Atacando a raiz do problema

raiz do problema

Até quando o Brasil será o país das gambiarras?

Tenho tentado me isolar de qualquer discussão política, social e etc, mas às vezes um fato isolado qualquer toma uma proporção tão grande que acabo ficando sabendo.

Nas últimas semanas, houve uma discussão gerada pelo tal programa de trainee para negros do Magazine Luiza. Minha motivação aqui não é nem discorrer sobre isso exatamente, mas sobre todos os assuntos que são atraídos quando essa discussão vem à tona. “A culpa é do racismo estrutural”. “Pobre não tem oportunidade”. “Cota é a solução”.

O que poucos percebem é que nada disso que 99% do que as pessoas discutem chega perto de resolver qualquer tipo de problema. É como resolver o cubo mágico na base do pincel e tinta.

Você quer um mundo mais justo?

Os maiores genocídios da história recente do mundo tiveram como uma de suas bases a construção de um mundo mais justo. A ideia de organizar a sociedade através de um molde que torne todos iguais terminou com mais de 100 milhões de mortos. Mesmo assim, muitos ainda (alguns sem perceber) acabam defendendo a igualdade econômica como uma meta a ser alcançada pelos países.

Coloquei igualdade econômica em destaque, porque esse é basicamente o objetivo final de todo justiceiro social. Tudo se resume ao “problema” de haver pessoas mais bem sucedidas financeiramente do que outras.

Como eu já abordei no artigo “Desigualdade é uma benção“, o padrão de vida que temos hoje é resultado do trabalho de pessoas que criaram soluções usadas por bilhões de pessoas no mundo e neste processo ficaram ricas. Quebrar esse mecanismo é quebrar tudo aquilo que criou 99% da riqueza já gerada desde o que o ser humano existe.

Existe, claro, a desigualdade baseada nas competências individuais e existe aquela desigualdade natural, que é de nascimento, que não tem como “corrigir”. Não se pode escolher em qual país ou de qual mãe você irá nascer. Isso não tem como mudar. A não ser que você queira viver no Admirável Mundo Novo.

Falando em desigualdade, o mais incrível é que as pessoas que querem corrigi-la sempre pensam nas pessoas mais bem sucedidas do que elas e nunca nas menos. Você nunca verá alguém dizer “Precisamos corrigir a minha desigualdade em relação ao andarilho que vaga pelas estradas sem tomar banho e se alimentando de lixo.” Esse tipo de pessoa sempre irá dizer “Tem gente ganhando mais dinheiro que eu e esse dinheiro precisa ser dividido comigo.”

Corrigir a desigualdade não é importante. Importante é que haja condições para melhoria do padrão de vida de todos. É disso que o mundo precisa. É disso que falarei agora.

A pergunta fundamental

Já publiquei dois artigos do economista Per Bylund e ambos traduzem de forma bastante simples questões aparentemente complexas. A frase que eu gosto está fixada no Twitter dele e é essa:

O que causa a pobreza? Nada. É o estado natural, o padrão, o ponto de partida. A questão real é: o que causa a prosperidade?

São 25 palavras que refutam todos os argumentos de todos os justiceiros sociais de todos os tempos.

Pobreza é basicamente a falta de riqueza. Se determinado grupo de pessoas é pobre é porque não acumulou riqueza.

E como produzir riqueza? Gerando valor para os outros.

E o valor é gerado como? Por meio do trabalho.

O trabalho precede a educação

Então para uma determinada sociedade enriquecer, você precisa antes de mais nada criar condições que estimulem o trabalho e a criação de riqueza. E isso é conseguido por meio do empreendedorismo, do comércio e da industrialização.

E onde o Brasil está inserido nesse ambiente de facilitar  os negócios e a livre iniciativa?

No ranking “Doing Business” de 2019 estamos em 124º lugar. Sim, 124º, à frente do Paraguai e atrás do Senegal.

Esse ranking avalia os seguintes critérios que facilitam os negócios: abertura de empresa, facilidade para construção, acesso à energia elétrica, registro de propriedade, proteção a investidores minoritários, pagamento de impostos, comércio internacional, força dos contratos, resolução de insolvência.

No critério pagamento de impostos, estamos em 184º lugar dentre 190 países. Então, se você quer acabar com a miséria, ajude a acabar com os impostos primeiro.

Quem está no Top 5? Só país “miserável”.

  1. Nova Zelândia
  2. Cingapura
  3. Hong Kong
  4. Dinamarca
  5. Coreia do Sul

Outro ranking importante é o de Liberdade Econômica, da fundação Heritage. E onde está deitado eternamente nosso glorioso Brasil? No vergonhoso 144º lugar.

Este ranking avalia: estado de direito (direitos de propriedade, eficiência do judiciário e integridade do governo), tamanho do estado (carga tributária, gastos do governo e saúde fiscal), eficiência regulatória (liberdade de negócios, liberdade de emprego e liberdade monetária) e abertura de mercado (liberdade de comércio internacional, liberdade de investimento e liberdade financeira).

Quem está no Top 5? Novamente, só país “miserável”.

  1. Cingapura
  2. Hong Kong
  3. Nova Zelândia
  4. Austrália
  5. Suíça

E aqui quero abrir um parêntese para a CLT, que é uma das grandes responsáveis pela baixa geração de emprego formal no país e pelo aumento dos custos judiciais e pelo grande mercado informal que existe no Brasil.

Uma das leis da CLT estabelece o salário mínimo e este é um dos mais importantes fatores de marginalização de trabalhadores já inventado. Somado às outras exigências e encargos, temos no país um obstáculo legal no caminho entre os mais incapacitados e menos produtivos e um emprego. O motivo é óbvio, o empregador só consegue pagar X para um trabalhador, se esse trabalhador gerar mais do que X em termos de valor para a empresa. Se o trabalhador não consegue gerar mais do que X, ele fica desempregado. Contra a matemática não há argumentos.

Portanto, preocupar-se com o ambiente legal e de funcionamento da economia, que favoreça a produção e a geração de emprego deveria ser prioridade para quem deseja “combater a pobreza”.

O fator educação

raiz do problemaPor que a educação é secundária ao trabalho? Porque é o trabalho que gera valor e esse valor é usado para financiar a educação. Pessoas mais qualificadas tendem a gerar ainda mais valor em termos de trabalho. E esse é um círculo virtuoso, que deve ser passado de geração para geração.

E nada mais ilustrativo para essa situação do que esta foto ao lado. Ela é de um pobre agricultor tailandês, que se sacrificou no trabalho para pagar o estudo do filho. No lugar em que eles moram, ter educação formal é um luxo ao qual poucos são submetidos.

É um exemplo dentre milhares. Basta falar com algum dos milhares de descendentes de italianos e japoneses que vieram para o Brasil no século XX. Os primeiros japoneses que chegaram ao Brasil em 1908 não vieram para assumir cargos de diretoria na Honda, mas sim para colher café no interior de São Paulo.

Esta imagem abaixo é de 1930 e mostra homens, mulheres e crianças que trabalhavam na lavoura.

raiz do problema

Agora pule 50 anos para frente e onde estão os filhos, netos e bisnetos desse pessoal? Provavelmente você irá encontrar muitos deles como advogados, engenheiros, médicos, empresários, etc. E você não encontrará nenhum deles pedindo dinheiro no semáforo.

Japoneses e seus descendentes são menos de 1% dos habitantes do Brasil, mas muito mais relevantes na população que recebe um diploma de ensino superior (um estudo de 2015 mostrou que 9,5% dos alunos da USP são de origem asiática). E isso nada mais é que cultura da educação. De levar a sério suas próprias responsabilidades. Uma geração facilita a vida da seguinte e cobra resultados.

E agora, consegue me responder qual a dívida histórica de alguém cujo avô trabalhou colhendo café quando criança?

A educação hoje

É público e notório que existe uma discrepância muito grande em termos educacionais hoje. Temos as escolas públicas de primeiro e segundo graus com uma qualidade inferior às escolas particulares. E quando esses alunos vão disputar o vestibular, os alunos dos melhores colégios acabam ficando com a maioria das vagas nos cursos mais concorridos das universidades públicas, que ainda gozam de certo prestígio (explico o “ainda” no final do texto).

Essa distorção foi criada por quem? Dois segundos para pensar. Tic Tac. Pelo estado obviamente. E quem as pessoas querem que resolva essa distorção? O próprio estado. Não é uma maravilha? Os alunos saem com formação ruim? Cotas nas universidades? Saem ruins da universidade? Cotas de emprego. Desta forma, cria-se uma distorção para corrigir a distorção anterior e no final temos milhares e milhares de profissionais ruins.

Colocar uma pessoa despreparada na universidade é pior para a pessoa e para a universidade.

Nessa situação, o calcanhar de Aquiles é a escola pública, que é incapaz de formar estudantes que disputem em melhores condições as vagas nas faculdades. Gasta-se bilhões no ministério e  secretarias de educação em todos os níveis e o resultado é medíocre.

O modelo de educação estatal e centralizador como o brasileiro destrói o dinheiro dos pagadores de impostos e o futuro de milhões de crianças. Ele deveria acabar. O Brasil é um país grande e pobre, gostando ou não, e não temos a menor condição de manter um sistema como esse. Não tem como estabelecer “saúde e educação ‘gratuita’ e de qualidade para todos” sendo um país pobre.

Na lista de países mais ricos do mundo, o Brasil está em 87º lugar, atrás de Irã, Botswana, Turcomenistão, Bulgária e nenhum desses países tem educação estatal de primeira linha. São mais ricos e não têm a dificuldade da extensão territorial do Brasil. Mas muita gente quer ter educação de países minúsculos e riquíssimos, como Qatar, Macau, Luxemburgo, Cingapura e Irlanda. Se você pegar a lista acima de países mais ricos e o ranking do PISA, verá que existe uma sobreposição enorme.

Não que eu concorde com educação estatal, mas para ele ter uma chance mínima de funcionar, ele precisaria ser estabelecido a nível local e só depois do país (ou da cidade ou estado no caso) ficar rico. Não é à toa que as maiores e melhores universidades públicas são do Estado de São Paulo. E nem isso é o suficiente, se a metodologia, o material e os professores tiverem a influência de Paulo Freire.

“Ah, mas se houver só educação privada, muita gente não poderá pagar!”. Ora, num contexto mais amplo de liberdade econômica, onde o estado é enxuto e faz realmente o mínimo necessário para o funcionamento do país (será objeto de um artigo futuro), haverá menos impostos, menos encargos trabalhistas, mais empregos, a renda das pessoas aumentaria e o custo por aluno reduziria drasticamente. Todos poderiam pagar. Essa sim é a solução macro.

Educação básica é ridiculamente barata. Só precisa de um bons professores, bons livros e de força de vontade. Quem é adepto do home-schooling, acaba não precisando nem contratar professor, já que os pais assumem o papel. Nos Estados Unidos, por exemplo, é possível “assinar” sistemas de Home-Schooling por 250 dólares por ano. Neste modelo em especial, as aulas são dadas em vídeo (os pais não precisam estar presentes 100% do tempo) e mesmo que você tenha 10 filhos, o preço é o mesmo!

Outro sistema que é barato é o Kumon. Cada aluno aprende no seu tempo e realmente aprende matemática e português, matérias essenciais e onde os alunos do MEC falham mesmo depois de 12 anos na escola.

Quebrar o monopólio do MEC em termos de educação equivale a quebra do monopólio dos táxis pelo Uber. Não ficou melhor e mais barato?

Mas o que fazer enquanto isso não é possível? Muita gente hoje já tenta se virar em cima do que tem. Mesmo estudando em escola pública ruim (existem algumas boas logicamente), procuram material e apostilas das escolas particulares. Alguns pais tentam pagar um cursinho ou mesmo uma escola particular mais barata. Perceba que o modelo de cota para estudantes de escola pública ou de raça pune aqueles pais que se esforçam para pagar uma escola particular para os filhos e pune aqueles que disputam bolsas nas escolas particulares.

Veja que escolas particulares oferecem qualquer tipo de bolsa ou cota para alunos negros ou de baixa renda é totalmente legítimo, pois são particulares. O dono coloca o aluno que ele quiser. Neste contexto, entra uma outra solução alternativa, que é o estado pagar as mensalidades dos alunos mais desfavorecidos por meio de voucher.

Hoje gasta-se bilhões com Prouni e com calotes no Fies para colocar alunos despreparados em faculdades particulares ruins. Seria muito mais útil se isso fosse usado para dar uma boa base no ensino primário e secundário de escolas particulares. Mas como o objetivo do estado é inflar números de alunos no ensino superior, essa distorção irá continuar.

Cotas nas universidades punem os pais que desejam pagar pela boa educação dos filhos

O fator familiar

Enquanto muita gente fica com teorias mirabolantes para encontrar problemas na sociedade, outros fatores bem mais simples aparecem escancarados e poucos dão bola. E um deles é a estrutura familiar. Pessoas que possuem uma família estruturada tendem a ter um futuro melhor em termos pessoais e profissionais que aqueles provenientes de famílias desestruturadas.

Dentre os fatores para desestruturação familiar, um deles é bem estudado, que é a ausência do pai. Nos Estados Unidos descobriram que 71% daqueles que largavam o ensino médio cresceram sem o pai, 85%  dos jovens presos cresceram sem o pai e 90% das crianças que fogem de casa cresceram sem o pai.

Pessoas que crescem sem o pai têm menor segurança emocional, maior dificuldade de relacionamento social, maior chance de apresentar gravidez precoce e não planejada, maior chance de usar álcool e drogas de forma abusiva, maior propensão a desordens mentais, entre outros.

Não sei você já conversou com alguma Testemunha de Jeová, mas me foi dito por uma delas que quando eles visitam barros mais humildes é muito comum encontrar casas onde moram apenas uma mulher com vários filhos, muitas vezes de pais diferentes.

Não seria mais eficiente promover um tipo de comportamento que favoreça o planejamento familiar do que resolver o problema na outra ponta lidando com milhares de pessoas mais propensas a ter os problemas acima descritos? Já parou para calcular o “custo” de toda essa situação. O problema é muito mais profundo para ser resolvido com cota.

Qual a sua desculpa?

Exceto por lugares e situações extremamente inóspitas, vejo a cultura de terceirização da culpa como um dos males de nosso tempo. Claro que não dá para cobrar muito de alguém que vive numa cidade onde caem mísseis do Estado Islâmico de um lado e do exército da Síria de outro, mas no Brasil quem está próximo de algo parecido, consegue ir para outro lugar sem se tornar um refugiado.

Para a sorte dos japoneses que chegaram em 1908 e daqueles da foto de 1930, a fascista CLT só foi criada em 1943 pelo ditador Getúlio Vargas. Desta forma, eles puderam começar literalmente do zero, passando sua cultura de trabalho e educação de geração em geração para que seus descendentes pudessem ter o conforto que têm hoje.

Já pensou se o fiscal aparecesse lá na lavoura e os impedissem de trabalhar por considerar aquilo “trabalho análogo à escravidão”? Eles iam fazer o quê? Roubar? Mendigar? Pleitear bolsa-japa para imigrantes que não falavam português? Observando hoje, fica fácil entender porque o Brasil é tão medíocre no quesito “liberdade de emprego”. Gerar emprego dá medo e é certeza de problemas.

Mas não é esse exatamente o ponto em que quero chegar, mas sim ao fato de que se você quiser culpar um terceiro pela sua situação você consegue e sempre o seu problema será maior que o dos outros. Só que todo mundo tem seus próprios problemas. Mesmo as pessoas mais bem sucedidas do mundo passaram por dificuldades que você jamais imaginaria.

Quer exemplos?

  • Uma mulher que trabalhava como babá, desmaiava de fome e quase morria de frio no inverno se tornou ganhadora de 2 prêmios Nobel. O nome? Madame Curie.
  • Nasceu numa fazenda, vivia com mais 7 pessoas em dois cômodos e só estudou até os 12 anos.  Tornou-se um dos maiores escritores americanos e ganhou títulos honorários por Harvard e Yale. Quem? Mark Twain.
  • Filho de agricultores, nasceu em uma cabana. Teve apenas 3 anos de educação formal, pois trabalhava para ajudar os pais. Estudou direito sozinho para se tornar advogado. Quem? Abraham Lincoln.

Essas e outras histórias são contadas no livro Como venceram os grandes homens de Dale Carnegie. Cada personagem de sucesso retratado teve suas próprias (e grandes) dificuldades pessoais. É contada inclusive a história do General britânico Bernard Montgomery que tomou um tiro de sniper no pulmão na Primeira Guerra Mundial e quase foi enterrado vivo (a cova estava pronta). Não só ele se mexeu antes de ser enterrado, como ele voltou para a Segunda Guerra para combater os nazistas no norte da África. Fosse no Brasil, ele teria pedido aposentadoria por invalidez.

O fato é que todos nós temos um pouco de Neo e precisamos desviar desses tipos de problemas, sejam eles de cunho físico, familiar, econômico ou o que quer que seja.

raiz do problema

E como contornar essas dificuldades que se apresentarão em maior ou menor grau para todos?

A melhor resposta está na capa do livro abaixo:

be so good they can't ignore you

O título é auto-explicativo, seja “Tão bom que não poderão ignorá-lo”. O livro explica estratégias para que você se desenvolva em uma atividade se torne “tão bom que não poderão ignorá-lo”.

Quer exemplos de que ser muito bom é a melhor arma contra qualquer tipo de preconceito?

No vídeo abaixo tem alguns lances do Tyrone Bogues, que com 1,60 m foi o mais baixo jogador da história da NBA. Já imaginou quantas pessoas não deram risada porque ele queria ser jogador de basquete?


Ele não só se tornou profissional, como foi no ápice da profissão, a NBA. Jogou por 14 anos, boa parte como titular.

E essa manchete aqui debaixo?

ITA

E não tem cota para cearense no ITA, viu? Pelo que eu li, é fruto do preparo das escolas da cidade e da força de vontade dos estudantes.

Infelizmente, o ITA aderiu recentemente ao sistema de cotas raciais e agora 24 das 120 vagas estão sendo para autodeclarados negros. Muitos bons alunos cearenses acabarão pagando a sua “dívida histórica” e ficarão de fora para dar a vaga a alunos com nota pior.

No meu ponto de vista, as cotas raciais decretam o fim da qualidade do ensino superior das universidades públicas brasileiras. Terão o mesmo destino das escolas públicas de primeiro e segundo graus. Tornar-se-ão medíocres. Sabe o que já está acontecendo em virtude disso? Muitos pais hoje estão preparando os filhos para fazerem faculdade fora do Brasil. “Estudar nos Estados Unidos” é o novo “estudar na USP” e não existe pior sinal para um país do que perder a sua elite intelectual.

Ao invés das universidades brasileiras receberem os melhores alunos e que tenham a mentalidade “estudei muito e conquistei a vaga por mérito”, estarão recebendo uma boa leva de alunos de mentalidade vitimista, que agradecerão ao papai-estado pelo atalho concedido.

Calma que tem mais. Os nomes abaixo são de CEOs de grandes corporações americanas e entre parênteses a receita das companhias em 2018:

  • Sundar Pichai – Google – U$ 136 bilhões
  • Satya Nadella – Microsoft – U$ 110 bilhões
  • Vivek Sankaran – Albertsons – U$ 60 bilhões
  • Sanjay Mehrotra – Micron – U$ 30 bilhões
  • Ajaypal Singh Banga – Martercard – U$ 15 bilhões
  • Shantanu Narayan – Adobe – U$ 9 bilhões
  • Dinesh Paliwal – Harman International Industries – U$ 7 bilhões

Acho que pelos nomes deu para descobrir onde quero chegar. Todos eles possuem origem indiana e ocupam os maiores cargos empresariais que o capitalismo pode proporcionar.

O mais curioso deles é o CEO da Mastercard:

Ajaypal Singh Banga

Além da origem indiana, Ajaypal Singh Banga também é da religião Sikh.

Você acha que é fácil ser um Sikh nos Estados Unidos? Assista ao vídeo abaixo e descobrirá que alguns até foram assassinatos:

Se você pesquisar sobre o hinduísmo ou o sikhismo descobrirá a imensa diferença cultural que os separa dos ocidentais. Só que isso não impediu que estes e outros indianos obtivessem sucesso nos Estados Unidos e em outros países. O segredo não foi montar um “Indian Livres Matter” e sair depredando tudo “contra o preconceito”. Foi estudar.

Tem tanto exemplo de superação que daria um livro, mas por último aqui, quando você achar que a vida está difícil, pesquise reveja a vida do Chris Gardner:

Eu demorei muito para ver este filme, mas ele é sensacional, principalmente por ser baseado em fatos reais. Be so good they can’t ignore you com todas as letras.

Conclusão

Existe uma série de situações que nos levou a ter uma sociedade e um país como temos hoje, mas a maioria das pessoas só debate e quer resolver as consequências e não as causas. É o povo que prega sensibilidade e justiça por meio do preconceito e da punição de inocentes.

Se quisermos ter uma sociedade mais rica. E o termo é este mesmo “sociedade mais rica” em todos os níveis. Não devemos combater a desigualdade, punir os ricos com mais impostos ou conceder diplomas a pessoas sem qualificação. Sociedade mais rica se consegue justamente criando as condições econômico-legais que favoreçam a criação de riqueza para todos.

Dentro desse contexto mais macro, temos ainda que acabar com a cultura do vitimismo, em que as pessoas arrumam culpados para a própria condição e não entendem que a responsabilidade individual e a força de vontade são capazes de superar as maiores adversidades.

Nunca houve tanto conhecimento disponível. Lembre-se de que Lincoln não tinha internet, aprendeu direito sozinho e se tornou presidente dos Estados Unidos.

Se não é tão simples assim mudar o ambiente econômico-legal do país, as atitudes e mudanças a nível individual só dependem de cada um. Claro, cada um terá os seus obstáculos, uns maiores, outros menores.

“Ah, mas eu sou _______ e não arrumarei trabalho por isso!” Torne-se tão bom que não poderão ignorá-lo. Ninguém deixará de contratar alguém genial por causa de características físicas.

A cultura do vitimismo faz exatamente o oposto, tenta convencer as pessoas de que o insucesso delas não é uma questão individual, mas sim culpa da cor da pele, do sexo, da origem, de uma conspiração da sociedade, do preconceito dos ricos, etc. É uma mentalidade derrotista que busca tornar essas pessoas reféns e que gera mais ainda conflitos e divisões dentro da sociedade. Pessoas independentes, que ascendem na vida por mérito próprio, não se tornam reféns de ninguém.

O que eu quero deixar aqui é isso, que a raiz do problema é a interferência estatal, que prejudica a criação de riqueza por todas as pessoas, independente da cor e da classe social, e a cultura vitimista, que torna as pessoas fracas e incapazes de superar os seus próprios problemas.

Portanto, seja maior que o preconceito que porventura exista contra você. Seja maior que alguma característica física que o prejudique. Seja maior que o comodismo e a aceitação de sua própria condição. É preciso esforço e muita força de vontade, mas a mudança individual é a única que só depende de você.


Se quiser ler mais sobre Discriminação, Economia e Cultura, leia este capítulo de livro do brilhante Thomas Sowell.

Assista à palestra do Arnold Schwarnegger onde ele mostra o caminho que trilhou até o sucesso:

Aviso: Declaro que não sou analista de valores mobiliários. As informações discutidas no artigo possuem propósito educacional e refletem única e exclusivamente meus estudos, pesquisas e opiniões. Não devem ser consideradas como recomendação de investimento.

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Este post tem 43 comentários

  1. Avatar

    ola esse saite e muito bom mas a questao q tem um alguem q esta adiministrando saite nao deixa a conta quenta esta mechedo na minha conta esta criando pobremas comigo nao deixa fazer o logn de uma conta q ja foi aberta ,

      1. Avatar
        Eder

        Olá Raphael. Parabéns.
        esse vídeo que deixo o link fala tudo. esse é o atual Brasil a corrupção e a bandidagem estão sempre a todo vapor.

        https://m.youtube.com/watch?v=BlcIiI676Mw
        a constituição deveria ser queimada.
        a constituição é uma sucessão de mentiras que foi escrita por políticos para beneficiar políticos.
        O povo precisa de poder mas, votar não é poder. Não votar é poder. Quando o povo vota transfere o poder para políticos inescrupulosos que fazem parte de partidos quadrilhas que roubam velhinhos e roubam a merenda de criancinhas.
        o slogan do governo deveria ser. Brasil um país de mérda.

  2. Avatar
    Daniel

    Excelente texto!

  3. Avatar
    Daniel

    Olá, I.I. Mais uma vez você mete o dedo na ferida, sem medo de ser polêmico rsrs. Um ponto interessante é que quase todos estes casos de sucesso mencionados são (como era de se esperar) dos EUA, um país que sempre valorizou o empreendedorismo e a geração de valor, mas que infelizmente vem se inclinando para esta mentalidade assistencialista/vitimista tão comum por aqui. Não queria entrar na seara política, mas como tem a ver com a questão econômica e em parte com o assunto do artigo, queria uma opinião sua: você deve saber que a maioria dos analistas políticos/financeiros já dá como certo que o Biden será o novo Presidente dos EUA, e que a Câmara continuará sob controle dos Democratas depois das eleições. O que não está tão certo é qual partido controlará o Senado, mas algumas análises já falam que provavelmente serão os Democratas também, e que este seria o pior cenário para os investidores. Isso porque, com eles controlando praticamente todas as casas do governo, a ala radical do partido (cujas figuras mais conhecidas são os ex-candidatos Bernie Sanders e Elizabeth Warren) teria mais chances de aprovar reformas econômicas prejudiciais às grandes empresas, e por consequência, aos investidores. As mesmas análises dão como certo que o S&P500 cairia bastante neste cenário, mas e a cotação do dólar como ficaria? Penso que poderia cair devido a uma maior saída de recursos dos EUA, mas para onde iriam, já que os EUA são o “porto seguro” em um mundo cuja economia anda combalida pela pandemia? E certamente não iriam para o Brasil devido à nossa situação fiscal problemática. Seria o ouro (e investimentos atrelados a ele) um novo “porto seguro”? Agradeço pela atenção.

    1. Raphael Monteiro

      Olá Daniel,

      Essa mentalidade derrotista, vitimista, que prega o estado como provedor de todas as coisas é o pior que pode acontecer a um país.

      Os Estados Unidos está cheio de exemplos de pessoas que saíram do zero e fizeram fortuna e muitos deles depois que chegam lá querem acabar com o mesmo sistema do qual usufruíram.

      A verdadeira raiz do americano você encontra no interior e não na CNN. E lá esse discurso não tem vez.

      Quando eu converso com os americanos vejo realmente muitos investidores preocupados com o Biden, mas as melhores empresas passarão por ele e por qualquer presidente. Você precisa estar preparado para todos os cenários.

      Abçs!

  4. Avatar
    Arnaldo Süssekind

    Excelente artigo! Melembrou o pensamento dos mestres da Escola Austríaca, o que é muito bom.

    1. Raphael Monteiro

      Olá Ernesto,

      Os membros da Escola Austríaca foram os que melhor entenderam como o mundo funciona.

      Abçs!

  5. Avatar
    Jose de Assis Martins Júnior

    Um ponto de vista argumentado entretanto alocando um lado oposto de algumas políticas e entendimentos. Penso que a temática é muito ampla e que textos como este são válidos para ampliar os contextos. Entretanto mais do que igualdade de todas as formas a sociedade precisa buscar por equidade. E, de fato, alinhar os entendimentos opostos e o ego pessoal e institucional serão os desafios da sociedade. Alguns pontos do texto são muito fortes como quando trás situações de vitimização e outros contextos de diferenças sociais históricas. Entretanto foi bem concatenação. Sigo ainda em análise e estudo da temática como forma de melhor aprofundar e aberto a ouvir e ler as diferentes vertentes dessa temática tão polêmica.

    1. Raphael Monteiro

      Olá José,

      Obrigado por comentar.

      A liberdade e a força individual das pessoas de buscarem o melhor para si é que tornaram os Estados Unidos um país rico. Temos que seguir o mesmo caminho.

      Abçs!

  6. Avatar
    Evandro

    Excelente texto! Parabéns por abordar o tema tão delicado de maneira clara e esclarecedora. Abraços

  7. Avatar
    João

    Olá Raphael,
    Texto abrangente com excelente visão causal.
    Não sou contra o ensino fornecido pelo Estado. Um ensino moderno, eficiente e isento, com temas atuais, empreendedorismo, negócios, idiomas, etc. Há bons exemplos em países desenvolvidos e com liberdade econômica.
    O problema no Brasil é muito mais profundo. Temos um Estado corrupto, criado e administrado para somente se sustentar. Ou seja, arrecada para cobrir seus próprios gastos, entre eles, e em sua quase totalidade, os malfeitos da corrupção.
    Por mais otimista que eu seja, não acredito em mudanças neste país. Os bons pensadores remam em uma contra-maré, cada dia mais forte, basta acompanhar os acontecimentos diários.
    Mudanças, se forem possíveis, começam pela educação, em famílias estruturadas (como você bem descreveu). Eleitores com conhecimento fazem, ou tentam, boas escolhas e cobram dos seus escolhidos. Principalmente, agem no seu dia-a-dia de forma correta e justa.
    Excelente matéria. Forte abraço!

    1. Raphael Monteiro

      Olá João,

      O Brasil é uma corrida eterna com obstáculos que o estado vai jogando no seu caminho.

      A solução possível e imediata é a nível individual e familiar, nada relacionado ao estado.

      Eu não confio no estado nem para asfaltar rua, o que dirá para o ensino.

      Falarei sobre educação em outro artigo. É algo que tenho lido bastante e mudado de ideia com uma certa frequência.

      Abçs!

      1. Avatar
        João

        No nosso Estado, não confio em absolutamente nada. Abraços!

  8. Avatar
    Jairo

    Bom dia Raphael,

    Excelente texto, no sentido de apresentar seu pensamento liberal bem estruturado.

    Por outro lado, não deixa de ser um texto vitimista (onde a culpa é da clt, das cotas etc).

    As cotas e a CLT (e muitas outras descendentes do Welfare State) são uma realidade no Brasil, você ou eu gostemos ou não.

    Seguindo os argumentos expostos no texto, “se a vida te der limões, faça uma limonada”. Foi o que a Magazine Luiza fez.
    Podemos aprender com os bons e deixar de lado a crítica ao diferente (o que não entendemos).

    Espero ter contribuído com a imparcialidade.

    Abçs!

    1. Raphael Monteiro

      Olá Jairo,

      Não acredito que fui vitimista. Há muita burocracia no Brasil que prejudica a produção e geração de empregos. Isso é um fato. Por isso que sabiamente o povo opta pela informalidade.

      A cota como eu falo é uma gambiarra, que irá piorar algo que já não é bom. Aguarde 10 ou 20 anos e verá o desastre se consumar.

      O Magazine Luiza e outras empresas foram tomadas por publicitários e executivos lacradores e isto é bem isso nas campanhas das empresas. Essas pessoas foram subvertidas e não tem a menor consciência disso. Acham que estão sendo originais e inclusivas.

      1. Avatar
        Daniel

        Para falar a verdade, I.I., não acredito que os executivos da Magalu acham que estão realmente sendo inclusivos. Isso foi jogada de marketing mesmo. Lembro de um artigo passado seu, que diz que o setor de varejo é altamente competitivo, com margens de lucro cada vez mais pressionadas, tanto que as empresas brigam por fatias de mercado entre si para se manterem lucrativas. Então qualquer vantagem que uma empresa puder contar sobre as as rivais (no caso da Magalu nesta questão, passar uma imagem de “inclusiva” para a sociedade), ela vai agarrar com unhas e dentes. Duvido que se a Magalu faria isso se tivesse monopólio do varejo aqui no Brasil.

        1. Raphael Monteiro

          Olá Daniel,

          Sim, mas há muitas formas de se fazer marketing. Todas essas pautas de esquerda são frutos de subversão e estão bem documentadas. Tanto que você não acha esses movimentos na China, na Rússia e em muitos países do oriente.

          São movimentos criados para tumultuar a sociedade ocidental com o objetivo de tomada de poder. Só de você usar a terminologia deles significa que já foi subvertido. É algo bem sutil e que você consegue perceber quando enxerga de um prisma mais amplo.

          À propósito, lembra das propagandas antigas, como os bichinos da Parmalat, o tio da Sukita, a pipoca com guaraná. Elas “viralizavam” sem precisar desse tipo de apelação.

          Abçs!

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    marcos defina

    Esse texto antes de ser um estudo soa mais como um desabafo, pertinente e escrutinador. De minha parte e do alto de minha idade tenho a experiencia e a compreensão inabalável (nem sempre tranquila obviamente) que esta região geográfica (sim pois não é uma nação) é inviavel em vários sentidos: engajamento da sociedade, compromisso, disciplina, respeito mútuo, honestidade, tendencia a endeusamento de politicos salvadores sejam de esquerda ou direita e que vem continuamente a se mostrar uma decepção, etc, etc, etc. O que fazer então?! Em minha opinião estoicista procurar ardentemente uma saída pessoal pra voce e sua família e deixar de perder tempo tentando saídas coletivistas. Infelizmente!!

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    Olá, Raphael.

    Parabéns pelo excelente texto.
    Sobre cotas. Eu sou contra cotas em geral. Eu estudei minha vida toda em escolas públicas e fiz faculdade em universidade pública. Para eu passar no vestibular precisei fazer cursinhos. Na faculdade vi que os melhores alunos da minha turma eram os de escolas públicas e não os filhos de papai. Para mim, esse vitimismo das pessoas não cola. Quem quer busca e não fica colocando culpas em outros.

    Para o Brasil mudar para melhor a cultura do povo tem que mudar. Portanto, eu não acredito em mudança em menos de 100 anos. Para mim, parece que cada dia que passa a cultura do brasileiro fica pior.

    Abraços!

    1. Raphael Monteiro

      Olá Cowboy,

      Exato. A única maneira sustentável de elevar o padrão de vida é através do esforço individual, seja nos estudos ou no trabalho.

      Ao estado cabe não atrapalhar.

      Abçs!

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    Marcio Mello

    Prezado Raphael, achei muito bom o texto! A despeito dos comentários adversos e contrários, não se poderá negar que algumas consequências de medidas adotadas no passado, estão ocorrendo no presente e, as que foram apresentadas no teu texto, infelizmente, terão reflexos no médio prazo (de 10 a 20 anos). Eu discordo um pouco que não possamos ter uma saída coletiva, caso contrário sucumbiremos com a Nação Grande herdada dos nossos antepassados!

    1. Raphael Monteiro

      Olá Márcio,

      Em breve eu farei um texto sobre qual deveria ser o papel do estado.

      Seria mais simples, alcançável e mais barato.

      Abçs!

  12. Avatar

    Raphael, o texto é muito bom e tem seus argumentos, porém não existe só um lado certo.
    Estudei em universidades pública e privada e acompanhei pessoas que tinham péssima base se tornando bons profissionais após formados. Concordo que o investimento nos primeiro é segundo graus deveriam ser maior que no ensino superior, porém o sistema de cotas ajudou sim na inclusão social, apesar do ponto de partida equivocado.

    Sobre a Magalu, você foi contraditório ao concordar que o dono de uma escola privada pode dar bolsa pra quem ele quiser e, em seguida, criticar a Magalu por contratar só negros. É quem ela tá afim. Muita empresa só contrata quem formou em universidade pública, quem tem pós numa FGV da vida, quem tem excelente aparência e por aí vai. Se fosse o Estado determinando que as empresas tivessem obrigação de contratar negros, aí seria outra história…

    Força de vontade e determinação são fundamentais independentemente do contexto, porém, o ponto de partida não é igual para todos e, já que é pra ter Estado, que procure aumentar a riqueza coletiva (sem redistribuir renda através de programas sociais baseados em impostos, nisso concordo inteiramente contigo).
    Abraço

    1. Raphael Monteiro

      Olá Aposente Cedo,

      Não tenho dúvida de que muitos cotistas acabam se formando no mesmo nível dos demais. Minha crítica é que alguém com uma nota melhor ficou de fora da universidade, por motivos que fogem ao controle dele. Não sei se você conhece o interior de Santa Catarina, mas lá está cheio de pessoas simples que são loiros de olhos claros. Estão sendo prejudicados mais ainda.

      O que chegou a mim de quem estudou com cotistas é de que nos cursos mais concorridos, onde mesmo os alunos cotistas tendem a ser melhores, eles conseguem acompanhar, mas em cursos menos disputados, você acaba colocando alunos sem a menor condição de terminar o curso. Aí eles abandonam a faculdade. A outra opção seria abaixar o nível e formar profissionais ruins.

      Quanto ao Magazine Luiza, eu critiquei a medida, mas eles têm o direito de contratar quem eles quiserem pelo motivo que quiserem.

      O ponto de partida não é igual e nunca será. É uma ilusão desejar isso e mais ainda pedir que o estado intervenha. As pessoas precisam justamente ser recompensadas pelo esforço pessoal. Por isso os Estados Unidos são o melhor modelo de país, pois oferece as condições de ascensão social por meio do trabalho e atraem as mentes mais brilhantes do mundo.

      O próximo Elon Musk não vai pensar assim “Quero ir para o Brasil prestar um concurso e aposentar”, ele vai dizer “Quero ir para os Estados Unidos, estudar, criar um negócio extraordinário e faturar bilhões”.

      Abçs!

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    Graciano

    Boa noite Raphael, você poderia até ser convidado para o podcast do Rodrigo Marinho do Instituto Mises Brasil.
    O seu artigo é muito bom, como sempre.
    Um abraço e obrigado.

    1. Raphael Monteiro

      Olá Graciano,

      Adoro o Instituto Mises. Sou membro de carteirinha.

      Peça para ele me convidar. Terei o maior prazer. 🙂

      Abçs!

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    Diego Emmanuel

    Excelente texto. Fui advogado e hoje sou servidor público (de serviço essencial, então mesmo não sendo “produtor” de riqueza, considero meu cargo uma peça importante na sociedade). A questão é que o Brasil precisa expurgar, de uma vez por todas, o socialismo e o comunismo daqui. Com isto conseguiremos realizar as mudanças estruturais necessárias ao desenvolvimento do país. Enquanto tivermos um STF e um CN, bem como uma cultura, de maneira geral, voltados a essas ideologias nefastas, não prosperaremos. A ciência jurídica, por exemplo, hoje é toda construída com base nas ideias comunistas e socialistas. Desde o corpo docente da universidade (estudei em faculdade particular), até os magistrados e a legislação, tudo é feito para manter o povão na caixa e os intelectuais com o mesmo pensamento até então dominante (comunista, de décadas atrás). Graças a DEUS nas últimas eleições provamos que queremos algo diferente (a maioria), mas ainda vivemos sob o fantasma do comunismo. Se fraquejarmos, esse demônio volta com força. Temos que realizar as reformas necessárias: tributária, administrativa (para quê um Congresso Nacional com tantos deputados e senadores? A meu ver é só para controle das massas e para sugar os recursos públicos – um dos maiores absurdos que aquela casa legislativa já fez foi criar o tal fundo eleitoral, totalmente absurdo e ridículo), jurídica, trabalhista (sim, para dinamizar e flexibilizar mais ou trabalho) etc. Com sustentáculo nas referidas reformas basilares, poderemos fazer outras como a do sistema de educação. O problema é que o comunismo e o socialismo (e trato ambos como sinônimo aqui apenas por questões do debate) se infiltraram no Brasil desde o início do século passado. Eu já fui a favor do sistema de cotas, hoje não mais porque além de ter começado no mundo dos investimentos há quase uma década (e não me arrependo nem um pouco, pois isto mudou a minha vida), eu percebi justamente o que foi abordado no texto: não se corrigem distorções com mais distorções. “Ensine os homens a pescarem”, é bíblico. Não dê nada de graça e faça com que as pessoas corram atrás. Além destes bens da vida terem valor intrínseco e agregado maiores, a própria pessoa valorizará mais o que obtiver, ou seja, ela entra num ciclo virtuoso de aprender a respeitar a vida, o mundo e as coisas que são feitas para nos dar mais conforto e uma vida melhor e, com isso, tende a se tornar uma pessoa mais sensata, crítica, com uma visão macro de mundo e que busca coisas boas, passando isto para outras pessoas e para o mundo. Enquanto tivermos o pensamento de “país latrina”, não vamos caminhar pra frente. Vivemos no país da fantasia, do faz-de-conta, do “eu quero mostrar que sou evoluído”, mas não passamos de uma piada de mau gosto, justamente porque queremos ser mais do que somos e queremos mostrar para os outros (e para o mundo) algo que não somos também. Se analisarmos o nosso sistema jurídico, é clara tal situação. As cotas, a atuação super empoderada dos magistrados (que estão chegando num nível em que podem quase tudo de acordo com suas interpretações mega extensivas das normas), a atuação da Justiça Trabalhista que acha que precisa reequilibrar as desigualdades históricas em prol do trabalhador (a pauta deles é totalmente socialista/comunista), etc. Não se pensa no liberalismo como algo bom. Nos livros da área jurídica só o que se ensina é que o liberalismo já foi superado, que é algo do velho mercado e de um mundo atrasado e que não se preocupa com os seus. É uma verdadeira doutrinação ideológica (uma guerra). Cada vez mais admiro os norte-americanos e torcendo para algum dia eu conseguir sair daqui e ir embora para lá. Não fosse minha esposa e a família dela, eu já teria ido há muito tempo.

    1. Raphael Monteiro

      Obrigado pelo excelente comentário, Diego!

      Os membros do estado possuem o único e exclusivo objetivo de se manterem no poder.

      Para isso vale tudo, inclusive implantar os métodos socialistas de controle de massas.

      Convenceram o povo de que ele pode ser comprado com o seu próprio dinheiro, criando uma dependência mental em alguns e financeira em outros.

      Políticos são os seres mais @#$%& do planeta e muita gente ainda deposita neles alguma esperança.

      Abçs!

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    Bilionário

    Parabéns pelo texto, já tenho um pouco de conhecimento sobre o tema e concordo com o teu ponto de vista, mas as vezes a gente fica até com medo de falar ou escrever sobre isso, porque o Brasil anda com tantos valores invertidos, que tem muita gente que já acha que é o errado é o certo, eu vou compartilhar o link em alguns grupos de Whatsapp, onde sei que vários pensam o contrário, e espero receber críticas.

    O que mais gostei foi a introdução: “O que causa a pobreza? Nada. É o estado natural, o padrão, o ponto de partida. A questão real é: o que causa a prosperidade?” Isso realmente muda a perspectiva.

    Em relação aos casos de sucesso citados, eu só diria que todos estudaram e trabalharam muito, as vezes vejo argumentos de que o Bill Gates não terminou a faculdade e foi homem mais rico do mundo, mas isso é exceção, a maioria dos bem sucedidos além de trabalhar estudaram muito.

    Abraços!

    1. Raphael Monteiro

      Olá Bilionário,

      Uma vez que você quebra a “espiral do silêncio” não tem como voltar atrás.

      O que é a espiral do silêncio? É justamente essa pressão coletiva de suprimir o pensamento contrário. Quem pensa fora do padrão da maioria acaba sendo ridicularizado ou escanteado. Se você fica com medo de expressar uma ideia contrária ou diferente, você fica aprisionado nessa espiral do silêncio.

      Como eu falei, penso em escrever um novo texto sobre educação, com o que tenho aprendido nos últimos meses. Uma das coisas que mais me chamou a atenção é justamente as pessoas não conceberem a ideia de educação sem estado e educação sem escolas. Uma vez que você descobre que é possível ter uma excelente educação sem escola ou estado, você enxerga tudo sob um prisma mais amplo e encontra justamente as causas do problema.

      Abçs!

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    Júlio Nardez

    Raphael, seu textos são de uma eloquência e profundidade admiráveis.
    Já escreveu algum livro?
    Se não, creio que esteja na hora.
    Sucesso!

    1. Raphael Monteiro

      Olá Júlio,

      Fico feliz que tenha gostado.

      Tenho tanta coisa escrita e não publicada. Quem sabe vira livro? 🙂

      Abçs!

  17. Avatar
    Lucas

    O texto reflete bastante dos meus próprios valores e pensamentos. Tem um ponto que eu mesmo não tenho segurança, e gostaria de explorar:

    “Não tem como estabelecer “saúde e educação ‘gratuita’ e de qualidade para todos” sendo um país pobre.”

    Quando é que o país deixa de ser pobre e passa a poder estabelecer esses direitos? Não penso que deva ser algo relativo aos demais países, mas sim uma necessidade de uma riqueza absoluta, de forma que um ranking é irrelevante. O país relativamente rico que decidir bancar esse sistema eventualmente se tornará relativamente pobre (i.e., perderá posições no ranking). Eu gosto de traçar um paralelo com a independência financeira e como é necessário saber quando o patrimônio é suficiente.

    Estaria ligado à produtividade (algo como um PIB per capita mínimo)? Ou seria algo mais ligado à dívida pública (algo como o país ter um patrimônio público investido que gere dividendos que financiam esse sistema)?

    Nesse sentido, pense num país que hoje seja rico e tenha condições de fornecer esse tipo de garantia à população. Ele tinha essas condições há 20, 50 anos atrás? Se sim, o Brasil de hoje, com tecnologias de 2020, tem menos condições do que esse país tinha há 20 ou 50 anos?

    Já agradeço pela reflexão, Raphael! Abraços

    1. Raphael Monteiro

      Olá Lucas,

      Na minha concepção mais ampla um país rico é um país em que as pessoas gozam de boa qualidade de vida. Não teria necessariamente a ver com o dinheiro acumulado pelo estado.

      Em termos financeiros seria um estado com boa arrecadação, operando em superávit e que acumula muitas reservas.

      O problema é exatamente esse. Quando o estado fica rico, ele tende a gastar mais e começa a pagar por esses serviços de saúde, educação e a rede de bem-estar social. So que isso é uma armadilha. Torna-se uma bola de neve sem fim, que fica cada vez mais cara e requer cada vez mais dinheiro. Aí o estado começa a aumentar impostos para dar conta disso.

      Não é um modelo que eu defenda, mas é o modelo dos países nórdicos. Inclusive eles são a exceção, por terem altos impostos e elevada liberdade econômica.

      O Brasil deveria ser o que Suécia e os demais países eram antes de ficarem ricos. Países com baixos impostos e baixa regulamentação. Nos Estados Unidos até 1913 não havia sequer imposto de renda.

      O caminho para o Brasil seria cortar gastos, fechando órgãos e demitindo muita gente desnecessária que lota esse monte de instituição pública. Precisamos desse pessoal fabricando carros, computadores, celulares, televisores e não como “subsecretário da subsecretaria de assuntos públicos federais”.

      É triste que muita gente não perceba que a manutenção dessa máquina gigante e inútil prejudica o funcionando do resto do país, da parte que efetivamente produz riqueza.

      Abçs!

      1. Avatar
        Lucas

        Entendi. Então um país rico é aquele que “gasta menos do que ganha”.

        Eu não entendi por que fornecer o bem-estar social é essa armadilha. Qual é a necessidade dos gastos públicos aumentarem com o passar do tempo? Eles não deveriam diminuir, já que a infraestrutura tem custo inicial, e depois só há necessidade de manutenção? Entendo que o envelhecimento da população resulta num maior gasto na área de saúde, mas também resultaria num menor gasto na área de educação, e esse envelhecimento é um fenômeno transitório atual, não uma regra. Se o Estado não ampliar os programas de bem-estar social e continuar fornecendo apenas o básico, entendo que não haveria necessidade de aumentar impostos com o passar do tempo. É claro que se ele começasse a fornecer mais coisas, como previdência pública, os gastos aumentariam.

        Concordo que o Brasil deveria reduzir impostos e regulamentação, assim como fechar órgãos e instituições públicas.

        O meu ponto principal era que, pelo texto original, a ideia era de que um país rico poderia fornecer saúde e educação de qualidade ao seu povo. Eu gostaria de explorar a partir de quando o país tem condições de fornecer isso, e, pelo que entendi da sua resposta, você acredita que o país tem condições de fornecer isso quando sua arrecadação resulta em superávit mesmo com os gastos desses serviços. Contudo, mesmo sendo capaz de fornecer esses serviços em superávit, você acredita que eles não deveriam ser fornecidos.

        Eu também tenho a tendência de valorizar mais a eficiência de mercado do que a igualdade, mas não acredito que o anarcocapitalismo seja a resposta, e tenho procurado por intervenções estatais que façam sentido. Até então eu cheguei na conclusão de que intervenções estatais ambientalistas são positivas (porque não é quem polui que “paga” pela poluição), assim como são positivas na defesa nacional (porque quem não quer contribuir se beneficiaria de quem quer contribuir mais, diferente da segurança privada). Eu acredito que a educação básica também seja um bom investimento estatal, porque uma instrução mínima tende a resultar num aumento de produtividade maior do que o custo. Estava esperando que possivelmente houvesse um pensamento por sua parte de alguma intervenção estatal que seria benéfica para a sociedade a partir de um certo nível de riqueza nacional.

        1. Raphael Monteiro

          Olá Lucas,

          Eu pretendo fazer um artigo sobre qual seria o papel do estado. E procurarei responder algumas das suas perguntas.

          Educação pública de qualidade é a exceção. Conta-se nos dedos os países que a tem. Em geral, são países riquíssimos, pequenos e homogêneos. Muito diferente do Brasil. Impossível replicar isso aqui.

          Abçs!

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