa mesma inflação.

Esse é apenas um dos motivos que torna bastante perigoso o investimento em países corruptos. Você fica exposto a todo o tipo de manipulação.

Corrupção nos países emergentes

É um grande risco investir em países emergentes, incluindo não só ações, mas também títulos do governo. Você corre não só um enorme risco de desvalorização da moeda, mas também um risco político e as toneladas de corrupção que vêm junto. Da mesma forma que você não deve emprestar dinheiro para ladrões, você não deve emprestar dinheiro para governos corruptos. Se hoje, esse mesmo governo não possui vergonha, nem caráter nenhum e faz o diabo para se manter no poder, por que teria algum compromisso em pagar o que deve no futuro?

Quanto mais corrupto um país, pior é investir nele.

Por mais que muita gente abrace alguns países emergentes como o futuro do mundo e digam que um dia eles irão superar os países mais desenvolvidos, isso não é o que estamos vendo hoje. Se vai acontecer ou não ninguém sabe, mas deve demorar muitas e muitas décadas ainda.

CorrupçãoA corrupção endêmica não só é ruim para os cidadãos, mas também ruins para os negócios. Um bom negócio primeiro e mais importante é construído sobre confiança. Países corruptos não não são confiáveis, porque são um risco para as empresas e para os investidores.

Uma empresa precisa de confiança. Confiança dos consumidores que esperam um bom produto, que seja elaborado, construído e entregue corretamente. Confiança daqueles que negociam com ela e espera que ela cumpra seus contratos e obrigações. Confiança de que os funcionários não irão lhe roubar. Confiança de que o sistema legal e jurídico estará presente para assegurar direitos e proteger a propriedade, se algo der errado. Sem confiança você não pode construir um bom ambiente de negócio e uma economia sustentável.

Se você perder a confiança em um país, tire o dinheiro de lá (ou daqui) o mais rápido que puder.

Quando procurar um lugar para investir é fundamental estar certo de que você pode confiar naquele lugar. Confia nesse governo? Confia nesse negócio? Confia na ética dessas pessoas e que elas farão um bom trabalho e não irão lhe passar pra trás? Um corrupto mais cedo ou mais tarde irá lhe enganar. Faz parte de sua índole. Se investir já não é uma coisa simples, por que adicionar um complicador a mais que é a corrupção.

Tem exemplo melhor que a perda de confiança do banco BTG Pactual após a prisão de seu presidente, André Esteves? O que já foi tido no passado como uma instituição estelar e de alta qualidade e performance, virou motivo de pânico para seus clientes e investidores.

Tomemos o caso da Petrobras. Veja a destruição de riqueza não só para seus milhares de acionistas no Brasil, mas também para toda a cadeia produtiva que a cercava. Fornecedores, terceirizados, etc. Quantos foram prejudicados pela corrupção que comprometeu o funcionamento da empresa? Muito do dinheiro que viraria investimentos ou lucro para os acionistas foi desviado no propinoduto bilionário. O resultado desse custo extra da corrupção não poderia ser diferente do que estamos vendo hoje.

Quando decidir por colocar seus investimentos em um país, procure olhar o Índice de Corrupção da Transparência Internacional. É um mapa que você deve consultar antes de investir em qualquer país.

O Brasil está no 67º lugar entre os países menos corruptos do mundo no último ranking divulgado em 2014. Agora com a operação Lava-Jato revelando o submundo do funcionamento da máquina estatal e as relações promíscuas entre políticos e empresários, você já imagina como virá o próximo levantamento.

Dos países da América do Sul, Chile e Uruguai são os mais bem colocados, empatados em 21º lugar, imediatamente atrás dos Estados Unidos. São países que estão se mantendo relativamente limpos por mais que a vizinhança não ajude.

Corrupção e Prosperidade

Um dos primeiros artigos desse site foi sobre Liberdade Econômica e Prosperidade, onde eu falava que a liberdade econômica era o principal pilar para o desenvolvimento de um país.

O que dizer então da corrupção?

É só olhar o quanto desenvolvidos são os países que estão entre os mais corruptos do mundo. Entre eles, Somália, Coréia do Norte, Sudão, Afeganistão, Iraque, Turcomenistão, Líbia, Eritréia, Venezuela e Haiti. Por mais que muitos tentem vender o contrário, a miséria de um país está mais relacionada a causas internas do que externas. Pode-se incluir a má-administração, corrupção, dificuldade de empreender e restrição da liberdade econômica, baixo nível cultural, etc.

A coisa é bem simples. Se você não confia em alguém ou algum lugar, por que colocar dinheiro lá? Por mais que os retornos pareçam bons, o risco embutido neles é gigantesco. Entendeu porque a Suíça tem juros baixos (sem entrar no mérito dos juros negativos de hoje) e o Franco Suíço só valoriza e o Brasil tem os maiores juros do mundo há muito tempo e o Real só desvaloriza?

Em países corruptos a economia vai mal. Se estiver indo bem, não irá durar muito.

Por mais que haja situações momentâneas em que muitos aplaudam o surgimentos de novos lugares para investir, se o país é culturalmente corrupto, fique atento. Podem ser ótimos lugar para visitar e passar as férias, mas você não irá querer colocar o dinheiro lá (ou aqui) e enfrentar esse tipo de problema. O mais prudente a se fazer é diversificar seus investimentos fora da influência de governos corruptos, em países mais estáveis política e economicamente.

CorrupçãoAnalisando a história do Brasil é fácil perceber o quanto a corrupção está entranhada no sistema. Vivemos um conto de fadas no período entre 2003 e 2012 com a enxurrada de dinheiro que entrou no Brasil graças ao estratosférico crescimento chinês e ao boom das commodities. Entretanto, como o típico ganhador de loteria, o dinheiro foi consumido rapidamente e nada de sustentável permaneceu, deixando o país no estado em que se encontra hoje.

Por mais que a operação Lava-Jato esteja desmantelando o maior sistema de corrupção da história, não há nenhuma mudança que dificulte o relacionamento promíscuo entre os três poderes e a elite empresarial do Brasil. Mesmo com algumas baixas, tudo continua sendo levado da mesma maneira de sempre. É como se um carro desgovernado rumo a uma parede continuasse sendo acelerado, ao invés de freado. Para nós, como passageiros, é melhor pular fora, antes que seja tarde demais.


PS: Como curiosidade, é notável a presença das monarquias de origem ocidental entre os menos corruptos do mundo. Dos 10 países menos corruptos, 7 são monarquias. Por mais que a corrupção possa existir em qualquer nível, o modo como o governo e o estado estão relacionados e como o chefe de governo é escolhido fazem muita diferença na camada mais alta do poder. Isso aliado às sensações de estabilidade e continuidade que uma Família Real proporciona, torna as monarquias ocidentais um mar de tranquilidade perto dos tsunamis republicanos. Para quem não sabe, no site da monarquia britânica tem o processo de escolha do primeiro ministro. Leia e reflita sobre a probabilidade de um sindicalista semi-analfabeto ou de um ex-terrorista se tornarem primeiro ministro da Grã-Bretanha.




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Este post tem 27 comentários

  1. Obrigado pela excelente colaboração, II.

  2. Excelente … eu to estudando e em breve espero começar a migrar os investimentos como você e o viver de dividendos.

  3. Texto excelente, esclarecedor e adequado para reflexão. E ação.

  4. Excelente material.
    Gostaria de saber se meu ponto de vista é certo ou não?
    Entendo que investir no exterior não corre risco de perder o valor investido, de acontecer mudanças de regras ou pior de ter seu dinheiro congelado pelo governo. Mas, os juros como a inflação são baixissimo, talvez não exista rentabilidade real. Então o objetivo é preservar o capital.
    Mas o que acontece se tivermos que trazer o dinheiro de volta para adquirir bens duraveis ou não duraveis aqui no Brasil?
    Com inflação alta aqui, consiguiremos comprar o que antes poderiamos com a mesma quantidade de dinheiro?
    A chance de manter o poder aquisitivo interno ao trazer o dinheiro investido lá fora se manteria no caso de desvalorização da moeda, do contrário não estariamos perdendo o poder de compra interno?

    1. Investidor Internacional

      Olá Dema,

      Os juros não são baixos no exterior. Eles estão baixos atualmente (desde 2008 na verdade) por causa das atuações dos Bancos Centrais. Como eu mostrei em outro artigo, é possível investir em títulos brasileiros em Dólar, pagando juros mais altos que das empresas ou governos estrangeiros.

      Se quiser usar o dinheiro no Brasil, basta usar o cartão de crédito ou débito. Se for muito, pode fazer uma transferência.

      A questão é que inflação alta, invariavelmente leva a desvalorização da moeda. Adiantou muito a Selic em 14% se o Real desvalorizou 48% frente ao Dólar?

      No longo prazo, os fundamentos prevalecem.

      O Brasil não paga esses juros de graça. O que leva a esse patamar chama-se INSEGURANÇA.

      A situação atual é o governo operando no vermelho. Qual a probabilidade de cortarem gastos? ZERO. Vão tomar tudo o que pode na outra ponta, com aumento de impostos. Aí você está cheio de aplicação rendendo, sei lá, 110% do CDI. O governo vem e sobe a tributação ou então você acumula patrimônio e eles inventam um imposto sobre patrimônio, ou CPMF. Independente do nome, isso é confisco.

      Abçs!

    2. Vc faz uma conta bancária no exterior e usa o seu cartão aqui no Brasil pra comprar as coisas.
      Preservar o capital eh excelente. O brasil empobreceu. Inflação nada mais eh do que a DESVALORIZAÇÃO do seu dinheiro.

      Ex. vc queria comprar uma bicicleta de 100 dólares há 12 meses, ela custava 300 reais, hoje a bicicleta custa 425 reais, por mais que vc tenha ganhando 15% anual em real, daria 345 reais. Se tivesse colocado 100 dólares embaixo do colchão SEM RENDER NADA, compraria a mesma bicicleta e ainda levava troco de 80 reais. Entenda que o REAL é uma moeda LIXO, LIXO, LIXO e se pagam muito juros aqui na renda fixa nada mais é do que porque SABEM que daqui a um ano, o REAL vai valer MUITO MENOS.

      1. É isso ai mesmo, muito bem colocado.

  5. Excelente texto! Obrigado por compartilhar!
    Muito curioso o fato das monarquias ocidentais garantirem uma maior transparência ao governo. Lembro-me que Singapura, apesar de não ser monarquia, é uma ditadura leve de direita, sem alternância de poder e apresenta níveis elevadíssimos de desenvolvimento nos últimos 50 anos. Fica a pergunta: o Estado democrático de direito se mantém pelas benesses da corrupção?

    1. Investidor Internacional

      Olá Bruno,

      Tanto as monarquias quanto Cingapura se beneficiam da estabilidade e da continuidade. Sabem que as coisas não irão mudam bruscamente de uma hora par outra. Ambos têm o mais importante para se desenvolver: liberdade econômica.

      A República Presidencialista como temos hoje já nos rendeu 2 ditaduras, inúmeras crises e uma dezena de moedas diferentes.

      Já percebeu o tanto de gente que se queixa do golpe militar de 64, mas não se lembram do golpe militar de 1889?

      Abçs!

  6. – parabens, as vezes estando dentro da situação não da pra perceber o quanto ela esta obvia!

  7. Parabéns pela matéria, temos 516 anos de corrupção no Brasil, culturalmente muitos acham graça de piadas com este assunto, sou de origem Ítalo-germânica ( se assim posso dizer). a Itália já passou por este período de mafia e quadrilhas de corruptos , que exterminaram a economia do país, já a Alemanha teve lá seus problemas com as duas grandes guerras que corruptos se juntaram ao governo para criarem um estado soberano, dentre todos os países, o maiores saqueadoras dos povos Latinos foram a Inglaterra, Espanha e Portugal, a própria Inglaterra roubava os navios das Esquadras Espanholas e portugueses, com seu apoio aos Piratas da Época. Hoje os Piratas continuam usando o Vermelho em suas Bandeiras e se modernizaram, agora utilizam a informação e os dados ao seu favor, trocaram as armas e espadas por Canetadas no calar da noite, trocaram os Piratas por Juízes do Supremo , em fim ,os ciclos do poder vão se alterando e os canalhas vão se adaptando . Teremos mais uns 200 anos até chegar a limpar todos estes canalhas que nos governam ou fazem as leias ao seu favor. Tenho investimentos fora do brasil como diversificação, e garantia ,caso este des-governo apronte alguma guerra fiscal ,e vez de controle fiscal.

    1. Investidor Internacional

      Olá Maurício,

      Por isso a diversificação internacional é importante.

      Você transfere seu patrimônio para onde o tratam melhor.

      Abçs!

  8. Olá Investidor Internacional

    Você disse:

    “O governo vem e sobe a tributação ou então você acumula patrimônio e eles inventam um imposto sobre patrimônio, ou CPMF. Independente do nome, isso é confisco.”

    E eu te pergunto: se eu tenho fundos ou ações no exterior, eu não pago imposto de herança ao morrer? ou ITCM sobre doação ?

    Abraço, Cássio

    1. Investidor Internacional

      Olá Cássio,

      Imposto sobre herança de bens no exterior é um assunto controverso.

      A Receita Federal considera como “rendimento e não tributável”, conforme visto aqui.

      Vai depender ainda da lei do país onde o bem estiver. Portanto, deve-se escolher um país que não tribute herança.

      Como se não bastasse, há alguns desembargadores que gostam de complicar, mesmo a lei sendo clara dizendo que é necessário uma lei complementar para lidar com esse assunto e que ainda não foi feita. Veja essa discussão aqui.

      Abçs!

  9. Que tal fazermos um grupo de Gmail ou WhatsApp ou um fórum para podermos discutir de forma mais dinâmica?

  10. Excelente a matéria! Se olharmos para trás fomos totalmente ingênuos em acreditar no Brasil e na moeda Real. Quem aproveitou o Real valorizado nos anos em que esteve na faixa de 1,60 (2007 – 2008 se não me engano), até a faixa dos 2,50 (final de 2014) e se posicionou em Dólar, seja investindo em fundos no exterior ou ainda em imóveis (Estados Unidos estava barato e Portugal e Espanha também), se deu bem. Ou seja, quem apostou contra o Brasil foi o ganhador. Quem ficou acreditando na economia brasileira que começava a ruir, investiu no mercado imobiliário, ou simplesmente deixou o dinheiro em aplicações de renda fixa, perdeu frente ao dólar e inflação. Agora só resta deixar a raiva de lado, olhar para a frente e pensar melhor nos investimentos futuros. Enquanto no Brasil não tivermos um governo sério e limpo de verdade, nunca teremos estabilidade perene. Sempre haverá um ciclo bom e outros ruins. E os ciclos ruins são devastadores para a macro economia e para a economia das famílias. De verdade, eu sou um descrente no Brasil.

    1. Investidor Internacional

      Olá Campos,

      Esse é o problema da intervenção do governo na economia. Eles criam “booms” e consequentemente “bursts” que o seguem.

      Isso acontece em grande parte do mundo, mas a falta de liberdade econômica engessa a economia brasileira para se recuperar disso.

      Não temos a quantidade absurda de inovação dos americanos, que sempre irão gerar valor para o país.

      Abçs!

  11. Prezado, muito interessante o artigo, parabéns!

  12. Boa noite
    Aguardando a matéria sobre empresas off shore
    Abçs

  13. Prezado II,

    A nova tributação de 25% da receita sobre remessas para o exterior afeta também investimentos?

    Abraços,

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