O problema das empresas estatais

Estatal e Privado

Será que ainda faz sentido haver empresa estatal?

Não é surpresa pra mim ver até que ponto a operação Lava-Jato tem descoberto toda esse rede de corrupção, que vem sendo posta à luz do público dia após dia.

Muita dessa corrupção é feita usando-se as estatais como fonte de recursos para bancar super-faturamentos e outros projetos que favoreçam terceiros.

Ainda mesmo que não se leve em conta a questão da corrupção, existe uma série de fatores que falam contra a simples existência de empresas controladas pelo governo.

É sobre todos esses fatores que falarei agora.



O cerne do problema

O primeiro problema, que é fundamental para entendermos que empresa estatal é uma aberração econômica e que não deveria existir, é saber que uma estatal não segue a regra número 1 que rege as empresas privadas, que é o sistema de lucro e prejuízo.

A uma empresa privada cabe fazer o melhor uso possível dos recursos de forma a conseguir receita e ter lucro. A gestão precisará ser zelosa e os donos são obrigados a controlar custos e maximizar as vendas, caso queiram permanecer funcionando. Enfim, a empresa precisa, com raríssimas exceções, dar lucro. Lucro para reinvestir, lucro para ser distribuído, etc. Uma empresa que opera no vermelho não terá muito tempo de vida.

Já uma empresa estatal não segue essa regra. Na pior das hipóteses, o governo resgata. E resgata como? Com o seu e o meu dinheiro obviamente. E não é difícil disso acontecer. Tudo começa na escolha dos administradores, que não é baseada em competência técnica. São indicações políticas baseadas em troca de favores. Só daí é possível calcular quantas pessoas inaptas tocam as quase 150 estatais apenas no âmbito federal que existem no Brasil.

estatais

Outro fator importante é que funcionários de estatais não podem ser demitidos sem uma motivação específica, conforme decidido pelo STF. Ao contrário dos funcionários públicos estatutários que tem estabilidade assegurada por lei, os funcionários das estatais deveriam seguir a CLT. Mas não é o que ocorre na prática. Assim, em momentos de crise, as empresas estatais não podem simplesmente demitir sem justa causa, da mesma forma como fazem as empresas privadas. É só ver que nessa última crise criaram planos de demissão voluntária no Banco do Brasil, Caixa, Correios, Petrobras, Eletrobras, entre outras.

Todas essas limitações intrínsecas acabam necessitando que haja alguma proteção para essas empresas através de leis específicas. Por exemplo, até 1997, a Petrobras era a única empresa autorizada a explorar petróleo no Brasil. Esse monopólio foi suspenso, mas quando da descoberta do Pré-Sal, o governo impôs que a estatal brasileira tivesse participação mínima em todos os campos de exploração. Viram que não deu certo e já estão revendo isso. Hoje, o preço da gasolina, por exemplo, é totalmente controlado pela Petrobras e pelo governo, ao contrário dos EUA, onde existe competição de preços em toda a cadeia. Nem precisa dizer quem paga mais barato pelo combustível, não é mesmo?



Já os Correios, detém o monopólio de diversos serviços postais , além de ter diversos benefícios fiscais e outras regalias, como não ser obrigado a fazer seguro das cargas e seus veículos recebem isenção de rodízio na cidade de São Paulo. Esses benefícios não são concedidos às empresas que trabalham competindo com os Correios nas entregas de objetos, onde a estatal não detém o monopólio. Uma afronta à livre concorrência.

Infelizmente muitos ainda acreditam que o problema das estatais é meramente administrativo e que trocar os gestores resolveria esses problemas. Doce ilusão. Isso não resolveria o problema dos monopólios e da falta de escolha dos consumidores. Também vimos que um mal governo e uma má administração nas estatais geram uma cascata de problemas que vão além de suas funções e prejudicam toda a economia do país.

O exemplo da Petrobras

No meio de todos os escândalos do país se encontra a Petrobras. Se em 2007, o pré-sal era a salvação do Brasil e a Petrobras uma das empresas mais valiosas do mundo, em 2017 a realidade chegou e hoje a empresa coleciona prejuízos. É também a petrolífera mais endividada do mundo, com uma dívida líquida de R$314 bilhões (31/12/2016).

plataforma de petróleoA Petrobras é um caso típico de como manipular a economia com o uso de estatais. Na época da alta do petróleo, de 2011 a 2014, a empresa segurou o preço da gasolina para conter a inflação e contribuir para a reeleição da então presidente Dilma.  O setor de abastecimento da estatal apresentou prejuízo de cerca de R$ 8,6  bilhões no primeiro semestre de 2014 em virtude disso, pois importava petróleo caro e vendia gasolina mais barata. Da mesma forma que a MP das Elétricas em 2012, quando o governo resolve reduzir preços na marra, o resultado é no mínimo desastroso.

O famoso caso da refinaria de Pasadena também mostra como os objetivos dos gestores de empresa estatal e do governo podem ser exatamente o oposto daquilo que o acionista espera. Pagar mais de U$ 1 bilhão por uma carcaça de refinaria que havia custado U$ 42 milhões sete anos antes é um negócio muito provável de acontecer quando você tem gente do cacife de Dilma Rousseff como presidente do Conselho de Administração e todo um esquema de corrupção armado por trás.

Além de todo o desastre causado por administradores corruptos que drenaram o caixa da empresa em maus negócios, houve ainda o caso da Sete Brasil, empresa criada pela Petrobras em conjunto com alguns bancos e fundos de pensão e que seria responsável por construir navios-sonda para a petrolífera. Hoje essa empresa está recuperação judicial e com uma dívida de quase R$ 20 bilhões. Óbvio que isso tudo também tem o dedo dos mafiosos que destruíram o Brasil nos últimos 15 anos.

Engraçado que não vemos tantas falcatruas na Vale. Por que será?



O exemplo dos Correios

Os Correios disputam ponto a ponto o posto de pior estatal do Brasil com a Petrobras e a Eletrobras. As últimas administrações foram capazes de fazer uma empresa monopolista ter prejuízos bilionários. Em 2015, o prejuízo foi de U$2,1 bilhões e em 2016, esse prejuízo foi de R$ 2 bilhões. Imagino que alguém possa ter ficado bem rico nesse processo.

Foi nos Correios, em 2005, que começaram a descobrir essa infindável sequência de casos de corrupção que se estende até hoje. Na época vazou um vídeo onde um chefe de departamento da estatal negociava propina com empresas interessadas nas licitações. Nessa história toda, o então deputado federal Roberto Jefferson, acusado de participar do esquema, acabou revelando a existência do mensalão.

Já percebeu que a história recente do Brasil é contada pelos casos de corrupção?

Só pra você ter uma idéia, os Correios investiram mais de R$ 465 milhões em patrocínio esportivo entre 2012 e 2016. Isso mesmo. Uma empresa que estava cambaleante  e que teve 2 anos de prejuízo, torrava dinheiro patrocinando equipe de natação, time de futebol de salão, etc. O gasto descomunal das estatais com esporte no período pré-olímpico recente atingiu quase U$ 1,9 bilhões. Não sei você, mas eu preferiria receber em dividendos os R$463 milhões que o Banco do Brasil gastou com isso no período.

correios sinucaQuer outro exemplo? Veja a notícia que aborda o fato de haver 1 chefe para cada 2 funcionários na empresa. É por essas e outras que o funcionamento da empresa está cada vez pior. Da má vontade dos atendentes nas agências ao buraco negro das encomendas em Curitiba. Depender dos correios é certeza de dor de cabeça.

Não bastasse quebrar os Correios, que agora pedem bilhões ao Tesouro Nacional para cobrir o rombo, o fundo de pensão dos funcionários, Postalis, amarga também perdas bilionárias, que chegam à casa dos R$5,6 bilhões. E quem vai pagar a conta? Os próprios funcionários, que terão uma retenção extra de até 18% do salário por mais de 20 anos.

Privatização

Não existe outra solução que não a privatização dessas empresas. Quais? TODAS as estatais. Não deveria haver nenhuma. Só de haver tantos políticos e sindicalistas contra já é motivo suficiente para ser a favor.

E privatização apenas não basta. É preciso desregulamentar e abrir para concorrência de empresas estrangeiras. Não adianta fazer o que foi feito com as telecomunicações, onde trocou-se poucas estatais por poucas empresas privadas altamente controladas…pelo governo!!!! A administração é privada, são de capital aberto, mas quem manda nelas é o governo. Esse é o Brasil.

Existem também aqueles preocupados com os empregos. Santa paciência com essa gente. Que eu saiba as empresas de maior sucesso são as que mais empregam. E empregam gente que trabalha efetivamente, porque empresa privada não pode se dar ao luxo de bancar funcionário ocioso. Quer saber de uma coisa, os Correios empregam hoje 116 mil pessoas. A americana Fedex emprega em todo mundo mais de 400 mil funcionários!

Geração de empregos é feita com empresas de sucesso e não com estatais deficitárias.



Conclusão

Portanto, a existência de empresas estatais é anti-econômico e contra-produtivo para a sociedade brasileira. São empresas ineficientes, centros de corrupção e prejudicam a oferta de bens e serviços no país.

Já passou da hora de privatizar essas empresas e deixar que o mercado crie diversas companhias que irão competir entre si para entregar as suas cartas e fornecer o combustível do seu carro.

Limitar nossa escolha a apenas uma ou poucas empresas através de leis é um ataque à liberdade.

Pra terminar, gostaria de sugerir esse pequeno documentário que mostra a competição das empresas de entrega UPS e Fedex nos EUA, onde um pacote sai da costa leste americana e chega ao Havaí em menos de 24hs às vésperas do Natal:

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Este post tem 28 comentários

  1. Investidor Internacional,
    O caso dos Correios é realmente muito grave. Eu não sabia sobre a isenção em rodízios,é um favorecimento injusto que deveria ser estendido a todas as empresas do setor ou então a nenhuma.
    O que percebemos é que a cada dia o serviço prestado pela empresa piora, mas não temos outra opção a altura em termos de preço e abrangência.

    “Quer saber de uma coisa, os Correios empregam hoje 116 mil pessoas. A americana Fedex emprega em todo mundo mais de 400 mil funcionários!”
    E mesmo assim, com tantos funcionários (pelo menos entre as despesas da empresa), conseguem prestar um serviço ruim…

    Abraços,

    1. Investidor Internacional

      Olá Rosana,

      Não existe preocupação com eficiência nos Correios. Eles não tem competição em muitos serviços.

      O que faz os funcionários de uma empresa trabalharem duro para fornecerem um serviço melhor é a concorrência. É o dono da empresa em cima cobrando resultados.

      Veja o vídeo da disputa Fedex e UPS. Olha o nível do serviço. Eles têm aeroportos próprios. A frota de aviões da Fedex colocaria ela como a 7ª maior companhia aérea do mundo.

      Abçs!

  2. Boas observações! Abs

  3. Sobre os bancos estatais é complicado. Pro consumidor, as taxas realmente são mais baixas que nos outros bancos brasileiros em geral.

    Supondo que o governo queira fazer um sequestro das poupanças, a Caixa e o BB por exemplo não escapariam. E os bancos privados? Conseguiriam escapar da canetada do governo ou seria igual os bancos estatais?

    1. Investidor Internacional

      Olá Charles,

      O setor bancário é altamente regulado e os bancos privados andam de mãos dadas com o governo, tanto que os presidentes do Banco Central geralmente vêm de algum banco.

      Já os bancos estatais, como BB, Caixa e BNDES são muito usados para politicagem. Vejam o quanto de dinheiro o BNDES colocou a juros subsidiados por nós nas mãos dos “campeões nacionais”.

      De confisco nenhuma conta em banco nacional escapa, estatal ou privado.

      Já parou pra pensar que os bancos são grandes coletores de impostos no Brasil?

      Abçs!

    2. É justamente esse subsídio rídiculo de taxas de juros que mantém altas as taxas de juros no país. Você está pensando apenas no seu lado: financiar casa a juros menores e esquece que a Selic deveria ser a taxa mais baixa de juros do país. Enquanto de um lado o Banco Central tenta conter a economia, de outro lado a Caixa, BNDES e afins injetam dinheiro na economia, impedindo conter a inflação e o deficit nas contas públicas.

      Se conter o déficit e a inflação a taxa de juros cai pra todo mundo, não precisaria de subsídios.

  4. Administração pública eficiente é igual desenhar um círculo quadrado.

  5. Quero ver uma FedEx fazer entregas nas cidades do interior Brasil a fora…
    Mundo a fora MB aos de 90℅ dos Correios são estatais. Administrativamente bem controlados. Ex. Canadá, Japão.
    Não é verdade que atendentes trabalham com má vontade.
    Além disso FUNCIONÁRIOS dos Correios seguem regime da CLT.

    1. Investidor Internacional

      Olá Roberto,

      Não tenho dúvida que a Fedex, UPs ou DHL seriam absurdamente mais eficientes que os Correios.

      Órgão público bem administrado é exceção e não tem as mesmas motivações de eficiência que a contraparte privada.

      Das últimas vezes que fui aos Correios o atendimento foi bem ruim e moroso. Aquela fila enorme e às vezes um ou dois caixas ativos.

      Abçs!

    2. Síndrome de Estocolmo. Vejam que por esse tipo de mentalidade a melhor saída é, para quem puder, emigrar.

      Uma estatal pode ser uma boa empresa. No Brasil, parece impossível, mas noutros países até podem ser. No entanto, a questão é: a que preço? Será tão eficiente quanto privadas concorrendo entre si? Bem, melhor não me estender.

    3. Duvido que sigam a CLT. Existem hoje carteiros ganhando 12 mil reais, enquanto os novos ganham 800 reais.

  6. Não sei de qual planeta esse Roberto acima acaba de chegar mas os seres deste planeta como eu tem que utilizar um serviço precário, moroso e sem um minimo de respeito ao consumidor. O atendimento nas agencias é sim péssimo (o que obviamente se estende a bancos publicos e outras empresas estatais) e muitas vezes a entrega não é realizada simplesmente porque os carteiros de porcelana dessa estatal nãp podem subir um andar ou entrar num condominio privado mesmo que ninguem os impeça. Simplesmente não o fazem e fica tudo por isso mesmo tendo que voce esperar eternamente por sua encomenda ou ir pra fila do centro de distribuição deles e ficar como uma arvore lá horas esperando atendimento. E viva nossa Banania e o Carnaval!!

  7. II, sabemos que a humanidade tem muitos absurdos, muitos problemas que podem ser evitados. Muito bacana sua vontade de denunciar alguns dos absurdos do mundo.

    Mas muitos investidores preferem enviar dinheiro para paraísos fiscais, querem também conseguir cidadania em países que não cobram IR.

    Que vc acha das Ilhas Cayman?

    Ainda falta muito para eu ter minha IF, mas depois dela posso pensar em passear pelo mundo e ter uma empresa offshore.

    1. Investidor Internacional

      Olá Ex Socialista,

      A questão de um segundo passaporte não necessariamente está ligado ao mesmo país em que você tem a conta ou uma empresa.

      Na verdade, o ideal é que seja em um país diferente.

      Mas esse é um assunto para outro dia. 🙂

      Abçs!

  8. Se concorrencia dissesse algo, a telefonia no Brasil teria qualidade e preço justo.

  9. Aberração essa matéria! Totalmente fora de cabimento! O maior interesse das empresas estatais está na manutenção da soberania estratégica de uma nação em determinado setor. Empresas estatais possuem o importante fator social, como é o caso dos Correios, que possuem agências em municípios em que nenhuma empresa privada teria o interesse de manter quaisquer atividades. Empresas estatais como a Caixa Econômica Federal possui programas de financiamento imobiliário que nenhum outro banco privado teria o interesse de fazer. Empresas estatais como a Eletrobras possui programas de distribuíção de energia para população de baixa renda, que nenhuma empresa privada teria a sensibilidade de realizar. Empresas estatais como a Infraero mantém terminais de aeroportos extremamente deficitários em regiões aonde a população precisa desse serviço, e com certeza, o setor privado não teria o menor interesse em atender a este tipo de demanda, pois não seria um “bom investimento”!
    Ridículo esse “entreguismo” e falta de patriotismo, com a desculpa que precisamos de investimento internacional! Precisamos de parcerias! E não vender os nossos patrimônios para o capital estrangeiro. Grandes nações como os EUA, Canadá e China, sabem a importância estratégica de suas estatais, e não caem nessa conversinha mole de investimento internacional.
    Eles sabem firmar parcerias que vão de encontro dos interesses de suas nações, e não abrem as pernas para os outros países dilapidarem seus patrimônios públicos.
    Quanto à corrupção, ela existe no setor público com o financiamento do setor privado! Um corrompe o outro! O que é preciso é combater todos os agentes (públicos ou privados) que praticam tais crimes.
    Triste essa matéria! Uma visão extremamente medíocre do que é uma nação! Ou talvez uma estratégia oportunista de ganhar dinheiro de forma fácil!

    1. Investidor Internacional

      Olá Alexandre,

      A matéria está longe de ser uma aberração.

      Interesse na soberania estratégica? Fator social? Empresa tem que prover serviços a clientes. E clientes têm que pagar diretamente por esses serviços. Com as estatais vira uma confusão em que o cidadão e pagador de impostos é que sofre com esses serviços péssimos.

      Quem cobre o rombo dos correios operando agências deficitárias? Quem cobre o rombo dos calotes tomados pela Caixa nesses financiamentos? A Eletrobras é uma empresa medíocre, com prejuízos bilionários. A Infraero é tão incompetente que estão vendendo a parte dela nos aeroportos concedidos. Você não faz ideia do tanto que essa empresa atrasa o desenvolvimento da aviação no Brasil.

      Aponte alguma estatal americana, com exceção dos correios? E lá ainda tem a opção de uma infinidade de serviços de entrega privados e não esse monopólio escrito em lei que temos aqui.

      Todos os países do mundo tem uma série de empresas privadas fornecendo serviços de qualidade em todas essas áreas. Os melhores aeroportos, os melhores serviços de entrega de correspondência, as melhores empresas de energia elétrica e os maiores bancos do mundo são privados.

      A única soberania que eu desejo é a minha e das pessoas individualmente. Essa visão retrógrada e estatista sua custa bilhões de reais e milhares de vidas se colocarmos o “belíssimo” sistema de saúde estatal na conta.

      Abçs!

      1. Continuo com a minha opinião: Matéria medíocre e visivelmente direcionada a uma parcela de pessoas que, como não devem possuir nenhum dom profissional, não sabem fazer nada, ou não estudaram para nada, acham que a solução é a especulação financeira e o dinheiro fácil! Sem produção e sem geração de emprego nem de renda. Creio que você deva se enquadrar neste grupo.
        Quanto à gestão dos aeroportos pelos entes privados, vemos o fracasso aqui no Brasil mesmo! Campinas estava em processo de devolução da concessão do aeroporto, pois as empresas privadas não tiveram a competência de gerir um, apenas um aeroporto. E isso com o aporte da Infraero na ordem dos 49% do valor bruto em investimentos. O Galeão só não devolveu a concessão privada porque o governo atuou no auxílio das concessionárias. Em Brasília e Rio Grande do Norte, as concessionárias privadas também operam no vermelho. E em Guarulhos, também está perto de uma operação deficitária. E isso, com a demissões de vários trabalhadores e encolhimento de salários! E o maior detalhe! Essas concessionárias privadas não praticam o subsídio cruzado para sustentar os aeroportos deficitários. E um outro detalhe maior ainda! O dinheiro do financiamento para essas concessionárias partiu do BNDES, um Banco Estatal.
        Não quero com isso, desmerecer o setor privado, muito pelo contrário, precisamos dele tanto quanto precisamos do setor público. Agora, essas ideias radicais de que apenas o mercado financeiro irá salvar o mundo! São tão idiotas quanto as ideias radicais de estatizar todos os setores de produção de uma nação. Vivemos bem, quando há o equilíbrio entre os entes públicos e privados.
        É claro, que na visão dos especuladores, que querem ganhar dinheiro fácil, sem produzir nada, sem trabalhar, a ideia de um Estado que disciplina as operações financeiras é o maior pesadelo. Para essa gente, o melhor seria o oba-oba da exploração e da especulação.
        Para você ter uma noção, a concessionária que comprou a Eletropaulo nesta última semana, é uma empresa italiana com controle estatal. Ou seja, o Brasil vende o seu patrimônio para as estatais de outros países se beneficiarem do nosso patrimônio e trazerem dividendos para as suas nações. E o pior! Estudiosos da modernidade, iguais a você, batem palmas e acham que isso é o futuro! Futuro para quem? Para nós, brasileiros, com certeza não é!
        Quanto às estatais dos EUA, posso citar várias, de setores como ferroviário (AMTRAK), bancos estatais (Export-Import Bank of the United States), do setor elétrico (Tennessee Valley Authority), e além do mais, boa parte dos aeroportos do EUA são públicos! E apenas para a sua informação, os EUA possuem mais funcionários públicos que o Brasil! E eles não vendem o seu patrimônio público para a especulação estrangeira!
        Vejo que o seu conhecimento do setor público é ínfimo! Aconselho estudar mais. Ou no mínimo, trabalhar de verdade, e conhecer os trabalhadores que dão duro nas suas empresas, sejam elas estatais ou privadas.

        1. Investidor Internacional

          Alexandre,

          Meu conhecimento do setor público é suficiente grande para entender que não precisamos de empresas estatais.

          Não sei da onde você tirou que quem está no mercado financeiro só quer ganhar dinheiro fácil, sem trabalhar ou produzir. Aí você se engana redondamente. Ter um mercado financeiro desenvolvido é fundamental para a economia de um país.

          E tome cuidado ao afirmar que não estudo e não trabalho de verdade, pois você não me conhece e não faz ideia do meu volume de trabalho.

          1. O volume do seu trabalho deve ser compatível com a qualidade do seu site!

  10. O Brasil é um País marcado pelas desigualdades sociais. Ao divulgar indicadores sociais, criados a partir de novas fórmulas, tentou-se atenuar essas diferenças, mas a realidade mostra os números de pessoas em situação de vulnerabilidade: em 2015, havia 20 milhões vivendo abaixo da linha da pobreza, condição das famílias com renda mensal inferior a meio salário mínimo.

    Em grande número dos casos, essas famílias vivem nas regiões remotas dos territórios, sem quaisquer perspectivas de emprego ou de desenvolvimento. Dificilmente algum empresário implantaria as instalações de uma empresa em locais assim, devido às poucas possibilidades de retorno financeiro. Contudo, as estatais não têm como principal foco o lucro, portanto, podem instalar as operações com um viés distinto dos particulares: atender uma necessidade social.

    Uma agência bancária em uma cidade pequena do interior tem um papel importante na economia de toda a região. Dessa forma, ao abrir uma unidade, o órgão contribui não só para a geração de empregos na localidade, mas também favorece o recebimento dos valores pelos aposentados e pensionistas, o pagamento dos salários dos funcionários públicos, além da prestação de serviços que as instituições privadas rejeitariam, em virtude das poucas possibilidades de ganhos.

    Ao assumir as operações de um banco estatal, em 1997, a compradora informou aos usuários o fechamento das operações de inúmeras agências, grande número delas em cidades menores. A decisão foi impedida pela justiça. O Judiciário considerou a função social atendida, e que, sem as agências, aquelas sociedades ficariam desamparadas.

    Da mesma forma, é difícil imaginar uma empresa privada transportando cartas sociais, a preços módicos, de um grande centro para uma região afastada, como fazem os “Correios”. A operação só é possível devido à obrigação atribuída ao Estado, a de manter a comunicação entre as pessoas.

    O serviço público precisa de melhor gestão, muitos precisam sim fechar, mas vários outros infelizmente ainda precisam existir para sanar a brutal desigualdade social do país.

    1. Investidor Internacional

      Olá Fábio,

      Obrigado por comentar.

      Não vejo qualquer tipo de “função social” para uma empresa, a não ser atender uma demanda por produto ou serviço.

      Sempre que existe uma estatal num setor, ela vai distorcer o mercado e gerar desequilíbrios. É por causa da Petrobras que as outras petrolíferas não constroem refinarias no Brasil. É por causa das regalias legais concedidas aos Correios que as empresas privadas estão limitadas no que podem entregar. A Caixa Econômica tem o monopólio do jogo no Brasil. O SUS e as escolas públicas distorcem toda a precificação dos serviços de saúde e educação. Você cria um grande “gap” de preço entre o privado e o “grátis”.

      Sem falar que ficam totalmente expostas a governos corruptos devido ao grande número de cargos comissionados. Não adianta querer melhorar a gestão. A cada 4 anos muda tudo e já vimos no que dá. Os funcionários dos Correios estão arcando com um rombo de 7 bilhões no fundo de pensão. Será que não ficou claro o grande problema a que estão expostos?

      O que o Brasil precisa é de um verdadeiro livre mercado, onde empresas possam ser abertas e atuar livremente, sem apurrinhação por parte do governo. Sem burocracias e taxações absurdas. De forma que seja viável abrir um banco ou serviço de entregas em qualquer lugar.

      Abçs!

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