reforma da previdência

A Previdência Social é mais um dos inúmeros motivos para você abrir uma conta fora do Brasil agora

Hoje um dos assuntos do momento é a tão debatida reforma da Previdência. Eu sei que é um porre e você já deve estar cheio de ouvir falar sobre isso, mas como o objetivo deste site foi sempre analisar pela ótica da liberdade individual e propor soluções para contornar os problemas que o estado nos causa, resolvi falar sobre ela.

Antes de mais nada e quem já leu um pouco dos quase 200 artigos que escrevi sabe é importante frisar uma coisa:

NUNCA DEPENDA DO GOVERNO PRA NADA

Estes são apenas alguns dos textos que escrevi a respeito daquele que nos rouba e nos causa uma série de dificuldades:

O governo do Brasil é o seu maior inimigo

5 fatos absurdos sobre impostos no Brasil

Ter esperança ou encarar a realidade?

Dito isso, é fácil perceber que o modelo previdenciário adotado no Brasil é apenas um dentre os inúmeros absurdos que se tornaram parte do cotidiano dos mais de 200 milhões de brasileiros. Esse modelo, chamado de Regime de Repartição Simples, é uma farsa por natureza, pois parte do princípio de que quem paga a Previdência hoje banca os aposentados de hoje. Não há acúmulo de reservas, nem nada. Tudo que sai do seu bolso hoje vai pro bolso de algum aposentado ou fraudador do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social).

Além do modelo se assemelhar a um esquema de pirâmide (apesar de receber recursos de outras fontes), a quantidade de benefícios é tão extensa que dá margem a inúmeras fraudes. Estima-se que 56 bilhões de reais por ano são perdidos para os fraudadores.

Então você paga e o dinheiro some. Aí você reza para que quando você aposentar, os trabalhadores da época paguem a sua aposentadoria. E se o seu dia for demorar muito, não custa lembrar que robôs não pagam o INSS.

Qual a consequência disso?

Esse modelo, além de ser injusto, é insustentável diante do envelhecimento populacional, situação em que o número de aposentados aumenta mais que o número de trabalhadores. Se nos anos 80 havia 9,2 pessoas em idade ativa para cada aposentado, hoje a relação é de 5 para 1, com a perspectiva de cair para 2 para 1 daqui 40 anos (Dados do IBGE).

Para ficar mais fácil visualizar a disparidade entre arrecadação e gastos, veja o gráfico abaixo extraído do G1.

Reforma da Previdência

Como o déficit da Previdência influencia na sua vida?

Quando acontece um déficit tão colossal como esse, o governo pode tomar algumas medidas. Fraudam as contas para a verdade não ser revelada. Geram inflação (emissão de moeda) para cobrir o rombo. Aumentam impostos para arrecadar mais. E, se nada disso resolver, talvez ele tente realmente aliviar ou resolver o problema.

A Reforma da Previdência é uma tentativa de postergar o colapso endurecendo mais as regras (quem quiser aposentar terá que pagar mais e por mais tempo) e corrigindo algumas distorções (aposentadoria em idade precoce com salário integral).

Fraude prejudica você.

Inflação prejudica você.

Aumento de impostos prejudica você.

Como se livrar disso sem precisar fugir do país?

Infelizmente, dentro da Reforma não colocaram (pelo menos até onde eu li), a possibilidade de não pagar a Previdência. Seria o mais justo.

De qualquer forma, existem soluções sim. Claro que se você for funcionário com carteira assinada vai continuar sendo roubado para financiar o INSS. Se tiver uma empresa registrada no Brasil vai continuar pagando CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido). Muitas das atividades regulamentadas no Brasil acabam de uma forma ou de outra financiando a Previdência.

Uma das maneiras mais simples para se livrar deste e dos inúmeros tributos e regulamentações que compõem o custo Brasil é abrir uma empresa em outro país. Já expliquei como abrir uma empresa offshorepor que abrir uma empresa nos Emirados Árabes e como se tornar e-resident na Estônia. São exemplos concretos para que você instale seu negócio internacional, com menor alíquota de impostos (podendo chegar a zero) e muito menos burocracia. Obviamente não é qualquer tipo de empresa que se pode abrir, mas dada a quantidade de negócios digitais ou por meio da internet, as possibilidades são muitas.

Faça a sua própria previdência

A outra questão é justamente a possibilidade fazer a sua própria previdência no país, banco e moeda que preferir. Sua gama de opções é bastante ampla e o dinheiro aplicado será sempre seu. Quer investir nas maiores companhias americanas e viver de dividendos para o resto da vida? Pode. Quer abrir conta em um banco suíço ultra-rigoroso e seguro, com rating de risco AAA? Pode. Saiba que nem a Apple tem rating AAA. Claro que quanto maior for o seu patrimônio, mais portas se abrirão. Por outro lado, também existem instituições que aceitam o pequeno investidor e com menos de 1 mil dólares já é possível começar.

Agindo assim, você realmente acumulará uma reserva de patrimônio que não entrará no ralo de desperdício do estado. Dependerá apenas de você. Se usar também uma estrutura offshore, que os assinantes do Passaporte Internacional que fizeram a assessoria já aprenderam a montar, terá ainda os benefícios extras de redução dos impostos e blindagem patrimonial. Além disso, eles também estão acessando uma seleção de ativos que permitem a montagem de uma carteira de investimentos voltada para renda, como eu mostrei no artigo Como investir para renda no exterior.

Conclusão

Percebeu a quantidade de artigos que eu já escrevi que mostram como você pode isolar seus investimentos e seus negócios das interferências do governo brasileiro, colocando-os em países onde são melhor tratados? É fundamental que você tome as rédeas da sua vida financeira, sem dar chance para o azar. Conforme eu já havia explicado no vídeo Diversificação internacional como pilar para a independência financeira, existem 3 principais bolsos em que o governo meterá a mão quando estiver em dificuldades financeiras: Poupança, FGTS e Previdência Privada. Pensou que eu tinha esquecido dela, né? Previdência privada é melhor que a Previdência estatal, mas ainda deixa você à mercê do nosso governo.

Enfim, com conhecimento e planejamento é possível contornar todas essas dificuldades, acumular e proteger o patrimônio nos melhores países do mundo, operando ABSOLUTAMENTE DENTRO DA LEI.

 

 

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Este post tem 8 comentários

  1. Avatar

    Olá II
    Poderia explicar melhor os riscos em se investir em um previdência privada?
    Acreditava que ela era uma forma de investimento segura.

    1. Investidor Internacional

      Olá Musk,

      O grande problema para tudo no Brasil é que as regras podem mudar no meio do jogo. Você não tem certeza se as regras pelas quais você entrou na previdência privada serão as mesmas de quando você for resgatar.

      Não temos nenhuma segurança jurídica no Brasil. O governo pode aumentar os impostos na hora de você resgatar, pode limitar o valor do resgate, pode congelar rendimentos de títulos públicos que constam no fundo, pode fazer qualquer coisa que quiser.

      Veja por exemplo o caso dos Fundos Imobiliários que vez ou outra alguém quer tributar. Vamos supor que alguém use esses fundos para custear a aposentadoria. Já pensou se do nada o governo resolve tributar? Além de perder, sei lá, 15 a 20% da renda, ainda tomará um prejuízo semelhante no valor das cotas.

      O Brasil é imprevisível.

      Abçs!

  2. Avatar

    Mais um excelente texto, Rafael.

  3. Avatar

    Sou servidor público federal e posso afirmar que a nossa situação é de desespero. O governo quer simplesmente mudar as regras do jogo para todos os servidores públicos (e não apenas para os que ingressarem após a reforma). Isso é injusto pois não há tempo hábil para se constituir um fundo de previdência. O clima aqui em Brasília é de revolta com essa reforma.

    1. Raphael Monteiro

      Olá Hélio,

      Tudo que tem a mão do governo mais cedo ou mais tarde acaba não agradando ninguém.

      Em relação aos funcionários públicos, vi que o desconto em folha de quem ganha mais irá subir nas faixas maiores de salário.

      Não tem para onde correr. O modelo é insustentável. Ou aumenta a contribuição ou diminui o salário da aposentadoria, ou uma combinação dos dois.

      Se isso não for feito, o risco é gerar uma hiperinflação que destruiria a moeda brasileira ou realmente não haver mais dinheiro para pagar (todo mundo fica sem receber), como está acontecendo nos EUA.

      Na minha opinião, o INSS como é hoje deveria ser abandonado, claro que de uma forma que não prejudique quem já pagou ou já está recebendo.

      Para quem está começando agora, a combinação de seguro de vida/saúde + investimentos pessoais/previdência privada faz muito mais sentido, pois cada um faria do jeito que achar melhor.

      Nada pode ser mais simples do que o trabalhador receber 100% do valor, 12 salários anuais, sendo cada salário calculado por horas trabalhadas e fazer com esse valor o que quiser. Pra que complicar?

      Abçs!

  4. Avatar

    Deixar a própria aposentadoria na mão do governo é insanidade total.
    Fora todos os risco de novas reformas, calotes, inflação e atrasos (no RJ, RS e MG os aposentados estão recebendo parcelado) ainda existe o risco cambial do real derreter.
    Obviamente é prudente contribuir também com uma aposentadoria no exterior, nem que seja apenas comprando um ETF como o SP500 todo mês, durante o máximo de tempo possível.

    Abraço amigo.

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