A solução do livre mercado sempre é melhor

Livre mercado

Veja como o livre mercado escreve certo por linhas tortas e torna nossa vida melhor

Quando eu comecei a entender o funcionamento do livre mercado e do sistema capitalista, uma coisa me chamou a atenção. Os efeitos colaterais!

Quando falamos de medicamentos, efeitos colaterais são indesejáveis. São consequências fora daquelas para o qual o remédio foi criado. Mas em se tratando do capitalismo de livre mercado, temos efeitos colaterais bastante benéficos e que muitas vezes não estavam previstos.

Vou dar alguns exemplos.

O uso racional dos recursos

As empresas privadas, ao contrário do estado, farão o que for possível para evitar desperdícios. Como dependem de lucro, reduzir as despesas e aproveitar ao máximo os recursos, é questão de sobrevivência. Por outro lado, como o estado não depende da equação lucro-prejuízo, o desperdício não é combatido como deveria e o que acontece é aquela reclamação de sempre dos gestores públicos: “Faltam recursos”. Já imaginou algum presidente de empresa privada virar para os acionistas e dizer que os resultados foram ruins por “falta de recursos”? Não teria cabimento.

O desperdício dentro da administração estatal é imenso e todos nós pagamos essa conta. Remédios e alimentos vencidos. Funcionários fantasmas ou inaptos para seus cargos. Falta de controle dos gastos e exposição à corrupção. Os exemplos são inúmeros.

Redução dos impactos ambientais

Você já deve ter visto a maneira como alguns políticos e ambientalistas agem em prol do meio-ambiente. Geralmente buscam proibir indústrias, limitar a atividade extrativa, multar ou criar barreiras, custos e burocracia para que se utilize os recursos naturais. Isso não só inibe a atividade empreendedora, como prejudica a economia e a criação de riqueza. Não há como aproveitarmos o conforto do mundo moderno sem impacto ambiental. É isso, ou voltamos a viver em cavernas.

Como o livre mercado resolve isso? Com o desenvolvimento de tecnologia. Hoje, qualquer smartphone substitui os seguintes aparelhos:

  • Telefone fixo
  • Agenda
  • Calendário
  • Bloco de anotações
  • Lanterna
  • Bússola
  • Calculadora
  • Relógio
  • Câmera Fotográfica
  • Gravador de voz
  • Despertador
  • Cronômetro
  • Videogame portátil
  • Aparelho de GPS
  • Rádio
  • Tocador de músicas portátil
  • Espelho
  • Computador (em algumas tarefas, como navegar pela internet e acessar redes sociais)

Viu o tanto de petróleo, metal, madeira e outros materiais que o smartphone poupa sem precisar proibir ninguém de fazer nada?

Fora que é possível acessar jornais e revistas por ele, economizando ainda mais árvores. Inclusive é sempre bom lembrar:

O pen drive e o e-mail salvaram mais árvores que qualquer campanha do Greenpeace

O avanço da tecnologia aliado aos ganhos de produtividade não só beneficiam as pessoas com produtos e serviços, como também indiretamente beneficiam o meio-ambiente devido ao uso inteligente das matérias-primas.

Poluição e mobilidade urbana

Se por um lado o aquecimento global é uma farsa como poucas já criadas, a poluição é um problema real com o qual nos deparamos todos os dias. E nisso, os automóveis tem grandes responsabilidades.

Qual a solução estatal para ela? Limitar a circulação de veículos, com taxação, zona azul e rodízio.

Qual a solução do livre mercado? Uber, compartilhamento de veículos, carros mais econômicos e menos poluentes, carros híbridos e elétricos, combustíveis de melhor qualidade.

Livre MercadoMilhões de pessoas usam o carro para ir trabalhar. O carro fica estacionado e ocioso o dia todo e é usado no fim da tarde quando elas voltam pra casa. O Uber permite que o mesmo carro seja usado para levar diversas pessoas ao trabalho. Se for compartilhado então, leva ainda mais.

Mas o problema principal é o monopólio estatal sobre o transporte urbano. Eu não posso simplesmente passar num ponto de ônibus e cobrar de pessoas que estejam indo no mesmo trajeto que eu. Isso seria ilegal. Beneficiar 3 pessoas com mais conforto, ocupar o espaço vazio dentro do meu carro e receber um valor equivalente ou mesmo menor que o de uma passagem de ônibus seria ilegal. Caronas pagas, inclusive entre pessoas conhecidas, são consideradas ilegais no Brasil.

Quando se trata de transporte coletivo, como ônibus e metrô, a coisa é mais grave. Acho que esse trecho da matéria da Veja sobre o caso Celso Daniel mostra bem o que pode acontecer quando um agente público escolhe beneficiários de algum monopólio:

Em 24 de janeiro de 2002, cinco dias após o assassinato do prefeito, a empresária Rosângela Gabrilli, dona de uma empresa de ônibus em Santo André (SP), procurou o Ministério Público para denunciar que os donos de companhias rodoviárias da cidade eram obrigados a contribuir com uma caixinha para o PT. O valor do mensalão seria proporcional à quantidade de ônibus que cada empresário possuía, à razão de 550 reais por veículo.

Já a reportagem do El País mostra as investigações relacionadas a corrupção no metrô de São Paulo:

A existência de um cartel no Metrô de São Paulo ganhou holofotes só em 2013, quando a multinacional Siemens relatou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) – órgão federal que regula concorrência de empresas – a existência de um cartel que atuou principalmente entre 1998 e 2008 para obtenção de contratos com Metrô e CPTM.

Acho que isso explica muito do porque o transporte coletivo no Brasil é tão ruim e porque o metrô está sempre atrasado em relação às necessidades da população. Só pra efeito de comparação, o metrô de São Paulo tem quase a mesma idade do da cidade do México, mas tem apenas 81 km de extensão contra 225 km do mexicano.

“Uber é tão obviamente uma coisa boa que você pode medir o quanto as cidades são corruptas pela força com que tentam impedi-lo de funcionar” -Paul Graham, empreendedor inglês

Aposto que você já deve ter lido esta frase antes: “País rico não é aquele em que pobre anda de carro, é aquele em que o rico anda de transporte público”. Permita-me então corrigi-la: “País rico é aquele que tem transporte coletivo de qualidade e todas as pessoas, ricas e pobres, podem usufruir dele sem a necessidade de arcar com os custos de um veículo próprio.” Percebeu a nuância da primeira frase, que soa autoritária como se estivesse obrigando as pessoas ricas a andarem de transporte coletivo, em relação à segunda que parte da qualidade do serviço e dá como opção para que todos possam escolher? É assim que se tiram carros das ruas, oferecendo opções melhores.

Num ambiente de livre mercado, qualquer pessoa poderia cobrar pelo transporte em seu veículo e empresas privadas seriam donas de linhas de metrô e responsáveis pela construção e funcionamento delas. É o tipo de serviço com público cativo e que seria bastante disputado pelas empresas.

Assim não é difícil perceber porque, mesmo com toda a criminalização por parte de muitos, o carro é a solução que dá a maior liberdade para as pessoas no Brasil.

Entretanto, os carros também enfrentam um grave problema chamado engarrafamento.

“O engarrafamento no trânsito é uma colisão entre a livre empresa e o socialismo; a empresa privada produz automóveis mais rápido do que o socialismo pode construir ruas e capacidade nas ruas.” – Andrew Galambos

E quem consegue resolver melhor essa questão? Acertou, é o livre mercado! Aqueles funcionários da prefeitura que ficam perto dos semáforos e cruzamentos só servem pra multar e pouco colaboram com o trânsito.

Livre MercadoUma das soluções foi criada em Israel sob a forma de um aplicativo e se chama Waze. Se você mora em uma grande cidade já deve estar usando. O Waze não cobra um centavo de você e o livra de ruas congestionadas independente de onde você esteja. Ele proporciona um melhor aproveitamento das ruas e beneficia inclusive aqueles não usam o aplicativo, pois ao tirar carros dos trechos mais congestionados, ele diminui o fluxo nas vias principais.

Ainda dentro dessa questão do transporte, qual a solução estatal para evitar que motoristas dirijam embriagados? A primeira, caras campanhas publicitárias de conscientização usando o dinheiro público. A segunda, mobilizar uma tropa de agentes e policiais em blitz por diversos pontos da cidade. Eles param e constrangem motoristas, fazem testes de equilíbrio e bafômetro, etc.

Qual a solução do livre mercado? O próprio Uber. Ora, se eu pretendo ir a algum lugar pra beber, sai mais barato e seguro usar o transporte pelo aplicativo do que correr o risco de acidente ou de atropelar alguém. Por que eu falo Uber e não falo táxi? Simplesmente porque o Uber é mais barato, mais seguro e de melhor qualidade. O Uber precisa ser assim, precisa ser competitivo, precisa de clientes. Ele não é um monopólio ou oligopólio controlado como as licenças de táxi.

Reduza os impostos sobre carros e combustível e diminua a insegurança jurídica e trabalhista para você ver quão mais barato o Uber poderia cobrar e quão mais pessoas, principalmente as mais humildes, poderiam se beneficiar desse serviço. O ônibus não passou? Liga o aplicativo!

E agora, qual é a solução mais eficiente, mais barata e que preserva a liberdade das pessoas?

O desemprego e a pobreza

Você percebeu como tudo isso que eu mostrei ajuda a combater indiretamente outros problemas, como o desemprego e a miséria?

No livre mercado é assim, você tira as pessoas da miséria com liberdade econômica, produção e emprego. Percebeu que todos os grandes bilionários do mundo empregam milhares de pessoas? Ninguém fica rico trabalhando sozinho. Muitas pessoas ganham direta e indiretamente com eles e com qualquer um que tenha um empreendimento de sucesso.

Para que eu possa trabalhar, por exemplo, é necessário que uma série de funcionários trabalhem junto, que aparelhos e serviços de terceiros sejam usados. É uma cadeia de produção infinita, gerando empregos e distribuindo riqueza da maneira correta, através do trabalho. Algo impossível de ser replicado por qualquer entidade.

Já o estado quando tenta “combater a desigualdade” ou “elevar os pobres à classe média”, acaba sempre com um efeito de longo prazo indesejado. Seja pelo fato desses planos de combate a miséria serem apenas peça de publicidade, como o antigo Fome Zero, seja por eles não resolverem problema nenhum, como o Bolsa Família.

E sabe porque esses tipos de programas não funcionam de maneira sustentável? Simplesmente porque esses programas não criam riqueza nenhuma. É apenas uma transferência de dinheiro. Das pessoas para o estado e do estado para as pessoas. Inclusive depois que o estado descobriu que poderia comprar o povo com seu próprio dinheiro, o mundo nunca mais foi o mesmo.

O estado contra a tecnologia

Percebeu como as empresas de tecnologia, particularmente aquelas voltadas a aplicativos e internet, estão entre as que mais crescem no mundo? Uber, AirBnB, Waze (adquirido pelo Google), Netflix, Amazon, entre outros.

Isso se dá entre outros fatores pelo fato do governo não ter criado algo para elas chamado (prepare-se para um palavrão dos mais asquerosos) regulamentação.

A regulamentação nada mais é do que políticos e burocratas inúteis e medíocres, que nunca criaram valor para a sociedade, querendo controlar algo que as pessoas mais brilhantes e inovadoras do mundo inventaram.

O burocrata estatal do alto de sua arrogância e prepotência deve pensar assim:

“Peraí, você não pode fazer assim. Você precisa fazer desse jeito, pagar tais e tais taxas. Cumprir essas e essas regras. Não pense que vai ganhar dinheiro fácil com isso. Eu preciso receber a minha parte.”

Percebeu que quando alguma novidade empreendedora surge, os políticos logo se apressam a querer controlá-la. Em São Paulo, o prefeito anterior tratou de cobrar uma tarifa por viagem e agora os políticos estão querendo regulamentar os aplicativos de transporte a nível federal. Não, senadores e deputados, não precisamos de regulamentação dos aplicativos. Deixem que a gente mesmo regula. Prefiro que essas empresas tenham a satisfação dos clientes como único objetivo e não o preenchimento de papéis ou o pagamento de taxas.

Conclusão

O livre mercado é onde tudo acontece e onde a humanidade mais se desenvolve. Quantas soluções para antigos problemas temos visto dia após dia? E quantos problemas o estado tem-nos criado e quanto de inovação estamos deixando de desenvolver e usufruir graças a mão grande e pesada dos políticos?

Quanto menos o estado interferir em nossa vida, maior liberdade teremos para viver e alcançar nossos objetivos. E se algum dia você chegar a conclusão que a solução para algum problema virá do estado, pare e reflita. Você estará errado.

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Este post tem 20 comentários

  1. Avatar

    Artigo sensacional

  2. Avatar

    Concordo com vc, as pessoas deveriam abrir a perspectiva que tanto ricos como os pobres têm direito a um bom transporte. Eu vendi o meu carro e estou andando de UBER , mas as críticas partem de todos lados desde dos que estão acima de mim , ricos, como até a doméstica , como ficar sem carro fosse uma ofensa a ambos, pelo pouco q sei na Europa é normal andar sem carro.por que o transporte público funciona. Aí vem os políticos brasileiros querendo acabar com o UBER, vai ser um retrocesso. É isso ai, obrigada pelo seu artigo por que fez eu ter a certeza que não estou errada, ainda estou contribuindo para os desempregados que encontraram no UBER uma forma de sobreviver digna e para o meio ambiente de alguma forma.

    1. Investidor Internacional

      Olá Hellen,

      Exatamente. Se você tem essa possibilidade de usar UBER e não precisar comprar carro, é ótimo. O mesmo vale para quem mora e trabalha perto do metrô.

      Infelizmente não é o meu caso.

      Abçs!

  3. Avatar

    Muito bom, amigo! Novamente, fico feliz de ler um blog que procure esclarecer para as pessoas o peso que o Estado traz à toda a sociedade, e como a melhor solução para tudo isso é o livre mercado. Eu sei, por experiência própria, que não é fácil escrever algo tão óbvio e ver tanta gente nesse país ainda votando por supostos “direitos” sem ter ao menos, um mínimo de responsabilidade própria!

    Abraço!

    1. Investidor Internacional

      Olá André,

      Obrigado por comentar.

      As soluções estão na nossa frente, mas interesses ocultos estão sempre tentando evitar esses avanços.

      E se o estado simplesmente deixasse as pessoas em paz, dificilmente estaríamos nessa situação.

      Abçs!

  4. Avatar

    Se me permite um off:

    Qual sua análise dos acontecimentos da Arábia Saudita nos últimos dias?

      1. Avatar

        Obrigado pela resposta.

        Como o assunto tem relação com o badalado IPO da Saudi Aramco queria saber sua opinião.

        Fiz um post no meu blog a respeito.

  5. Avatar

    É meu amigo, estamos num mato sem cachorro. Foi bom o exemplo do Uber.
    Essa desgraça tende a aumentar a medida que mais tecnologias disruptivas sejam concebidas. Principalmente pq na tecnologia reside a chance de devolver o poder ao povo. Sou suspeito para falar, pois sou programador, mas quer mudar o mundo: escreva código. Posso estar completamente errado, mas sinceramente, não vejo alternativas que nos levem (Brasil) a tal liberdade econômica a não ser tecnologia como recurso para hackear o sistema. Não necessariamente burlando, mas gerando mudanças drásticas na realidade é no convencional. Vide internet, msg instantâneas, redes sociais, apps, streaming, serviços colaborativos, moedas digitais, etc. A tecnologia só pode ser a nossa saída.
    Estou triste que vi que ano que vem terei que deixar 18% da minha renda de profissional autônomo para esse pseudo governo, um governo que contribui ZERO para a área e profissão. Você não consegue crescer, quando encontra uma oportunidade logo é sufocado.
    Como sonhar com o livre mercado dado q a cada dia somos mais e mais pressionados pelo sistema? Quebrando tudo: criando uma nova realidade ou literalmente.

    Obrigado por compartilhar!!

      1. Avatar

        Olá Investidor Internacional,

        Sim, trabalho remoto e estou lendo/pesquisando sobre isso. Obrigado por compartilhar o link.

  6. Avatar

    Ótimo artigo, II! Pra tudo na vida, as coisas só funcionam quando pesa no bolso!

  7. Avatar

    II,

    Sou adepto do livre mercado também, no entanto não podemos deixar de pensar como resolver outros problemas que são mais difíceis de serem resolvidos como no caso dos extremamente pobres e das grandes favelas.

    Na minha opinião a educação é a melhor maneira de resolver isso, porém é muito demorada. A cultura do brasileiro é complicada.

    Quando o uber surgiu eu me senti um Harvey do Suits quando chegou um carro de luxo preto limpinho com um motorista de terno. Logo pensei:eu que deveria ser o motorista desse cara! O serviço foi ótimo. Logo após descobri o uber X e as corridas ficaram mais baratas e com qualidade. Isso foi em Brasília. Já no Rio de Janeiro não foi bem assim. Quando chamei veio uma senhora mal vestida com um Siena bem velho. Ela foi simpática mas a a qualidade não foi a mesma.

    Esses dias em Porto Alegre precisei de um uber e esperai mais de 15minutos até que o motorista desistiu da corrida. Neste meio tempo passaram uns 5 táxis mas como sou adepto do livre mercado, sempre prefiro pegar o uber. Após chamar outro uber e espere uns 10 minutos, a mulher que veio me atender disse que isso tá super normal hoje. O motorista vai te buscar mas no meio do caminho pode cancelar a corrida e pegar outr mais fácil ou mais longa.

    Sei que a regulação deve ser pela avaliação no aplicativo pra tentar invalidar o motorista mas ainda assim fica demorado e difícil. Neste ponto quero deixar claro que dificuldades vamos enfrentar com o tempo. O serviço começou excelente mas já não está tão bom assim.

    Outro ponto que gostaria de ouvir sua opinião é sobre a educação e assistência aos extremamente pobres. Temos pessoas nas favelas principalmente no RJ que vivem uma situação caótica e com isso crescem desta maneira e acabam achando que aquilo é normal. Muitas não tem direito a assistência nenhuma e muito menos sabem que podem fazer algo para melhorar seus padrões de vida.

    Penso que o livre mercado é muito bom mas em alguma área o governo vai ter que atuar. É um assunto muito vasto para ser discutido e trazer soluções a debates pode ser muito saudável para disseminar uma nova cultura.

    Abraço.

    1. Investidor Internacional

      Olá BPM,

      Obrigado pelo comentário.

      Quanto à questão do Uber, percebo que eles começaram em um padrão alto, o UBER Black, para consolidar o serviço como alta qualidade. Eram mais seletivos quanto aos carros e padrões. Mesmo assim era mais barato e melhor que os táxis comuns. Depois trouxeram o UBER X pra baratear ainda mais e aceitar carros mais simples. Com a crise, muita gente sem nenhuma experiência se aventurou no UBER para pagar as contas, o que fez a qualidade despencar. Já peguei um motorista que se atrapalhou e subiu com o carro na calçada.

      Erros e acertos fazem parte do negócio. Hoje, já temos outras opções como Cabify e 99. E temos os táxis de sempre. Cabe a cada pessoa individualmente escolher o serviço que lhe agrada. O que não pode é impedir as empresas e pessoas de trabalharem nesses ramos. Você poderia muito bem ter pegado um táxi quando o Uber demorou, mas foi escolha sua.

      Não podemos nos esquecer de hoje são mais de 500 mil motoristas que atendem pelo Uber e o utilizam como fonte de renda. Imperdir os aplicativos é tirar toda ou parte da renda de meio milhão de pessoas.

      A questão da extrema pobreza é bastante relevante. O único auxílio estatal que eu acho correto é não atrapalhar. Não atrapalhar com excesso de regulações, seja econômica ou no trabalho. O Brasil está em 125º no ranking de facilidade para fazer negócios no mundo. É muito ruim. É péssimo. Isso impede a produção de riqueza.

      Os países mais livres e com maior facilidade para negócios são os que enriquecem. Não são aqueles que o estado tem mais escolas ou onde promove maior assistencialismo aos mais pobres. Em 2015, 25% dos brasileiros eram beneficiários do Bolsa Família, um número astronômico. Resolveu alguma coisa? Saúde, educação e assistencialismo estatais são sacos sem fundos para se jogar o nosso dinheiro. Nunca será suficiente.

      Vejo hoje um desbalanço entre o número de pessoas e o número de vagas de emprego, tanto que o índice de desemprego está acima de 13%. Ora, o que deve ser feito? Gerar mais empregos pela abertura de novas empresas. E pra abrir mais empresas, deve-se tirar todos os obstáculos para investimentos, produção e comércio.

      A outra questão é que não temos um ambiente de segurança pública e jurídica. Seja pela ineficiência das forças de segurança estatais, seja pela restrição ao uso de armas pela população. O estado não protege e nos impede de nos proteger. Termina no genocídio que vemos dia após dia e em muita gente indo embora do país.

      Também sou a favor da caridade e da filantropia quando realizadas com dinheiro próprio ou de doações. Nunca de forma coerciva. É algo que se perdeu, inclusive porque o governo nos esfola tanto com impostos e se mete muito nessa área. Antigamente, era comum ajudar o fulano de tal que era uma boa pessoa, mas estava com dificuldades. Hoje, as pessoas não precisam ser “boas” para receber auxílio.

      Acho que me prolonguei bastante, mas acho que ficou mais claro.

      Abçs!

  8. Avatar

    Entendo e concordo com seu ponto de vista. Gostaria muito de um bate papo sobre esses assuntos.

    Como sou adepto do livre mercado, sempre fico me perguntando o que a outra parte questionaria para poder ter respostas diretas e objetivas com soluções.

    Isso tudo que você comentou é no todo, no geral. Eu me refiro a pontos mais específicos. Veja bem, retiremos toda a emoção e opinião sobre as regulações do governo. Mas as defendo de modo algum mas qual seria a solução para os reais problemas que temos?

    Uma coisa são as regulações que são ridículas e outra coisa são as mazelas e pobreza extrema. Dar dinheiro não resolve então algo deve ser feito. Simplesmente criar mais empregos pode não resolver pois as pessoas de extrema pobreza não têm nem cultura suficiente pra isso. É isso que me refiro. Aquelas pessoas um pouco esclarecidas eu acho que tem que correr atrás mas existem pessoas que não tem essas condições, pessoas do extremo interior, pobres, analfabetas.

    Quem tomara conta deles? Minha visão é que o estado deveria se preocupar é com isso é não se eu quero dirigir meu carro pra te levar ao trabalho e receber 10 reais por isso. O foco tá completamente errado.

    O assunto é extenso e se for demais pro blog a gente para e deixa pra quando nos encontrarmos um dia em Dubai. Kkkkk

    Abraço.

    1. Investidor Internacional

      Olá BPM,

      Tem certos problemas que não se resolve de maneira direta, como por exemplo distribuir dinheiro para pobre.

      Como uma pessoa em extrema pobreza não tem condição de trabalhar??? E aquele monte de chinês, paquistanês, malaio, bangladeche, montando todo o tipo de bugiganga nas fábricas asiáticas para exportar para o mundo? Que formação que eles têm?

      Outra é que graças às nossas leis é proibido você empregar alguém e pagar com moradia e comida. Você precisa pagar salário mínimo e todos os penduricalhos. A lei do salário mínimo eleva a barra que marginaliza muita gente. O que salva essas pessoas é a informalidade. Odeio vendedor e gente querendo limpar o vidro do carro em semáforos, mas entendo o lado deles.

      Você já viu a quantidade de bolivianos em São Paulo? Tem um monte trabalhando em confecções no Brás. Vez ou outra o governo vai lá e fecha dizendo ser trabalho escravo. E aí? Fica tudo desempregado agora? Claro que não concordo em manter uma pessoa em cárcere privado, com o passaporte tomado, mas é preciso ver até que ponto não era apenas algo além do que prega a excludente lei trabalhista do que realmente trabalho escravo.

      Nunca se esqueça que o estado é formado por políticos e seus apaniguados.É a escória da humanidade.

      Abçs!

  9. Avatar

    De qualquer maneira não acho tão simples assim. A realidade dentro das comunidades extremamente pobres é diferente. Precisa ir lá dentro e vivenciar um pouco pra entender. Precisa ir lá e tentar por em prática tudo isso que falou e é assim que a gente percebe as dificuldades.

    No caso de chinês e demais que citou, eles são considerados escravos em sua maioria. Muitas das vezes os empresários que os “empregam” têm lucros absurdos em prol de pessoas que passam necessidades trabalhando. Claro que é bom pra gente que investe e que a empresa lucre mais mas a que custo?

    Fato é que existem sim pessoas que necessitam de auxílio e não estou dizendo auxílio financeiro como as bolsas que tem por aí. Acredito que deveria existir um programa de educação e de colocação no mercado e esta parte é dever do Estado. Ele deveria existir para corrigir essas distorções e não pra deixar como está e ficar só regulando os impostos cada vez mais.

    O problema dos políticos é o uso errado deles. Por isso gosto de Sun Tzu, corte a cabeça do general e todos te respeitarão.

    Abraço!

    1. Investidor Internacional

      Olá BPM,

      Faltou citar o Pronatec. 🙂

      O sujeito sai da miséria fazendo algum trabalho insalubre em alguma fábrica, nem que for pra receber comida e moradia, se a lei permitisse. Ou mesmo fazer o trabalho dito informal, desde que a polícia não venha levar a barraquinha de bugigangas que ele esteja vendendo. Na ótica dele, essas situações seriam melhores do que não ter nada. Concorda? Por isso, os chineses e bangladeches vão trabalhar naquelas condições. Porque a situação anterior era pior. Hoje, quase 20 anos depois da abertura chinesa, o trabalhador de fábrica chinesa já ganha mais que o brasileiro. O investimento em produção lá tem sido tão grande que acaba impulsionando os salários.

      Auxílio estatal não funciona. Lembra que desviaram recursos que iria ajudar os atingidos por enchentes e deslizamentos no Rio? Não podemos nos esquecer que o Estado é composto pela escória da humanidade. Pedir ajuda pra ele tem sempre um resultado que não é nada do plano inicial.

      Programa de educação estatal já existe e é uma lástima. Converse com um professor de rede pública, como eu fiz hoje e verá o quão lamentável. E pra colocar alguém no mercado de trabalho, primeiro precisa ter vaga. E vaga é criada pela livre iniciativa, que investe em lugares mais viáveis para ela.

      Abçs!

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