Museu Nacional do Rio de Janeiro

Será que aprenderemos agora o que não aprendemos em 100 anos?

A terrível tragédia do Museu Nacional do Rio expõe mais uma vez a completa falta de capacidade dos órgãos públicos em gerir qualquer tipo de entidade ou serviço.

Neste vídeo, eu traço um paralelo entre o Museu Nacional do Rio de Janeiro e o Museu Americano de História Natural de Nova Iorque. O que eles têm em comum? Como são administrados? De onde vêm as receitas?

A principal diferença entre eles teve muita importância no incêndio que presenciamos.

[fusion_youtube id=”oP3psHQu7Gw” alignment=”center” width=”560″ height=”315″ autoplay=”false” api_params=”” hide_on_mobile=”small-visibility,medium-visibility,large-visibility” class=””][/fusion_youtube]

 





 

Facebook
Google+
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Este post tem 6 comentários

    1. Investidor Internacional

      Olá André,

      Ouvi essa notícia no rádio hoje cedo. Bom você ter lembrado.

      O estado não faz e não deixa fazer! Mentalidade das mais mesquinhas.

      Viu como no Conselho do Museu Americano de História Natural está cheio de “Israel Klabin”?

      Abçs!

  1. Investidor Internacional,

    Seu video mostra claramente mais uma faceta do nível de atraso do Brasil.

    A lista de doações para o Museu Americano de História Natural de Nova Iorque chega a ser constrangedora se pensarmos que apenas a UFRJ era responsável pela manutenção do Museu Nacional do Rio de Janeiro através de verbas recebidas unicamente do Governo Federal.

    O contraste entre as 2 administrações é clara. Desnecessário falar qual realmente proporciona bons resultados…

    Será que algo vai mudar depois do ocorrido? Provavelmente não, pois a mentalidade brasileira tende a querer o Estado como provedor de todas as necessidades, mesmo no estado lastimável em que o país se encontra.

    Boa semana,

    1. Investidor Internacional

      Olá Rosana,

      Vai tentar explicar pro americano que é quase impossível você fazer uma doação para qualquer órgão público no Brasil. É surreal!

      O Museu do Ipiranga, mantido pela USP, é outro que está fechado desde 2013 e está em péssimas condições. Mais uma tragédia anunciada.

      É impressionante como a mentalidade medíocre de grande parte dos professores e gestores das universidades públicas impede que estes órgãos passem aos cuidados de quem poderia cuidar muito melhor deles. É uma mistura de medo e ódio frente à iniciativa privada.

      Essa é uma das causas do atraso do Brasil.

      Abçs!

  2. Olá investidor,
    Acompanho à uns meses o blog do Corey e vi por lá publicações suas, passei por aqui para conhecer o seu espaço, parabéns até ao momento o que tenho lido é positivo.

    Acho lamentável o que se passou no museu nacional de RJ, perdeu-se história, vossa, nossa (portuguesa) de ambos, e até do mundo. De igual modo, acho lamentável o que se profere agora a respeito desta tragedia. O lamentar. O incutir culpas. Mas para quê? o museu era visitado por quantos mil/diários? Os apoios de conservação, restauro e segurança de quanto era? Vigilância? (são apenas retóricas). São ‘n’ factores que poderiam e penso até que estejam a ser discutidos na v/ rede nacional, mas a verdade é que se perdeu tudo, tudo. Um edifício das dimensões que todos sabemos que tinha, e foi-se, tudo!

    Fico realmente triste pelo que se perdeu, e um pouco irritada pelos milhares que se lembram agora que o museu é cultura.

    Boa continuação 🙂

    1. Investidor Internacional

      Olá colega portuguesa,

      Satisfação receber seu comentário.

      Sim, este fato é lamentável e só mostra o quanto as instituições brasileiras estão apodrecidas e dominadas por ratos sem nenhum apreço pela nossa história.

      Uma tragédia dessas proporções não acontece por acaso. Seja um acidente aéreo, um desmoronamento, ou um incêndio, em geral, é resultado de uma série de fatores que em conjunto criam o que vimos no domingo passado. Quantas verbas foram desviadas? Quanto descaso em manter a segurança? Quanto descaso com as autoridades que jamais visitaram o local? O último presidente a visitar o museu foi Juscelino na década de 60. Muita gente já havia avisado que a situação era crítica e o desastre era iminente, mas os responsáveis pelo museu nada fizeram.

      A sua pergunta “o museu era visitado por quantos?” é bem interessante, mas precisamos ir mais à fundo. Se você assistiu ao vídeo perceberá a diferença entre o museu americano privado e o museu brasileiro estatal. O museu americano tem 31% da receita vinda da venda de ingressos. Eles literalmente precisam atrair visitantes para manter o museu funcionando. Por isso, o museu é cheio de atrações fixas e exibições temporárias. Quando eu o visitei, havia uma infinidade de alunos com professores aprendendo sobre diversos assuntos. No próprio site, há muito material de auxílio a professores.

      Enfim, como tudo que os americanos fazem e justamente por ser privado, eles precisam “VENDER” o serviço de museu como uma grande atração. Por isso, o modelo americano é sustentável. Cada atração precisa ser suficientemente boa para atrair o público. Isso vale para museu, shows, parques, filmes, etc. Por isso, tudo que eles fazem é grandioso. Precisam conquistar o público para que as pessoas continuem visitando. Em Nova Iorque, por onde quer que se anda há algum cartaz de espetáculo da Broadway. Os shows são incríveis e a divulgação é incrível. Isso torna a arte auto-suficiente.

      Já o modelo brasileiro estatal não depende disso. Ele depende de verba do governo. Não faz diferença o museu ser interessante ou ter atrações bacanas para o público. Não faz diferença divulgar. Ele não depende do público, depende do governo. Por isso fracassa. Quando você visita o Rio e eu já fui várias vezes, no hotel você recebe material com indicações de turismo. São oferecidos passeios em favelas, mas não em museus. Tem cabimento? Uma entidade privada faria de tudo para divulgar o museu em cada hotel do Rio de Janeiro, em cada escola do Brasil, em cada faculdade desse imenso país. Se o museu fosse privado, ele iria se desdobrar para criar o interesse do brasileiro em museu. Ele iria se desdobrar para criar atrações, exposições, oferecer apoio a professores e turistas. Iria buscar dinheiro na iniciativa privada, etc.

      Está bem claro o número de vezes que foi oferecido dinheiro ao museu, mas por ele ser parte da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o dinheiro só poderia ir para a universidade e não diretamente ao museu. Quem doaria dinheiro nessas condições? Você não faz ideia do quanto é difícil doar dinheiro para qualquer instituição pública do Brasil. Os acadêmicos brasileiros em sua prepotência e arrogância têm pavor de dinheiro da iniciativa privada. Acham-se tão poderosos que querem controlar tudo. E essa recusa em receber dinheiro e conceder o museu para a inciativa privada foi o que o condenou.

      No outro artigo que escrevi De boas intenções o inferno está cheio eu falo exatamente isso, que essa ilusão de que o estado pode planejar e gerenciar tudo é uma ilusão com resultados catastróficos. E isso se comprova todo dia.

      Meus melhores cumprimentos!

Deixe uma resposta

Posts mais lidos

Fechar Menu