Como enfrentei os crashes da Bolsa

É bom estar preparado para crashes, porque mais cedo ou mais tarde eles acontecem

Por mais que o site tenha apenas 3 anos, eu já invisto na Bolsa há cerca de 12 anos. Comecei em 2006, comprando ações do Unibanco, Vale e Usiminas. Estávamos no meio do oba-oba de que o Brasil estava decolando. A China crescia exponencialmente e as nossas commodities valorizavam.

Naquela época, tudo o que você comprava subia. De blue-chips famosas até os “micos” mais insólitos. Os fóruns de Bolsa na internet eram uma ferveção. Sempre alguém aparecia com as dicas quentes de ações que iriam “bombar”, mesmo que elas não passassem pelo mínimo critério de análise fundamentalista.

Em 2007 a Petrobras anunciou as descobertas de enormes campos de petróleo do pré-sal. A ação subiu mais de 10% naquele dia. Todo mundo achava que iria ficar rico com a “mais brasileira” das empresas.

O grau de investimento veio no final abril de 2008. Lembro muito daquele dia. Você abria o home-broker e tudo estava verde. Era a visão do paraíso. Após esse dia, o Ibovespa viria a bater 10 recordes em um curto período de tempo, chegando aos 73.516 pontos no dia 20 de maio de 2008.

Tudo estava perfeito até que…



O crash de 2008

De maio a outubro de 2008 o preço das ações despencou. As notícias que vinham dos Estados Unidos eram as piores possíveis. A podridão do subprime estava vindo à tona. Quebra do Lehmann Brothers. Bear Sterns e Merril Lynch sendo absorvidos por bancos maiores. Falência de diversas instituições financeiras. Um efeito dominó que fazia novas vítimas todos os dias. Ninguém tinha ideia do tamanho do estrago.

A cada má notícia americana, a Bolsa brasileira desabava. Você olhava o home-broker, tudo vermelho. Cada circuit-breaker (momento em que a Bolsa paralisa os negócios após uma queda de 10%) me gerava uma gastrite. Eu deveria ter mais de 80% do patrimônio investido em bolsa naquela época. Um dia, sumia um mês de salário. Alguns dias depois, já tinha sumido 6 meses e assim foi indo até o Ibovespa atingir o fundo na casa dos 29 mil pontos.

Apesar de tudo isso eu não liquidei minha carteira em pânico. Tinha muitas ações da Equatorial Energia, uma empresa que atua no Maranhão. As ações despencando e eu pensando “por que bancos quebrados nos Estados Unidos iriam afetar o consumo de energia do Maranhão e as atividades dessa empresa?”. Não fazia sentido.

No alto do meu amadorismo, fiz o mesmo raciocínio para as outras ações e não encontrei onde elas pudessem ser gravemente afetadas pelo calote das hipotecas americanas. Não vendi, mas também não tive a calma de concentrar compras no período de maior estresse. Na verdade, comprei poucas ações e direcionei a maior parte dos novos aportes para os títulos do Tesouro Direto.

Com a saída de dinheiro do Brasil, o governo subiu os juros. O que eu tinha de liquidez foram para a NTN-B principal com vencimento em 2015 e que estavam sendo vendidas com taxas de IPCA + 10%. O meu raciocínio na época foi de que pelo menos na renda fixa, se eu segurasse os papéis até o vencimento, receberia o combinado (exceto no evento extremo de calote), independente do rumo da bolsa.

Apenas no começo de 2009 voltei a comprar ações de forma mais intensa e comecei a investir em fundos imobiliários. À época, tinha observado que os anos seguintes a uma queda forte eram os anos em que a bolsa subia mais. No ano de 2009, a Bolsa brasileira teve a maior alta em dólar em quase 2 décadas. Em Real, o Ibovespa subiu 82%. Podia ter comprado mais, mas para quem estava apenas começando, ter me comportado com cautela foi uma vitória.



O crash de 2015

Em 2015 a situação foi diferente. Foi pior. A bolsa já vinha de 2 anos de queda. A situação fiscal e econômica do país estava se deteriorando. As políticas intervencionistas do governo fizeram um estrago em todos os setores. O PIB caiu mais de 3%. O pior resultado em 25 anos. A indústria encolheu 6%. O comércio caiu quase 9%.

Dessa vez, a queda das ações era reflexo de uma deterioração interna do país. De um problema brasileiro e não internacional. O lucro das empresas listadas na Bolsa brasileira despencou em 2015 e o desemprego subiu 38%.

Em dezembro daquele ano, o Brasil perderia o grau de investimento pela segunda agência de rating e um dos pedidos de impeachment era aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Tudo culminou em 26 de janeiro de 2016, quando o Ibovespa atingiu o fundo na casa dos 37 mil pontos.

E o que eu fiz? Vendi? Comprei? Na verdade, continuei fazendo a mesma coisa. Comprando com prudência. Na verdade, até consegui comprar mais ações durante todo o ano de 2016 em relação a 2008 e 2009, porque tinha muito mais liquidez. Já não cometia a loucura de ter quase todo o patrimônio em ações. O meu teto de alocação em ações na época era de 20%. Poderia cair o mundo que não me causaria gastrite mais. Aliás, olhando a minha planilha de 2016, não vendi nenhuma ação, apenas comprei.

O que isso tem a ver com 2018?

CrashComeçamos 2018 com a Bolsa num ritmo de retomada que se iniciou em 2016 e durou todo o ano de 2017. A inflação está controlada e o desemprego vem diminuindo. A expectativa é de que as reformas sejam feitas e o país volte a crescer. A Bolsa apenas antecipa essa melhora.

Tudo estava bem até que no final de janeiro os Estados Unidos começaram a subir os juros e isso refletiu negativamente no mercado acionário, tanto de lá, quanto de cá.

O mercado de ações americano vem de 9 anos de bull-market, subindo praticamente sem escalas desde 2009. E por mais que as empresas estejam lucrando mais, isso não explica toda essa alta. Muitas empresas aproveitaram as baixas taxas de juros para emitir dívida e recomprar ações, o que inflou o indicador de “lucro por ação”. O valuation das ações americanas também esticou demais. Ao final de 2017, o índice CAPE dos Estados Unidos era de 30,9, enquanto que o do Brasil era de 15,3.

A injeção de liquidez realizada pelo FED durante todo esse período contribuiu para elevar os preços não só das ações, mas também dos títulos de renda fixa. Mais cedo ou mais tarde a “festa” iria acabar. E quanto mais tarde, como pode estar sendo o caso de agora, maior o estrago.

Maior porque o volume de papéis comprado pelo FED ao realizar o Quantitative Easing atingiu a marca de 4,4 trilhões de dólares ao final de 2017. Até 2020, o FED pretende vender 1,4 trilhões de dólares em títulos acumulados. E ao jogar esses títulos no mercado, os preços caem e os juros sobem. E se antes os investidores compraram tudo o que o FED estava comprando, a partir esse movimento pode se inverter com os investidores vendendo o que o FED está vendendo, amplificando futuras quedas.

A expectativa é a de que os bancos centrais da Europa e Japão sigam o mesmo caminho, transformando a expansão monetária em aperto monetário. E tudo isso, se de fato acontecer, deverá afetar negativamente o preço das ações no Brasil, pois os estrangeiros são responsáveis por boa parte do volume negociado aqui.



Agora vamos ver como os investimentos se comportaram nos últimos dois crashes:

2008: Ibovespa -41%, Dólar +31%, Ouro +32%, S&P 500 – 38% (em dólar)

2015: Ibovespa -13%, Dólar +48%, Ouro +33%, S&P 500 -0,7% (em dólar)

A crise de 2008, com origem nos Estados Unidos, refletiu forte aqui, levando o Ibovespa a uma queda acentuada. A retirada de recursos do Brasil fez o dólar subir. O ouro, tido como um porto seguro em períodos de crise também valorizou.

A crise de 2015 derrubou o Ibovespa em 13% no ano e mais 6,8% em janeiro de 2016. Novamente o dólar e o ouro foram os destaques positivos.

O que eu quero dizer com isso é que se houver uma correção no mercado americano poderemos ter um resultado parecido com o que vimos em 2008. Com o problema principal tendo início nos Estados Unidos e se refletindo apenas nos preços das ações brasileiras e não afetando as empresas em si.

Soma-se a isso o fato de que estamos saindo de um período de recessão, onde as empresas tiveram que se ser bastante disciplinadas no uso do capital. Existe também uma enorme capacidade ociosa na indústria.  Cerca de 26% da indústria está ociosa frente aos 20% da média histórica. Isso indica que se de fato crescermos (a previsão é o PIB de 2018 aumentar 2,5%) é possível atender esse crescimento sem a necessidade de grandes investimentos, apenas reativando o que está parado. Este pode ser um fator a mais para impulsionar os lucros das empresas brasileiras.

Enfim, feito o dever de casa das reformas e havendo um crash no mercado acionário mundial, é possível termos uma ótima oportunidade de comprar maiores lucros futuros das empresas brasileiras a preços bem mais baratos.

Conclusão

De tudo o que já aconteceu e do que ainda pode acontecer, eu tirei algumas conclusões:

  1. Ter um plano de investimentos e segui-lo, tanto nos bons quanto nos maus momentos
  2. Uma carteira diversificada em diversos tipos de investimento protege de crises no mercado de ações
  3. Manter a compra de ações no período de crise traz bons resultados no longo prazo (exceto se o Brasil se tornar uma Venezuela obviamente)
  4. Ter ativos de renda fixa pós-fixados e com liquidez contribuem para realizar o item 3
  5. Fundos cambiais e ouro podem contribuir para a realização de hedge

OBS: Este artigo não deve ser considerado como indicação de investimento. Cada investidor tem um perfil e uma propensão ao risco e deve realizar seus próprios estudos antes de investir ou contratar um profissional para auxiliá-lo.




By | 2018-02-13T22:03:56+00:00 13 de Fevereiro de 2018|Crise, Opinião|26 Comments

26 Comments

  1. Guilherme 13/02/2018 at 23:05 - Reply

    Olá II,

    Artigo muito bom e extremamente tempestivo, considerando os últimos acontecimentos nas bolsas globais.

    Concordo plenamente com a sua estratégia, contudo estou tendo problemas em montar esta carteira de Hedge no exterior…

    Como é de seu conhecimento, a renda fixa no exterior (com liquidez diária) é muito pouco rentável, facilmente perdendo para a inflação americana.

    E manter o dinheiro na renda fixa brasileira (bem mais rentável) pode não ser útil, pois no momento de enviar os recursos ao exterior, no meio de uma grande crise, o valor do dólar pode estar muito alto…

    Nesta semana de correção nos EUA, verifiquei que os ETF´s de Bond´s Corporativos tiveram forte queda também… e inclusive verifiquei que os ETF´s de Ouro não corresponderam muito bem como “beta negativo”…

    No momento, apenas estou vislumbrando manter os recursos de Hedge em ETF´s de Bond´s Governamentais de Países Desenvolvidos, a exemplo do IGLO:xlon, em várias moedas: USD, EUR, GBP e CHF. Contudo o Yield dos mesmos ainda é extremamente baixo, e o valor da cota do ETF também varia na bolsa de valores…

    Minha dúvida, portanto, é saber em quais ativos você costuma manter o seu Hedge no exterior e se eles correspondem bem como “beta negativos” em caso de crise nas ações, pagando algum Yield razoável.

    Outra dúvida é se você considera operações com opções e futuros, com as quais eu não tenho a menor experiência ainda.

    Muito obrigado pela atenção!

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 14/02/2018 at 06:45 - Reply

      Olá Guilherme,

      Não faz sentido investir em renda fixa com liquidez diária no exterior. Os juros são muito baixos.

      Mandar dinheiro pra fora no meio da crise também é péssimo. Como você falou, pois o Real será depreciado.

      O porto seguro convencional são os treasuries americanos, mas até eles não garantem muita coisa, pois já são 30 anos de queda de juros.

      O ouro realmente não tem um beta tão engativo assim lá fora.

      Uma escada de bonds de curto prazo pode ser uma boa opção para manter o dinheiro rendendo sem que a desvalorização dos títulos traga muitos impactos, levando em conta que se carregue o título até o vencimento.

      Em breve faço um post sobre ativos que ganham com o mercado em queda.

      Abçs!

      • Luiz 15/02/2018 at 11:11 - Reply

        Olá Investidor Internacional, lá fora eles costumam usar muito títulos com taxas de juros variáveis (ao exemplo do nosso Tesouro SELIC), pois ai o problema de possível desvalorização do título com um aumento dos juros seria um risco que poderia ser eliminado não?

        • Investidor Internacional
          Investidor Internacional 15/02/2018 at 16:21 - Reply

          Olá Luiz,

          Título pós, ou floating rate, é bem mais raro e atualmente rende bem pouco.

          O mesmo se pode dizer das savings accounts e term deposits.

          Abçs!

  2. Simplicidade e Harmonia 14/02/2018 at 06:02 - Reply

    Investidor Internacional,

    Excelente post, era exatamente o que eu precisava para esse momento, em que estava pensando em investir em IVVB11. Percebi que realmente não é um bom momento.

    Gostei dos passos da conclusão.
    Com a Bovespa por volta de 80 mil pontos, acho que é o momento para RF com liquidez diária ou curto prazo, para posteriormente aportes em RV. O problema é que com o IPCA oficial de 2,95% (mesmo com a inflação real infinitamente maior – as compras no supermercado refletem bem isso) e a Selic a 6,75%, todos os investimentos em RF acabaram prejudicados – ao meu ver, de forma artificial, não refletindo a realidade. Diante desse cenário, quais investimentos em RF você consideraria os melhores: TD, LCI, LCA, CDB ou algum outro?

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 14/02/2018 at 06:38 - Reply

      Olá Rosana,

      Eu invisto mais em LCI de bancos médios. Boas taxas e isenção de IR, mas não tem tanta liquidez.

      Eu gosto de fazer uma “escada” de títulos de renda fixa. Procuro casar o vencimento das aplicações para ter alguma coisa vencendo a cada 3 ou 4 meses.

      Abçs!

  3. ANDRE R AZEVEDO 14/02/2018 at 10:52 - Reply

    De fato, II, o crash de 2008 foi meio desesperador para mim também. Eu, entretanto, tinha uma boa posição em um fundo de dólar e apliquei pela primeira vez na prática, a teoria do rebalanceamento da alocação de ativos. Transferi seus lucros para as ações com preço lá embaixo, o que me favoreceu em 2009 e 2010, quando novamente, comecei a rebalancear para o lado inverso.

    E é dessa forma que passei a de 2015 e espero a de 2018 rsrs.

    Também concordo com sua ideia de manter a maior parte do dinheiro líquido no momento. Uso um CDB diário de 104% para isso.

    Abraço!

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 14/02/2018 at 10:59 - Reply

      Olá André,

      Acho que o ideal é bem isso que você fez. Incluir investimentos de hedge e reequilibrar a alocação quando algum escapar demais ou com uma certa frequência.

      Abçs!

  4. Luciano Muller 14/02/2018 at 16:02 - Reply

    Olá II,

    Historicamente a bolsa brasileira rende menos que o CDI.
    Assim sendo, “buy and hold” só funcionaria no mercado de ações americano. Penso que, na bolsa brasileira, ou você só compra na baixa e mantém, ou tenta fazer o impossível “timing” de mercado. Compras regulares tanto nos bons quanto nos maus momentos parece ser uma estratégia que não funciona aqui. Mas mesmo assim é o que 99% dos analistas recomendam, provavelmente baseados em literatura e estudos sobre bolsa em países desenvolvidos. Transplantar livros (Buffett, Lynch, etc.) e pesquisas estrangeiras para a B3 parece não fazer sentido, tendo em vista a soberania da renda fixa no Brasil. Qual a sua opinião sobre QUANDO comprar e vender ações na bolsa brasileira? Tens alguma estratégia? Aparentemente, usas ciclos macroeconômicos brasileiros.
    Também tenho uma carteira diversificada com ações e dólares nos EUA, euros, ouro, criptomoedas, fundos imobiliários e renda fixa brasileira.
    Minha dúvida é específica sobre como operar na B3.

    Parabéns pelo site. Leio todos teus textos e tenho aprendido muito com eles.

    Abraços!

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 14/02/2018 at 19:12 - Reply

      Olá Luciano,

      É possível fazer um buy and hold eficiente no Brasil, mas o seu universo de empresas é reduzido e você precisa selecionar bem. Claro que estamos muito mais sujeito a crises e interferência governamental na economia do que os americanos.

      Quando você define uma alocação de ativos e rebalanceia de tempos em tempos acaba comprando na baixa e vendendo (ou comprando menos) na alta. Importante é definir quanto de renda fixa e variável você quer e seguir o plano.

      Abçs!

  5. Francis 14/02/2018 at 17:58 - Reply

    Muito bom Raphael…!!!!

    Parabéns pelo ótimo artigo…!!!!

  6. Armando 14/02/2018 at 19:07 - Reply

    Achei estranha essa crise de 2008 pq pra mim, um leigo, estava bem clara e vendi tudo em 2007.

    Por aqui, sofremos muitos anos de bolsa no chão, acho que TD não era mal negócio.

    Vejo que essa possível crise pode vir descasada, parecido com 2010 nosso, embora não teremos nova matriz econômica.

    Queria investir lá fora, mas vou esperar a crise chegar. Se bem que a economia real no exterior parece estar saindo da crise com muito suor, apesar da bolsa e QE terem distorcido.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 14/02/2018 at 19:13 - Reply

      Olá Armando,

      O problema de fazer remessa no meio da crise é que o fluxo para fora aumenta e o Real deprecia.

      O melhor momento para fazer é quando aqui está bem.

      Abçs!

  7. Bruno 14/02/2018 at 20:15 - Reply

    Eu abro o home broker do IB e não vejo boas opcoes se compra. Stocks no pico e REITs em queda livre. Tá difícil. Dinheiro parado enquanto isso.
    Tento manter uma boa parte da carteira em dólar, o que amenizaria o impacto negativo do mercado de ações. No mais é ter uma boa concentração em RF pra aproveitar a baixa da RV e rebalancear a carteira pagando barato nas ações.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 14/02/2018 at 21:06 - Reply

      Olá Bruno,

      Eu estava acompanhando e já há algum tempo, muitos gestores com muito dinheiro em caixa sem investir, já observando que o mercado estava caro.

      Ou isso, ou bonds de baixo duration para suportar o impacto que um correção mais acentuada pode provocar.

      Abçs!

    • BPM 19/02/2018 at 08:56 - Reply

      Vai esperar os REIT subirem pra comprar? Se stocks estão altas e REIT baixos, quer comprar em que momento?

      O negócio é analisar os REIT. A maioria continua pagando o mesmo por mês mesmo tendo caído mais de 15% no valor da cota.

  8. Lavandoajega 14/02/2018 at 21:24 - Reply

    Estou justamente tentando comprar ouro e vender os índices S&P e DAX. Espero uma queda de pelo menos 40% até 2019.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 15/02/2018 at 06:12 - Reply

      Olá,

      São opções para ganhar com a queda.

      Só que não acho tarefa fácil adivinhar de quanto ela será se vier.

      Abçs!

  9. Luiz 15/02/2018 at 11:08 - Reply

    Eu acredito fortemente que quando o FED finalizar o ciclo de alta dos juros nós vamos ter problemas enormes, e isso se os problemas já não aparecerem antes do fim do ciclo de alta dos juros. Isso é como aquela brincadeira da dança das cadeiras, enquanto a musica está tocando todos estão felizes dançando, porém é quando a musica para de tocar que as pessoas percebem que a festa era uma ilusão e não havia cadeira para todos.

    Mas no curto/médio prazo eu ainda não vejo nada próximo de um crash, e é só lembrar que no topo histórico da S&P500 ocorreu a corrida bancária do Northern Rock. A própria falência do Lehman Brothers também ocorreu quando a bolsa já vinha caindo mas as coisas ainda estavam relativamente “tranquilas”, depois é que veio o desespero.

    Portanto eu acho que é preciso extrema cautela, porque provavelmente antes de vir o grande crash irão aparecer sinais de que ele está próximo.

  10. Cowboy Investidor 15/02/2018 at 12:32 - Reply

    Olá II,

    Parabéns pelo post. Minha carteira é praticamente toda em RV. Nunca passei por um crash e, sei que vou passar por muitos. A minha estratégia é continuar com ações se a empresa manter os bons fundamentos mesmo caindo a cotação.

    Abraços.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 15/02/2018 at 15:57 - Reply

      Olá Cowboy,

      O problema é a empresa manter os fundamentos, mas o país não. 🙂

      Tivemos anos bem ruins, mas parece que agora vai.

      Infelizmente dependemos do estado para tirar o grande peso sobre nós.

      Abçs!

  11. anomalo 15/02/2018 at 13:03 - Reply

    Outra opção é compra etf (flot por ex.) de renda fixa juros pós (apesar de nao render muito atualmente). Pelo menos o valor da cota é bastante estável.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 15/02/2018 at 15:55 - Reply

      Olá anomalo,

      Bond Floating Rate tem pagado bem pouco. Seria mais para não ficar dinheiro parado na conta.

      Abçs!

  12. [email protected] 16/02/2018 at 12:51 - Reply

    Ola , muito bom seu artigo, por favor estou pensando em mandar um dinheiro para o exterior no bank sank dinamarquês sera que e uma boa ideia.

    • Investidor Internacional
      Investidor Internacional 16/02/2018 at 14:07 - Reply

      Olá stdosreis,

      Imagino que esteja falando do Saxo Bank.

      Entre em contato com eles. Você precisa abrir a conta primeiro e enviar o dinheiro depois.

      Abçs!

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