Atualização da carteira internacional – 1º Trimestre 2016

//Atualização da carteira internacional – 1º Trimestre 2016

Atualização da carteira internacional de investimentos e os principais acontecimentos do 1º trimestre

Março terminou e é hora de atualizar nossa carteira com as cotações de fechamento do dia 31.

O evento mais marcante do primeiro trimestre foi a recuperação do Real e dos investimentos brasileiros como um todo em vista do andamento do processo de impeachment da presidente e do vai não vai da prisão de você sabe quem.

Em países medíocres é assim: As páginas políticas e policiais é que ditam o mercado. A economia é 100% dependente do que acontece em Brasília e agora em Curitiba.

Alguém tem alguma dúvida de que se todo o executivo, o legislativo e o judiciário de Brasília fosse pra cadeia, o dólar voltaria abaixo dos R$ 3,00, a Bovespa dispararia e o país sairia da recessão?

O que mais precisa acontecer para o povo perceber que não precisa de Brasília para viver. A classe política e o Estado brasileiro são um grande peso que atrasa a vida de milhões do Oiapoque ao Chuí. É como um furacão Katrina com anos de duração.

Então, no fechamento do trimestre as moedas que compõem nossa carteira apresentaram a seguinte desvalorização frente ao Real:

  • Dólar dos EUA: -8,7%
  • Euro: -4,9%
  • Dólar de Hong Kong: -8%
  • Libra Esterlina: – 11,7%
  • Franco Suíço: – 5,6%

Gráfico CalculadoraCom relação a nossos investimentos, o grande destaque positivo ficou para o ETF Market Vectors Gold Miners. Se a intenção era ganhar com a recuperação do preço dos metais preciosos, quando se investe em empresas mineradoras a proporção nas mudanças de preço são ainda maiores. É como investir em ouro à base de esteróides. Se o ouro subiu 16,5% no trimestre (a maior alta trimestral desde 1986, o pool de mineradoras subiu nada mais nada menos que 45,5% no período!

Mas não deixe se enganar. Quando o ouro alcançou o pico histórico em 2011, este ETF chegou a ser negociado na casa dos U$ 65,00. Atualmente está em U$20,00 e de lá pra cá, a expansão monetária só se fez aumentar. Um estouro de bolha de ações e bonds pode levar o mercado de ouro a patamares nunca antes vistos.

Os outros ativos que mais apresentaram variação na carteira de ações foram o ETF Guggenheim Defensive Equity, que subiu 6,7% em Dólar e o ETF PowerShares DWA NASDAQ Momentum Portfolio que caiu 6% na moeda americana.

Dentre os ETFs de renda, o que mais se valorizou foi Market Vectors Fallen Angel High Yield Bond ETF, com alta de 5,7%. Os demais não apresentaram variação muito significativa.

Na alocação de REITs, PowerShares Active U.S. Real Estate Fund teve alta de 3,1% em Dólar, iShares European Property Yield subiu 3,7% em Euro e iShares Asia Property Yield subiu 8,2%. O destaque negativo ficou por conta de iShares UK Property com queda de 13,5% no trimestre.

Dólar PoupançaOs investimentos alternativos também obtiveram retorno positivo no trimestre. PowerShares CEF Income Composite Portfolio subiu 1,1% e Guggenheim Multi-Asset Income ETF teve alta de 1,7%. O destaque ficou com SPDR® Morningstar Multi-Asset Global Infrastructure ETF com elevação de 5,6% no período.

Os ETFs relacionados aos metais preciosos também tiveram alta. ZKB Gold subiu 12,5% e ZKB Silver subiu 8,3% ambos em francos suíços.

No total, a rentabilidade da carteira ficou negativa em 4,89% no primeiro trimestre quanto computada em Real.

Os dividendos recebidos no trimestre, já descontado o imposto retido na fonte, estão abaixo:

PIMCO Total Return ETF $8,74
Market Vectors Fallen Angel High Yield Bond ETF $15,32
ProShares Investment Grade – Interest Rate Hedged $10,79
PowerShares LadderRite 0-5 Year Corporate Bond Portfolio $7,30
SPDR Barclays 3-5 Year Euro Government Bond UCITS ETF € 3,22
iShares UK Gilts 0-5yr UCITS ETF GBP 10,70
iShares RMB Bond Index ETF HKD 175,00
ABF Hong Kong Bond Index Fund HKD 168,00
PowerShares Active U.S. Real Estate Fund $22,38
iShares UK Property UCITS ETF GBP 5,53
iShares Asia Property Yield UCITS ETF $22,66
PowerShares CEF Income Composite Portfolio $64,56
Guggenheim Multi-Asset Income ETF $26,16

A visão como um todo da carteira pode ser encontrada abaixo:

Carteira Internacional 1º trimestre

Carteira Internacional para 2016. Fechamento do 1º trimestre. Clique para ampliar.

 

By | 2017-08-10T14:42:33+00:00 3 de abril de 2016|Carteira|22 Comments

22 Comments

  1. nobre 04/04/2016 at 06:22 - Reply

    Parabéns pela carteira. Eu só acompanho e estudo. Essa queda do dólar frente ao real será uma boa oportunidade de mandar dinheiro para o exterior. O que vc acha?

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 04/04/2016 at 08:25 - Reply

      Olá nobre,

      Não faz diferença. Mais pra frente irei escrever a respeito.

      Abçs!

      • Pedro Calixto 04/04/2016 at 14:33 - Reply

        Também tenho essa curiosidade. Me questiono se há um bom momento para investir em dólar ou não.

  2. Paolo 04/04/2016 at 10:58 - Reply

    Sobre estes dividendos vc paga DARF ou Carnê-Leão? E são considerados rendimentos originariamente em moeda estrangeira não importando o câmbio ou precisa fazer a variação cambial?

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 04/04/2016 at 15:26 - Reply

      Olá Paolo,

      Dividendo é renda, então é carnê-leão.

      O câmbio que vale o de compra do último dia útil da primeira quinzena do mês anterior ao recebimento do dividendo.

      Abçs!

      • Arnaldo 10/04/2016 at 02:34 - Reply

        Olá Investidor,
        Dividendos de ações nos Estados Unidos são tributados em 30% para o IRS. Há como compensar este imposto no Brasil na Declaração do IR ? Existem acordos para evitar a bitributação com muitos países mas não vi os EUA entre eles.
        Abraços, A.

        • Investidor Internacional
          Investidor Internacional 10/04/2016 at 09:56 - Reply

          Olá Arnaldo,

          Sim. É compensável. Inclusive o que que foi pagado a mais é abatido de futuros cálculos.

          Os acordos mais diretos do Brasil são com os EUA, Alemanha, Reino Unido. Não lembro agora de cabeça se tem um quarto país, mas já respondi pergunta semelhante.

          Abçs!

          • Arnaldo 11/04/2016 at 06:46 - Reply

            Investidor, pesquisei no site da Receita:
            https://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2015/perguntao/perguntas/pergunta-123.html
            123 – A prova de reciprocidade de tratamento é feita com cópia da lei publicada em órgão da imprensa oficial do país de origem do rendimento, traduzida por tradutor juramentado e autenticada pela representação diplomática do Brasil naquele país, ou mediante declaração desse órgão atestando a reciprocidade de tratamento tributário.
            Não é necessária a prova de reciprocidade para a Alemanha, o Reino Unido e os Estados Unidos da América (Consulte a pergunta 129).
            Tributos sobre os dividendos
            Nos Estados Unidos é cobrado 30% de imposto sobre a renda recebida, em alguns países. O EUA tem um tratado de TIEA (Tax Information Exchange Agreements) que permite o contribuinte receber como “crédito” esses impostos pagos nos EUA.
            Comento: Pelo que entendi podemos ficar isentos no Carnê Leão e ainda ter restituição no Brasil, no caso do imposto aqui for inferior aos 30% descontados no EUA.

  3. Rodolfo Oshiro 04/04/2016 at 13:49 - Reply

    II,

    Bacana … sofrendo um pouco devido ao câmbio … não acharia uma boa divulgar também o resultado %, só que em moeda “local”? Assim ficaria mais claro o avanço ou recuo do valor dos ativos, tirando o efeito impeachment do Brasil … x real … afinal de contas.. fazendo investimento fora… o que me importa é que as cotações subam … em real.. é um efeito temporário ..

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 04/04/2016 at 15:30 - Reply

      Olá Rodolfo,

      Não existe uma resposta perfeita para isso.

      Pode-se calcular a evolução de diversas maneiras.

      Usei o que alguns bancos suíços fazem, que é escolher uma moeda base para a evolução da carteira.

      Abçs!

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