Ações da Disney: como comprar?

ações da disney

Quase 100 anos de história e uma marca conhecida no mundo todo

The Walt Disney Company foi fundada em 1923 e de lá para cá se tornou uma das companhias mais famosas do mundo.  Hoje é uma empresa global de entretenimento em todos os níveis, seja na TV, no cinema, na internet ou nos parques de diversão que se encontram em diversos países.

Se você tem o interesse de investir neste negócio e comprar ações da Disney (NYSE:DIS), este artigo irá ajudá-lo a conhecer mais a empresa.

Um pouco de história

Quando Walt Disney chegou na Califórnia em 1923, ele tinha interesse em apresentar um pequeno filme que tinha produzido chamado “Alice’s Wonderland”. A ideia era de que ele serviria de piloto para uma série retratando a personagem do título.

Acredito que pouca gente até hoje sabe que este é na verdade o primeiro filme de Walt Disney.

Os irmãos Disney, Walt abriu o estúdio como sócio do irmão Roy, conseguiram distribuir a série de Alice, que foi produzida por 4 anos.

Em 1927, ele passou a produzir o desenho animado “Oswald the Lucky Rabbit”. Foi quando os Disney foram passados para trás. O distribuidor ficou com os direitos do desenho e o tirou os irmãos da jogada.

Precisando criar um novo personagem, Walt Disney criou então um rato chamado Mickey! Os dois primeiros filmes não foram bem aceitos, pois ainda eram mudos e som estava revolucionando os filmes.

Então ele criou um terceiro, que é este abaixo:

Com a popularidade do desenho, Disney começou a vender a licenciar merchandising, até hoje uma enorme fonte de receita para a empresa.

Em 1934, Walt resolveu fazer o primeiro longa-metragem. Todos no estúdio foram céticos em aceitar a ideia, mas a Branca de Neve e os Sete Anões, após 3 anos de trabalho para ser feito, se tornou o filme de maior bilheteria da história do cinema em 1937.

Daí em diante, a história do cinema animado nunca mais foi a mesma. Pinóquio, Fantasia, Dumbo e Bambi foram os filmes que mantiveram os estúdios Disney nos holofotes.

Como Disney era um eterno insatisfeito, percebeu que quando levava os filhos para  os parques e zoológicos da época, os adultos ficavam sentados nos bancos e apenas as crianças se divertiam. Pensou “Por que não um parque em crianças e adultos possam se divertir juntos?”. Após muito planejamento, em 1955, estava inaugurada na Califórnia a Disneyland.

Walt não viveu para ver o Walt Disney World da Flórida pronto, sonho realizado apenas por seu irmão Roy, que faleceu  alguns meses depois da inauguração.

A Walt Disney Company hoje

Atualmente, a Disney expandiu ainda mais em relação ao que ela era no passado, adquirindo novas companhias que produzem conteúdo sob o seu guarda-chuva.

No geral podemos dividir a Disney em 4 segmentos:

  1. Mídia
  2. Parques, Experiências e Produtos
  3. Estúdios de entretenimento
  4. Produtos de consumo e internacional

A parte de Mídia é responsável por cerca de 40% da receita (dado do 1º trimestre de 2020) e engloba a programação de TV (ABC, A&E, History, Lifetime, ESPN, etc), bem como rádios e estações de TV.

Parques correspondem a 30% da receita e inclui os parques temáticos da Flórida, Califórnia, Paris, Tóquio, Xangai e Hong Kong.

Estúdios são responsáveis por 14% das vendas e deles fazem parte a Walt Disney Pictures, a Walt Disney Animation, a Pixar, a Marvel, a LucasArts e a 21st Century Fox.

Produtos de consumo e internacional correspondem a 23% das vendas e inclui todos os produtos vendidos com a marca Disney, incluindo jogos eletrônicos.

A mágica da Disney

A Disney é um dos maiores contadores de história do mundo. Desde a década de 20, suas produções têm conquistado crianças e adultos de todas as partes mundo. Não só suas histórias são atemporais, como também elas conseguem encantar a audiência de diversas culturas.

Além de ser capaz de criar uma infinidade de histórias que agrada ao pública, a Disney soube adquirir outros estúdios e produtoras que possuíam as mesmas qualidades, como foi o caso da Pixar de Steve Jobs, da Marvel, da LucasFilm de George Lucas e por último da 21st Century Fox.

Esse portfólio incrível de estúdios e personagens conhecidos no mundo tem resultado numa série sem precedentes de blockbusters que chegam aos cinemas diversas vezes por ano.

Ao mesmo tempo, ela consegue extrair mais dinheiro desses personagens criando ou licenciando produtos que agradam fãs de todas as idades.

E mesmo sendo uma empresa quase centenária, ela está atenta aos novos tempos. A parte de streaming da companhia chegou fazendo barulho e o Disney+ já se tornou um sucesso.  Além disso, ela ainda possui a ESPN+ e a Hulu, que também tem crescido fortemente.

Desafios de 2020

2020 tem sido um ano bastante difícil para a Disney devido ao fechamento dos parques e dos cinemas, que eliminaram duas das maiores fontes de receita da companhia.

Mesmo com os parques reabrindo, a volta dos turistas ainda pode demorar, dado que a rotina das pessoas, incluindo vida profissional, escolar e férias tem sido bastante afetada. Em geral, as viagens à Disney requerem um certo planejamento, particularmente do público internacional.

Do lado dos filmes, ainda não existe uma data certa para os cinemas voltarem à normalidade, mas ensaia-se uma abertura de salas nos Estados Unidos no final de agosto. Entretanto, a volta do público da forma como era antes deve demorar ainda mais.

É algo que já está pesando nos resultados da empresa.

Evolução da ação e resultados

No gráfico abaixo temos a evolução do preço da ação, da receita (em vermelho) e lucro por ação (em laranja) da Disney nos últimos 10 anos:

Conclusão

A Disney é uma das forças dominantes no setor mundial do entretenimento. Possui marcas e personagens icônicos que são sucesso em públicos de todas as idades.

É um tipo de negócio difícil de replicar. Desde a Branca de Neve até a Frozen, tudo foi construído e aperfeiçoado durante quase um século de dedicação na arte de contar histórias e divertir as pessoas.

Com a resolução da pandemia e distanciamento social, que têm prejudicado a empresa, ela deve voltar a apresentar os bons resultados que estava conseguindo antes.

Portanto, as ações da Disney são uma alternativa para quem deseja ser sócio de um negócio altamente lucrativo e com fortes perspectivas, mas que passa por um período turbulento.

Aviso: Declaro que não sou analista de valores mobiliários. As informações discutidas no artigo possuem propósito educacional e refletem única e exclusivamente meus estudos, pesquisas e opiniões. Não devem ser consideradas como recomendação de investimento.

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Este post tem 10 comentários

  1. Avatar
    YNVEST

    Ainda num bom momento pra encarteirar. Quem tinha alguma reserva em março realmente foi uma bela oportunidade na casa dos 80 dol.

    1. Raphael Monteiro

      Olá YNVEST,

      Empresas boas passando por problemas temporários costumam ser boas oportunidades de investimento.

      Abçs!

  2. Avatar
    Marco Aurélio

    Obrigado por compartilhar essa história!’
    Seguramente “ a roda”( ou “ as rodas”) voltarão a girar, e a compahia continuará gerar bons frutos ao investidor.

    1. Raphael Monteiro

      Olá Marco Aurélio,

      Exato. Daqui alguns meses estará tudo funcionando normalmente.

      Abçs!

  3. Avatar
    Marcelo

    Olá Raphael! Excelente texto! Também acredito que DIS é uma cia que conseguirá passar bem por esse momento difícil da economia mundial, devido à sua diversificação de fontes de resultado, e sua cultura de crescimento contínuo na área de entretenimento. É uma das maiores posições na minha carteira de stocks. Abraço.

    1. Raphael Monteiro

      Olá Marcelo,

      A empresa é boa como um todo e essa crise acertou em cheio suas principais fontes de receita.

      Acredito que consiga sair dessa e preservar os diferenciais.

      Abçs!

  4. Avatar
    A

    Sou acionista e bastante feliz de ser sócio dessa empresa.
    Você pode comentar sobre a saída recente do Bob Iger?
    Muita gente dizendo que talvez essa mudança não tenha sido ideal, principalmente nesse momento.
    Até porque o Iger foi um ótimo CEO.

    1. Raphael Monteiro

      Olá A,

      O Bob Iger foi muito bom para a empresa, exceto pela equipe que ele colocou na LucasArts. Conseguiram destruir a trilogia Guerra nas Estrelas.

      Não acho que vá mudar muito agora, porque o atual CEO já era executivo do alto escalão.

      Abçs!

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