Estônia – O País Digital

Estônia

Como você pode se beneficiar desse pequeno país que mais parece uma start-up

Eu gosto de acompanhar rankings. Se você já leu alguns dos meus artigos sabe que eu sempre procuro comparações entre países para descobrir quem está melhor do quem. Quer seja pela liberdade econômica, pela facilidade de fazer negócios, pela capacidade de atrair e reter talentos, quer seja pela promoção das liberdades individuais, proteção da propriedade privada e baixa tributação. Em geral, países bem colocados nesses quesitos prosperam e seus habitantes consegue alcançar um alto padrão de vida.

A primeira vez que me deu um estalo sobre a Estônia, foi quando estava pesquisando os rankings de educação no ano passado. No caso, foi este aqui:

Pisa Ranking Estônia

Já tinha ficado fã de Cingapura, tanto que este ranking foi publicado num jornal de lá, o Straits Times. O país ter cravado primeiro lugar em tudo reforçou ainda mais minha admiração. Junto com Hong Kong, Japão e Finlândia, é figurinha carimbada em qualquer ranking educacional. Mas foi o nome da Estônia que me despertou a atenção.

Terceiro lugar em Ciências. Sexto lugar em Leitura. Nono lugar em matemática. No ranking geral, a Estônia é medalha de bronze, apenas atrás de Cingapura e Japão.

Fiquei imaginando como uma ex-república soviética foi parar tão longe. O que eu descobri foi muito além do que imaginava e é sobre isso que você irá ler agora.

Uma breve história da Estônia

A Estônia é um dos três países bálticos, junto com a Letônia e a Lituânia. A Estônia é o que fica mais ao norte, próximo à Finlândia e fazendo fronteira com a Rússia.

A região da Estônia tem sido habitadadesde 6.500 anos antes de Cristo. Mas como é uma breve história, eu irei pular alguns milhares de anos. O país foi ocupado pela União Soviética em 1940, depois tomado pelos nazistas em 1941 e voltou ao controle soviético em 1944. Enfim, só “gente boa”. Com a queda do regime soviético em 1991, a Estônia se tornou independente.

Uma república parlamentar foi formada e hoje o país é membro da União Europeia, Zona do Euro, OECD, Área de Schengen e da OTAN.

Mapa EstôniaDe república soviética para país desenvolvido em duas décadas! Hoje, o país possui alto índice de desenvolvimento humano e é o sexto do mundo em liberdade econômica. Também é destaque no que se refere a liberdades civis e de imprensa. O sistema jurídico é independente e o sistema tributário simples. Possui uma das menores dívidas públicas do mundo, cerca de 10% do PIB.

Quer mais rankings? Primeiro lugar no quesito competitividade de impostos entre os membros da OECD. Primeiro em empreendedorismo no Fórum Econômico Mundial. Primeiro no índice de economia e sociedade digitais da Comissão Europeia, Segundo em liberdade de internet segundo a Freedom House. Octagésimo nono no ranking da FIFA. Ok, este último não importa muito.

Nos dias atuais é um país muito mais parecido com os países escandinavos do que com a Rússia ou outras ex-repúblicas soviéticas. As exceções são os vizinhos Letônia e Lituânia, que também trilham caminhos parecidos.

A república digital

A Estônia possui o maior número de start-ups por habitante de toda a Europa. O Skype foi criado lá, bem como a Transferwise e outras empresas inovadoras que não são tão conhecidas aqui no Brasil.

Não é só isso. Lá 86% das pessoas tem cartões de identidade digitais, 99% das transações bancárias são feitas eletronicamente, 96% das pessoas declaram a renda eletronicamente e 87% da população usa a internet diariamente.

A presidente do país, Kersti Kaljulaid, que tomou posse em outubro de 2016, disse recentemente:

“De certa forma, os processos de papel atuais são como combustível fóssil – formaram-se por gerações de pessoas e legisladores, tornando-se mais complexos ao longo do tempo, com cada vez mais compromissos políticos e aumento da burocracia.”

A Estônia é o país de maior sucesso em digitalização. 99% dos serviços públicos são acessíveis online. Incluindo saúde e educação, bem como a polícia e as próprias eleições. Apenas casamento, divórcio e negociação de imóveis requerem presença física.

Como prova de modernidade, o país é o primeiro do mundo a autorizar testes com veículos autônomos em vias públicas. Também é o primeiro da Europa a regularizar aplicativos como o Uber, que vive tendo dor de cabeça com reguladores do mundo todo.

Agora que você já se localizou no tempo e no espaço e viu que o país parece ter sido obra do Elon Musk, vou falar o que você ganha com isso.

The one and only Estonian e-residency program

Vou traduzir aqui pra você. É o único programa de e-residência do mundo. O que isso significa? Bom, a Estônia é um país com 1,3 milhões de habitantes. Possui um sistema de internet dos mais eficientes do planeta. Quase tudo é digital, rápido e seguro. Tem leis transparentes e é extremamente favorável aos negócios e ao investimento estrangeiro. E aí alguém pensou: Vamos usar isso ao nosso favor!

Esse alguém chama-se Taavi Kotka, presidente de uma das maiores empresas de software dos países bálticos. Em 2005, aos 26 anos, ele assumiu um cargo no governo como Chief of Information Officer. Depois de colocar o país inteiro online, veio a  sacada. Imagino que ele deva ter pensado assim:

“Vamos nos tornar o Uber dos países. Temos apenas 1,3 milhão de habitantes, mas vamos permitir que os outros 7 bilhões possam abrir seu negócio aqui.”

O programa nada mais é que conferir a alguém que não more no país, um status de “residente virtual”, permitindo que essa pessoa possa abrir uma empresa e tenha acesso a todo o sistema online do país. Sabe aquele de negócio de assinatura, reconhecimento de firma, autenticação e mais um monte de papelada inútil que fazemos no Brasil? Isso não existe na Estônia.

E-residency Card
Cartão de e-residência da Estônia

Para se tornar um e-resident, você preenche um formulário no site do governo. Será necessário um documento de identidade, uma foto digital, escolher qual a motivação para fazer o pedido, pagar 100 euros pelo cartão de crédito e escolher onde retirar o cartão. Após isso, o governo fará a averiguação do seu nome. Caso seja aprovado, você precisará comparecer no consulado ou embaixada escolhido para retirar o documento e colher as digitais. Um porém é que a Estônia fechou a embaixada no Brasil. Você precisará ir até Nova Iorque, Lisboa ou alguma outra cidade onde a Estônia tenha representação.

Atualmente são mais de 27 mil e-residentes de mais de 140 países.

Quem se beneficia do programa de e-residency da Estônia?

Empreendedores nômades, que não têm residência fixa.

Empreendedores que vendem serviços online.

Autônomos que trabalham sob contrato ou freelancers.

Empreendedores que querem ter acesso a serviços financeiros e ferramentas de negócio não disponíveis em seus países.

Empreendedores que querem se estabelecer na União Europeia.

Como abrir uma empresa na Estônia?

Vou agora lhe dizer os passos para ter uma empresa na Estônia e a grande vantagem tributária das empresas estonianas.

1º Aplicar e se tornar um e-resident como mostrado antes.

2º Contatar algum provedor de serviço local que será o seu contato no país. Ele, irá lhe fornecer um endereço e será também o seu contador. Pagando esse mesmo provedor, ele costuma fazer os passos 3 e 4 pra você.

3º Você entra no site do governo e preenche alguns formulários. Em geral demora uns 20 minutos para preencher. Há um custo de 190 euros.

4º Se estiver tudo ok, em 3 horas, você recebe a aprovação.

Kersti Kaljulaid
A presidente Kersti Kaljulaid

5º Abrir conta em alguma das Fintechs, como a Holvi ou Transferwise para enviar e receber pagamentos. Caso queira abrir num banco local, como o LHV, é necessário ir pessoalmente até lá.

6º Fazer o aporte de capital para sua empresa começar a funcionar.

Exceto pelo contato e endereço locais, é possível você fazer tudo sozinho, mas pagando um pouco a mais, os prestadores de serviço fazem essa tarefa pra você e lhe ajudam com dúvidas e sugestões. Vai de cada um. De qualquer forma, todo o processo depois de pegar o e-residency, dura uns 2 ou 3 dias.

A vantagem tributária, e isso vale para quem mora lá também, é que as empresas apenas são tributadas quando distribuem dividendos. Se você mantiver e reinvestir os lucros dentro da própria empresa, ela não será tributada.

A outra vantagem é que não precisa falar estoniano. É tudo feito em inglês.

Conclusão

Enquanto o Brasil se estapeia em um caos político e social, a Estônia mostra para o mundo como se desenvolver e aproveitar o que de melhor a era digital tem a oferecer. Não se trata de um paraíso fiscal como costumamos ver. Eles apenas simplificaram e transferiram os serviços para o mundo digital, além de criarem a categoria de “e-residentes” para permitir que todos possam usar essas facilidades.a

E olha que eu não falei que toda essa sociedade digital estoniana é mantida numa blockchain e que eles têm um backup de tudo num super banco de dados em Luxemburgo. E ainda pretendem construir mais dessas “embaixadas digitais” em países seguros para que tudo possa ser restaurado em caso de guerra, desastre natural ou cyber-ataque.

Você pode encontrar maiores informações no site oficial do programa.

Pra finalizar, fica o recado do nosso presidente para a presidente da Estônia:

Tem que manter isso aí, viu?

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Este post tem 76 comentários

  1. Avatar

    Uma duvida que fiquei, com a e-cidadania, tenho direito a passaporte, livre circulação pela Europa (UE), etc?

    1. Investidor Internacional

      Olá Renato,

      Não. Você não tem cidadania e nem visto de residente.

      Como e-residente você tem direito a usufruir dos sistemas digitais para incorporação de empresas e tudo relacionado a ela.

      Abçs!

  2. Avatar

    Excelente artigo!

    Off (sincero):

    Por que você que faz artigos tão brilhantes “defende” um político como Bolsonaro?
    O cara passou toda vida defendendo aumento para funcionário público, foi contra privatizações, elegiou Hugo Chavez, etc.
    “Ah mas ele mudou”. Mudou nada, tá se aproveitando dos deslumbrados.

    1. Investidor Internacional

      Olá Questionador,

      Obrigado por comentar.

      Dadas as atuais opções anti-status-quo, o Bolsonaro é aquela com mais chances. A vantagem dele está na defesa das pautas conservadoras. Quanto à economia é um mistério, mas ele tem demonstrado uma aproximação com as ideias liberais.

      A melhor opção seria a volta da Monarquia e dentre os atuais candidatos, o João Amoedo é aquele com as melhores ideias.

      Como eu sou bem realista, procuro alcançar a minha própria independência, sem necessariamente sair do país.

      Abçs!

  3. Avatar

    Parabens pelo conteúdo II! Vou fazer a minha parte, divulgando o texto e ajudando as pessoas a perceberem que é possível transformar um país em poucos anos. Embora nossa posição nos rankings seja vergonhosa, não tenho dúvida que temos o capital humano necessário para essa mudança.

    1. Investidor Internacional

      Olá Leandro,

      Obrigado por comentar.

      Quanto mais as informações são divulgadas, mais as pessoas terão noção de onde vivem.

      Abçs!

  4. Avatar

    II,

    Fiquei admirada com as posições alcançadas pela Estônia no ranking de Piza. Notei também que a China é o único dos Brics que está presente neste Top 10.

    Pela breve história que você postou, pelo surpreendente fato: “De república soviética para país desenvolvido em duas décadas.”, considerando exemplos afins como Japão, Israel e também outros países que fizeram parte da URSS e que hoje são desenvolvidos, fico tentando entender onde foi que o Brasil desandou como uma clara de ovo que era para ficar em ponto de neve, mas que no final deu tão errado….

    Abraços,

    1. Investidor Internacional

      Olá Rosana,

      Tem uma parte da cultura dos judeus e asiáticos que valoriza muito o estudo, o trabalho e a perseverança.

      Temos muito o que aprender com eles.

      Abçs!

    2. Avatar

      Sobre o teste de educação, eu desconfiou bastante dos chineses. Todo mundo que conheço, diz que eles trapeceam sempre que podem. Mas, acho que o resultado da Estônia é esse mesmo.

  5. Avatar

    Sou e-resident e assino embaixo: tudo facinho e prático. Recomendo!

    1. Investidor Internacional

      Olá Medafighter,

      Obrigado por confirmar que o procedimento é rápido.

      Entre você pedir e eles avisarem para ir buscar o cartão demorou quanto tempo?

      Abçs!

      1. Avatar

        Algo em torno de três semanas. Fui pegar na embaixada em Oslo (estava viajando por lá), pessoal que me recebeu foi super simpático. Demorou menos de 10 minutos na embaixada – eles pegaram digitais, assinatura e me explicaram como usar o cartão.

        Não cheguei a abrir empresa, peguei mais pela curiosidade e para entender mesmo. Com o certificado, pude entrar no portal de serviços do governo deles e é absolutamente sensacional. Só aquilo já valeu os 100 Euros.

        1. Investidor Internacional

          Olá Medafighter,

          Muito bacana seu depoimento. Realmente, eles são muito eficientes.

          Eles te deram o cartão e algum leitor para conectar no PC?

          Pelo que eu entendi, você conecta o cartão no computador para assinar algum documento que precise.

          Abçs!

          1. Avatar

            Exato! Recebi um cartão e um adaptador. O adaptador tem um conector USB. Tudo bem simples, também me mostraram como usar na embaixada, além de haver uma cartinha com instruções dentro do pacote que a gente recebe.

            Depois, é só baixar o software de certificação digital pelo site deles – tudo em inglês, muito bem explicado. Gastei algo entre 30-40 min configurando.

            A partir daí, já se pode assinar digitalmente os documentos.

    2. Avatar

      Olá, tudo bem? Como você fez seu registro lá? Teve um contato específico? Se sim, poderia me passar, 🙏🏻!
      E qual seria a melhor Embaixada para retirar o E-Resident?

  6. Avatar

    Excelente artigo!
    No caso da distribuição de dividendos, para o Brasil ou EUA, como ficam os impostos?

      1. Avatar

        Obrigado.

        Sabe dizer se Brasil tem acordo de tributação com Estônia? Ou vou ter que pagar, adicionalmente, o imposto de renda cheio (digo, sem me creditar do que já foi pago) no Brasil sobre dividendos recebidos no exterior?

  7. Avatar

    Quanto mais conheço os indicadores de outros países, mais vergonha eu sinto do Bananil…

    1. Investidor Internacional

      Olá Francis,

      É pra ter vergonha mesmo.

      Mas se por um lado não conseguimos melhorar os indicadores do país, temos o dever de melhorar os nossos próprios.

      Abçs!

  8. Avatar

    Estonia! Há dois anos ela também entrou no meu radar quando decidi investir em mineração de bitcoins… A empresa? HashFlare… Naquela época, e muito mais agora, sempre haters alertavam sobre golpe, piramide, etc… E o tempo consolidou mais uma boa idéia e oportunidade de investimento por lá

    1. Investidor Internacional

      Olá BJN,

      A Estonia está servindo de palco para muitos negócios digitais. Não sei exatamente o custo da energia por lá, mas a estrutura de internet é fantástica.

      Abçs!

  9. Avatar

    Belo artigo, muito bom o seu trabalho tentando tirar a venda dos olhos do brasileiros para ” enxergarem” o país que vivem, e o que temos muito a aprender com outras nações.
    Abraços

  10. Avatar

    Ótimo artigo. Obrigado por trazer mais informação de alta qualidade. Sucesso pra vc e um ótimo final de ano!

  11. Avatar

    Como um país chega nesse estágio em apenas duas décadas e nós no Brasil não conseguimos fazer nada em mais de 50 anos? O segredo está na cultura, na educação, nas dificuldades que esses países como a Estônia já passaram, e principalmente pela vergonha na cara que eles tem, e nós não temos nenhuma sequer. Somos os campeões na corrupção e copa do mundo, aliás o que mais importa para os brasileiros é a seleção brasileira, o carnaval e os feriados prolongados. O resto não preocupa ninguém. Pelo menos para a maioria. Para mim preocupa muito. O que será do futuro dos nossos filhos e netos nesta República bananeira?

  12. Avatar

    Ainda tô pensando se vale a pena continuar aqui no Brasil. A violência tá foda (um amigo próximo tomou um tiro na perna em um assalto mesmo sem reagir) e na economia ninguém se interessa em mudar. Mentalidade da União Soviética dos anos 70. Povo ignorante que não entende nada de economia e quer dar pitacos (vide a reforma da previdência que tem gente que jura que não há rombo). Nem se o Bolsonaro ganhar isso vai mudar. Ele não conseguiria fazer nada. O Brasil só se tornaria morável se fizessem um novo pacto federativo e os Estados tivessem autonomia como nos EUA. Assim, se um Estado resolvesse soçar demais só é se mudar para outro. Por enquanto acho que vou continuar investindo em LCI e vendo o que acontece

  13. Avatar

    Cómo devo proceder para ser un investidor na Estonia?

    Pretendo también ir morar e tornar-me residente.

    Agradeciendo desde ja.

    Rogerio Rocha

    1. Investidor Internacional

      Olá Rogério,

      O programa de e-residence é para tocar negócios à distância, sem morar lá.

      Para se tornar residente e morar no país é outro procedimento.

      Abçs!

  14. Avatar

    Olá investidor!
    Você conhece brasileiros que conseguiram abrir empresa por esse programa e-residency da Estônia? Você conseguiu?

    Thanks

  15. Avatar

    Olá Investidor!

    Eu presto serviços para uma empresa estrangeira, recebendo pagamentos de fora, e acabo caindo exatamente no público alvo desse programa. Tenho uma dúvida: como funcionaria para eu fazer uso do dinheiro ganho pela empresa na Estônia? Quais são os custos envolvidos nisso? Se eu for para lá e abrir uma conta no LHV, posso usar o cartão de débito para pagar minhas contas no Brasil? Como trabalho de casa, é possível pagar contas, aluguel, etc, como custo de empresa, e ser isento das taxas?

    1. Investidor Internacional

      Olá Ivan,

      Os bancos no momento só estão abrindo conta para empresas que tenham funcionários ou tenham clientes no país.

      O jeito é abrir conta num sistema de pagamentos do tipo Transferwise ou Holvi.

      Abçs!

  16. Avatar

    Qual é a tributação sobre os dividendos ?

    Tendo o e-residence você pode morar em algum pais da união europeia sem ter visto de trabalho, estudante, etc, pois teria empresa na Estonia ? Se for isso é bem interessante a ideia.

    Tem acesso a crédito ?Como são os juros por lá ?Tem ideia de como seria para obtenção de capital ?

    Essas são umas duvidas que me surgiram.
    Obrigado

    1. Investidor Internacional

      Olá Rafael,

      A tributação é de 20% sobre as distribuições de lucro, mas você pode postergar isso até quando quiser.

      Não tem direito a morar não. O objetivo é ter um negócio estabelecido dentro da União Europeia.

      Sim, você tem acesso à crédito como qualquer outra empresa europeia.

      Abçs!

  17. Avatar

    Olá II,
    Parabéns pelo ótimo trabalho!
    Já tinha lido sobre a Estônia no site do Nomad Capitalist, mas depois de conhecer melhor o seu site, me surgiu uma ideia que gostaria de validar com você.
    Daria certo usar esse programa de e-residency para abrir uma offshore na Estônia e, a partir dela, fazer investimentos nas bolsas globais, mantendo os lucros das operações nessa offshore e ainda usufruindo desses lucros através de um cartão de crédito internacional sem precisar distribuir dividendos?
    Obrigado desde já.

    1. Investidor Internacional

      Olá Ricardo,

      É possível, mas não é tão simples assim.

      Em breve darei mais detalhes sobre todo o processo de e-residency e da manutenção de empresa por lá.

      Abçs!

  18. Avatar

    Bom dia,

    Eu sou proprietário de uma MEI, além de investidor. Sabe dizer como mudar a sede para a Estônia ou seria melhor “fechar” a empresa e abrir outra por lá?

  19. Avatar

    Este artigo foi muito bom. Nunca mais tinha visto nada do site, tbm gosto mto de ranking e estimativas e sempre procuro ler e analisar sobre isso. parabéns !

  20. Avatar

    Olá, Investidor Internacional.

    Há tempos acompanho suas publicações e gosto muito. Parabéns!

    Sou duplo cidadão (brasileiro e italiano), já morei na Itália e possuo contas no Reino Unido, Malta, Bulgária, Lituânia, Alemanha, e Itália.
    Atualmente vivo e sou residente fiscal somente no Brasil.

    Gostaria de sugerir que abordasse em suas publicações um panorama que abrangesse também pessoas com dupla nacionalidade, pois acredito que devem existir algumas facilidades relacionadas à finanças para esses sujeitos fora do Brasil.

    Novamente parabéns pelo trabalho.
    Abraços.

  21. Avatar

    Olá Investidor Internacional
    Parabéns pelo ótimo trabalho e excelente post!
    Gostaria de te perguntar se existe algum benefício em se fazer a adesão ao e-residence para pessoas físicas.
    Grato,
    Adriano L

  22. Avatar

    Boa tarde, desculpe minha ignorância, você vê alguma vantagem em alguém ter e-residence para comprar e vender ações no exterior ou até mesmo fazer este tipo de investimento através de pessoa jurídica, com o intuito de pagar menos impostos?

  23. Avatar

    Como mantenho e faço reinvestimento dentro da própria empresa se não posso abrir conta em um banco estoniano online? Não entendi esse ponto. Não entendi como se manejam os pagamentos recebidos

    1. Investidor Internacional

      Olá Célia,

      Você usa fintechs caso não queira visitar o país.

      Se quiser uma conta em banco mesmo, é preciso ir até lá.

      De qualquer forma, existem esses serviços onde é possível fazer e receber pagamentos.

      Abçs!

  24. Avatar

    Olá!
    Tenho uma conta PF em paraíso fiscal.
    Ë possível receber pagamentos de parceiros comerciais do exterior nessa conta, e declarar os impostos no Brasil, na minha PJ local?
    Obrigado!

  25. Avatar

    Saudações, Investidor Internacional, entrar de sócio, how about?
    Belo trabalho.
    Bom trabalho!

    1. Investidor Internacional

      Olá J. Ricardo,

      O que você quer dizer com entrar de sócio?

      Se você ter sócios na empresa estoniana é possível, mas todos devem ser e-residentes.

      Abçs!

  26. Avatar

    Olá, gostaria de saber como fazer para estudar na Estônia ? Existe algum programa neste sentido?

  27. Avatar

    Olá, estou na Alemanha e há um tempo estou ensaiando para aplicar para o e-residency. Sou freelancer e preciso de algo legal para emitir os invoices. Mas não entendi uma parte do seu texto “Se você mantiver e reinvestir os lucros dentro da própria empresa, ela não será tributada.”. Pode me explicar melhor, por favor?

    1. Investidor Internacional

      Olá Jorge,

      A Estônia não tributa a empresa, apenas quando você distribui dividendos.

      Como você mora na União Europeia, seria preciso ver como ficaria sua declaração na Alemanha.

      Abçs!

  28. Avatar

    Como fica a questão de faturamento? Posso abrir consultoria pela Estônia e faturar normalmente para clientes de todo mundo ou teria que verificar as regras de cada país? E no caso do Brasil?

  29. Avatar

    Amei seu texto, clareou muito para mim. Uma duvida: moro na França, sou obrigada a declarar aqui se abro uma empresa como e-resident na Estonia? Preciso também informar ao Brasil?

  30. Avatar

    Se eu sacar meus lucros, 20% é de tributação? E as taxas dessa transferência do dinheiro para o Brasil?

  31. Avatar

    Me tire algumas dúvidas, por favor.
    1) Em Reais, de quanto seria o custo total, para fazer o e-residency e abrir uma empresa de prestaçào de serviços on-line? Sou PERSONAL e dou consultorias on-line…

    2) A retirada do cartão e-residency, poderia ser feita por outra pessoa, ou somente o próprio, pois não existe embaixada no Brasil? Existe algum outro local, para fazer a retirada do cartão?

  32. Avatar

    Boa tarde, Fiquei muito interessada em tirar o e-residency, porém o problema é que no Brasil não tem mais a Embaixada da Estônia.

  33. Avatar

    Abrindo uma empresa na Estônia e com o e-residente é possível abrir uma conta corrente em outro país pertencente a União Europeia?

  34. Avatar

    Ótimo artigo sobre o assunto. Bem explicado e nos deixa com vontade de partir para lugares onde não querem se beneficiar de “tudo e a todo custo”. Vi seu primeiro embate com um leitor que te questionou sobre Bolsonaro, hoje 11 dias após sua posse chama ele e mostre os números do mercado. Dólar despencando, bolsa explodindo de recorde, aceitação máxima do governo por parte do mercado. Tomara que ele destrave o que os antecessores travaram. Voltando a Estônia, em 01 ano farei o certificado. Abraço

  35. Avatar

    Tenho uma empresa de arquitetura no Brasil. Se eu abrir uma empresa deste serviço na Estônia, eu poderia fazer os projetos aqui e emitir um “invoice” para meus clientes brasileiros ? É simples assim ?

    1. Raphael Monteiro

      Olá Felipe,

      Você poderia emitir invoice para clientes de qualquer lugar do mundo.

      Abçs!

  36. Avatar

    Parabéns pelo trabalho Raphael. Você dá assessoria sobre investimentos a partir de uma empresa deste tipo (e-residency?

    1. Raphael Monteiro

      Olá Paulo,

      Sim, eu sou um e-resident e conheço todo o processo para se tornar um, bem como os contatos para incorporar empresa no país.

      Para ter a minha assessoria precisa se tornar membro do Passaporte Internacional.

      Abçs!

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