Como controlar o risco em investimentos

controle de risco em investimentos

Aprenda a balancear seus investimentos para não ser surpreendido

Todos sabemos que investir com sucesso envolve assumir riscos calculados. O “pulo do gato” está em minimizar esses riscos e, ao mesmo tempo, maximizar seus lucros potenciais. É possível atingir este objetivo se você entender melhor os riscos e balancear o seu portfólio adequadamente.

Investir tem-se tornado cada vez mais arriscado. Isso se deve à crescente volatilidade dos mercados financeiros, das políticas comerciais internacionais menos previsíveis e da concorrência internacional, entre outros.

Como resultado, os investidores de hoje precisam ser bastante flexíveis. Eles precisam se adaptar rapidamente às mudanças nos mercados financeiros e na economia mundial. Eles também precisam entender os riscos a que estão expostos.

Basicamente, os investidores em ações enfrentam duas grandes categorias de risco: os riscos específicos da empresa e os riscos externos. Os riscos específicos da empresa referem-se a qualquer coisa relacionada aos seus negócios e à sua organização, tais como sua estrutura, suas políticas, seus administradores, seus produtos e serviços, por exemplo. São fatores que podem afetar sua adequação como investimento.

Duas categorias de risco

Os riscos externos são fatores externos à empresa, como taxas de câmbio, tarifas comerciais, crescimento e contração econômicas e medidas de distanciamento social, por exemplo. São fatores que podem afetar muitas empresas simultaneamente. São coisas sobre as quais as empresas individuais não têm qualquer controle direto.

Você pode dividir os riscos específicos da empresa em três subcategorias. Uma é o risco do ativo. Quanto menor for uma empresa, mais vulnerável ela se torna às incertezas do negócio. As empresas maiores são mais bem capazes de sobreviver a contratempos na maioria dos casos. Considere a Vale, por exemplo. Quando a mineradora brasileira comprou a canadense Inco por 13 bilhões de dólares muita gente considerou um exagero. Naquela época, o níquel, principal produto explorado pela empresa adquirida no Canadá estava valendo cerca de 32 mil dólares por tonelada. Nos meses seguintes, atingiu quase 50 mil dólares. A partir daí foi ladeira abaixo, atingindo um fundo de 9 mil dólares em 2016. Uma empresa menor teria sérios problemas em uma aquisição como essa, mas o tamanho e a situação financeira da Vale foram capazes de absorver essa “encrenca” por todos esses anos.

O risco de preço é uma segunda subcategoria de risco específico da empresa. Ou seja, uma ação torna-se mais arriscada quanto maior for o seu preço. Isso é especialmente verdadeiro se ela for negociada a um múltiplo muito alto que seus ganhos esperados ou muito acima do valor de seus ativos. Então, qualquer mudança negativa nas perspectivas e na confiança do investidor poderia fazer seu preço despencar.

O risco de previsibilidade é uma terceira subcategoria de risco específico da empresa. Isso inclui qualquer coisa sobre uma empresa que possa afetar a confiabilidade ou regularidade de suas receitas, lucros ou dividendos. Muitos fatores podem alterar qualquer um deles, incluindo os tipos de produtos que uma empresa vende, se ela introduz ou não novos produtos no mercado, se tem ou não preços competitivos para seus produtos, a estabilidade de seus mercados, o montante da dívida que deve, sua suscetibilidade a ações judiciais e assim por diante.

Os riscos externos também são de vários tipos. Isso inclui desastres naturais como incêndios florestais, as enchentes, doenças, além de problemas específicos como terrorismo, guerras, golpes de estado e ascensão ao poder de regimes de esquerda, dentre outros.

Entre os mais significativos desses riscos, entretanto, estão os de natureza econômica. Isso inclui ciclos econômicos ou da indústria, mudanças nas taxas de juros, tarifas comerciais, flutuações da moeda, taxas de inflação e assim por diante.

Como reduzir esses riscos?

No entanto, existem coisas que você pode fazer para reduzir o risco. Para diminuir o risco de ativo, você pode concentrar seus investimentos em ações de melhor qualidade, as chamadas Blue-Chips. São ações de maior capitalização de mercado, em geral longevas, em setores perenes e que possuem alta geração de caixa.

Você pode reduzir o risco de preço tornando-se cada vez mais cauteloso quanto às ações à medida que os preços sobem. É preciso entender, é claro, se esta alta reflete melhoras nas expectativas em razão de novos lançamentos de produtos ou sucessos recentes.  O melhor momento para ser ousado é quando ninguém deseja comprar e o mercado está em pânico.

Você pode reduzir os riscos de previsibilidade, bem como a maioria dos riscos externos, lembrando-se de equilibrar e diversificar seu portfólio. Diversifique geograficamente, por exemplo, e você diminuirá sua exposição a desastres naturais e questões políticas. Diversifique entre, digamos, concessionárias de serviços públicos e fabricantes de produtos básicos de consumo detentoras de poder de preço e você se protegerá da inflação. Diversifique entre exportadores e empresas com foco na economia nacional e você reduz sua exposição a tarifas comerciais e taxas de câmbio.

Em resumo, adotar essas medidas significa evitar ou pelo menor minimizar certas intercorrências que vez ou outra aparecem para quem se expõe ao mercado de ações. E evitar um possível nocaute inesperado é fundamental para chegar aos últimos rounds da independência financeira.

Aviso: Declaro que não sou analista de valores mobiliários. As informações discutidas no artigo possuem propósito educacional e refletem única e exclusivamente meus estudos, pesquisas e opiniões. Não devem ser consideradas como recomendação de investimento.

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no google
Google+
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no pinterest
Pinterest

Este post tem 7 comentários

  1. Anônimo

    Qual o sentido de jogar um jogo que só os governos e os grandes empresários ganham ‘?

  2. Sergio Luis

    Bom dia Rapael. Seu artigo foi bem escrito. Tem algum livro para indicar para quem deseja se aprofundar nesse assunto de RISCO NOS INVESTIMENTOS?

  3. Raphael,

    “Você pode reduzir o risco de preço tornando-se cada vez mais cauteloso quanto às ações à medida que os preços sobem.”
    Muitas vezes a euforia de mercado se confunde com as expectativas.
    Vender no topo é o sonho de todos os investidores, mas alcançar isso é algo bem pontual. E raro.

    Boa semana,

  4. Bras

    Obrigado Raphael por dispertar me e vou visitar o livro que orientou ao Sergio Luis. Abracos e to seguindo plautinamente a ajuda que te pedi em encontrar um investidor international de ceramica que pela profissao gostaria de obter

Deixe um comentário

Posts com maior repercussão