Alocação de Ativos REIT Alternativos

Veja quais os REITs e investimentos alternativos  da carteira internacional de 2016

Agora que você já sabe sobre as alocações em renda fixa e ações da nossa carteira de investimentos para 2016, chegou a vez de ver os demais ativos que irão nos acompanhar este ano.

Se você ainda não leu como chegamos na alocação definitiva, sugiro que leia o artigo sobre a criação da carteira.

REITs

A alocação em REITs neste ano privilegiou a escolha de ETFs ao invés da escolha de ativos individuais. Com os ETFs há uma importante economia de tempo, diversificação e redução de risco. Os REITs foram divididos por país ou continente.

PowerShares Active U. S. Real Estate Fund

Este ETF investe em REITs selecionados dentro do universo que compõe o índice FTSE NAREIT All Equity REITs, composto por REITs listados nas bolsas dos Estados Unidos.O método de seleção usa métricas quantitativas e estatísticas para identificar ativos com preços atrativos e fazer o controle de risco. É um fundo ativo, com gestores que fazem uma avaliação mensal do portfolio do fundo.

O fundo foi criado em 2008 e é composto por 50 REITs. As principais posições são Simon Property Group (8,3%), AvalonBay Communities (4,6%) e American Tower (4,6%).

A taxa de administração é de 0,8% e o dividend yield dos últimos 12 meses está em 2,2%.

iShares European Property Yield ETF

É um fundo negociado na Bolsa da Suíça e com foco em companhias imobiliárias e REITs da Europa, exceto o Reino Unido, objetivando renda. As maiores alocações estão na França (33%) e Alemanha (28%). Holdings imobiliárias e de desenvolvimento correspondem a 48% da carteira e os REITs de varejo (retail) compõem outros 29%.

Existem  57 ativos na carteira. Os mais representativos são Unibail-Rodamco, que corresponde a 17,8% do total, Vonovia que tem 11,3% e Deustche Wohnen com 7,5%.

A taxa de administração é de 0,4% e o dividend yield dos últimos 12 meses está em 0,7%.

Imóveis - REITsiShares UK Property ETF

É outro fundo criado pela Blackrock/iShares no ano de 2007 e negociado na Bolsa da Suíça. Mantém posições em companhias imobiliárias e REITs do Reino Unido, objetivando crescimento. Há uma predileção por REITs industriais e de escritório (36,6%) e REITs de varejo (31,9%)

Há 32 ativos na carteira. As maiores posições do fundo são Land Securities Group (16,6%), British Land (13,8%) e Hammerson (8,3%).

A taxa de administração é de 0,4% e o dividend yield dos últimos 12 meses está em 2,5%.

iShares Asia Property Yield ETF

Fundo negociado na Bolsa da Suíça, com alocação em companhias imobiliárias e REITs de países asiáticos (mais Austrália) e que tenham projeção de distribuir dividendos acima de 2% nos próximos 12 meses.

Há 70 ativos na carteira do fundo, sendo 32,6% em Hong Kong, 28,8% no Japão e 28,2% na Austrália. As maiores posições são Sun Hung Kai Properties (6,6%), Cheung Kong Property Holdings (5,9%) e Scentre Group (5,9%).

A taxa de administração é de 0,59% e o dividend yield dos últimos 12 meses está em 3,1%.

Alternativos

Os ETFs de investimentos alternativos são fundos que não selecionam os ativos baseados em critérios tradicionais, como os ETFs de ações ou de títulos de renda fixa, chamados Bonds, por exemplo.

No caso dos nossos ETFs, como você verá a seguir, dois possuem foco em renda e um em ativos relacionados à infra-estrutura.

Powershares CEF Income Composite Portfolio

É um fundo baseado no índice S-Network Composite Closed-End Fund e investirá pelo menos 90% do patrimônio em ativos presentes no índice.

É considerado um “fundo de fundos”, pois investe em cotas de fundos ao invés de ativos individuais. Estão incluídos nesse universo fundos fechados que investem em títulos de renda fixa detentores do grau de investimento, títulos de renda fixa sem grau de investimento (High Yield) e fundos que utilizam a estratégia de venda de opções para adquirir “renda”.

A distribuição dos ativos no fundo é bem equilibrada, com 35,8% em Bonds, 32,7% na estratégia de venda de opções e 30,8% em Bonds High Yield.

Os fundos mais representativos são Eaton Vance Tax-Managed Global Diversified Equity Income Fund (3,8%), DoubleLine Income Solutions Fund (2,6%) e Eaton Vance Limited Duration Income Fund (2,5%). Há no total 141 ativos (fundos) na carteira.

A taxa de administração é de 0,5%, que somado às taxas dos fundos dentro da carteira gera um custo anual total de 1,9%. É um fundo caro para os padrões americanos, mas é um ETF que se diferencia pela renda. O dividend yield dos últimos 12 meses está em 8,5%.

Guggenheim Multi-Asset Income ETF

É um fundo administrado pela Guggenheim e negociado na NYSE-Arca. Procura seguir o índice  Zacks Multi-Asset Income, usando uma estratégia de amostragem para conseguir esse objetivo.

Posiciona-se em múltiplas classes de ativos que têm se provado historicamente atrativas e consistentes no que se refere à distribuição de renda. Oferece oportunidades de apreciação de capital no longo prazo com uma mistura de diversos ativos tanto norte-americanos, quanto internacionais.
Infra-estrutura - AlternativosA composição se dá por entre 125 e 150 ações selecionadas por um modelo proprietário multi-fatorial. No universo de investimento estão ações de empresas americanas, ADRs, REITs, Master Limited Partnerships, fundos fechados e ações preferenciais.

Em termos de setor, temos 43,6% da alocação no setor financeiro (incluindo REITs), 17,7% no setor de energia e 8,9% em materiais.

As posições estão bem distribuídas entre todos os ativos do fundo. As maiores são Seadrill Partners (1,9%), Golar LNG Partners (1,1%) e Nexpoint Credit Strategies (1,1%).

Os custos líquidos do fundo são 0,65% ao ano e o dividend yield dos últimos 12 meses foi de 5,2%.

SPDR® Morningstar Multi-Asset Global Infrastructure UCITS ETF

É um fundo administrado pela State Street Global Advisors e negociado na Bolsa de Londres. O objetivo deste ETF é seguir o índice Morningstar Global Multi-Asset Infrastructure. Esse índice é composto por um portfolio diversificado de ações e títulos de renda fixa a nível mundial relacionadas às 18 indústrias de infraestrutura (utilidade pública, transporte, comunicações, energia, etc). O fundo confere pesos iguais a cada ativo da carteira.

Existem 777 componentes dentro do ETF. A distribuição por país tem os Estados Unidos com 41,8%, o Canadá com 7,3% e a França com 7,1%. Em termos de moeda, temos 49% de ativos ligado ao Dólar dos EUA, 21,4% atrelados ao Euro e 9,2% em Libra Esterlina. As maiores posições da carteira são Union Pacific Corporation (1,3%), United Parcel Service (1,3%) e National Grid (1,0%). Metade do fundo está em ações e a outra metade em renda fixa.

O custo do fundo é de 0,4% ao ano e o  dividend yield dos últimos 12 meses foi de 2,1%.

Acho que não tem muito o que desenvolver nas alocações de dinheiro (cash) e metais preciosos (precious metals).

A distribuição em dinheiro está igualmente distribuída em Dólar dos EUA, Euro, Libra Esterlina, Franco Suíço e Dólar de Hong Kong.

A alocação em metais preciosos está meio a meio em ETFs de prata e ouro administrados pelo Zürcher Kantonalbank da Suíça.

Então é isso. Na virada do mês, haverá uma nova atualização para acompanhamento da valorização do fundo, bem como as distribuições de dividendos no segundo trimestre.

 

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Este post tem 13 comentários

  1. Avatar

    Olá II, obrigado pelas explicações! Queria apenas tirar uma dúvida sobre os REITS: esse didivend yield é anual? Tipo, no caso do iShares European Property Yield ETF é 0.7% por ano mesmo? Imaginei que os REITs fossem produtos parecidos com os FIIs que temos aqui no Brasil, ou seja, pagassem um rendimento mensal próximo a isso (pouco menos de 1%).

    1. Investidor Internacional

      Olá Filipe,

      É 0,7% ao ano mesmo.

      Tem que levar em conta que muitos REITs e companhias imobiliárias acabam direcionando parte dos recursos para crescimento do patrimônio. Por isso alguns acabam distribuindo menos. Além disso, os yields atuais estão baixos e tem o custo do ETF ainda.

      Abçs!

  2. Avatar

    Parabéns pelo artigo .Gostaria de saber os códigos destes Reits negociações em USA,ou onde posso encontrar com mais detalhes, assim como temos no Brasil o Clubefii.com .br ou Guia invest que também é ótimo . Obrigado

  3. Avatar

    Bom dia!

    Porque a opção de investir em ETF de REITS?

    A princípio (e você me ajudou a formar opinião), não vejo como boa opção.

    Penso que existem REITS, que por si só, já são bem diversificados e tem yield bem maior.

    Este caminho (dos ETFs), parece mais uma estratégia de “diworsification”!

    1. Investidor Internacional

      Olá Rodrinvest,

      Entendo a sua opinião. Por outro lado, as mudanças que fiz para este ano foi também no intuito de mostrar a diversidade de ativos em que é possível investir. Os REITs escolhidos no ano passado continuam muito bons. Só que se eu mantivesse a carteira inteira igual não acrescentaria nada de novo.

      Abçs!

  4. Avatar

    II,

    Tá sumido hein rapaz … Boas opções… vejo com muito bons olhos reits e fiis… apesar de lá fora .. devido a esses juros ridiculamente baixos .. fica meio assim do que o efeito disso pode fazer no valor dos reits em geral …

    1. Investidor Internacional

      Olá Rodolfo,

      Fiquei sumido para fazer o trabalho de desenvolvimento do site. Sair do básico dá trabalho.

      Os juros negativos podem sim ter sérias consequências no futuro. Quando e com que intensidade só saberemos depois.

      Abçs!

  5. Avatar

    Olá, como funciona a valorização da cota e distribuição de rendimento dos REITS no ETF? Valorizam a cota do ETF ou creditam separado na conta da corretora? Caso valorizem na cota do ETF, deve facilitar o Imposto de Renda, visto que só ocorrerá a geração na venda do ETF, correto?

    Abraço e parabéns pelo site.

    1. Investidor Internacional

      Olá Claudio,

      A valorização da cota do ETF gira em torno do NAV (Net Asset Value) ou valor líquido dos ativos de acada cada, que é a soma de todo o patrimônio do fundo (todos as cotas de REITs que o compõe) dividido pelo número de cotas do ETF.A cota valoriza-se conforme os REITs que estão dentro dele valorizam.

      Todos os ETFs de REIT que eu vi distribuem os rendimentos, mas precisa confirmar no regulamento de cada um.

      Abçs!

  6. Avatar

    Opa II

    Achei muito caro esse etf de 0,8% de taxa, muito mesmo.
    E tambem pra receber esse yield tao baixo e ainda levar 30% de mordida de IR é barra.
    Tem o ativo CBHOUS de reits europeus, de taxa mais baixa e que reinveste automaticamente os dividendos, evita essa tributação ruim.

    Abraço!

    1. Investidor Internacional

      Olá Frugal,

      Sim, 0,8% na Europa é caro.

      Quanto ao Yield, é importante lembrar que muitos REITs focam bastante em aumento patrimonial.

      De cabeça lembro de British Land (Reino Unido) que aumenta absurdamente o “book value per share”, mas não distribui tanto dividendo.

      Dá uma olhada aqui: https://www.gurufocus.com/financials/LSE:BLND

      Abçs!

  7. Avatar

    Ola, estou utilizando o finviz.com e o reit.com. são excelentes sites informativos e com screener de todos os fundos, recomendo. Ja formei minha carteira de stocks e reits, e o efeito Trump me fez ganhar 1k de $$ em um dia, só nas barganhas deixadas pelos sardinhas gringos, aprendi isso porque fiz o mesmo no BRexit e levei pau, “gato escaldado “só uma vez, e o mundo volta sempre no mesmo lugar, assim que o panico passar.

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