Conhecendo seu perfil de investidor

perfil de investidor

Você conhece si mesmo mais do que qualquer pessoa

Você é único. Possui seus próprios objetivos de vida e reações à volatilidade do mercado que só você é capaz de definir. Desta forma, considere sua própria situação pessoal e construa um portfólio certo para você.

Muitos leitores perguntam: “Você consegue me dizer qual a porcentagem da carteira deve ser direcionada à renda fixa e quantos por cento à renda variável? Quanto devo alocar no Brasil e quanto no exterior? Devo procurar ações de tecnologia com perspectivas de crescimento ou focar em ações mais conservadoras que distribuem bons dividendos?”

A lista é infinita, mas todos buscam o mesmo objetivo, encontrar a melhor carteira de investimentos.

Antes de mais nada, você precisa de respostas para essas perguntas:

Você está trabalhando ou está aposentado? Se você está trabalhando, em quantos anos pretende se aposentar? Você é autônomo ou assalariado? Se você trabalha para uma empresa, tanto a empresa, quanto seu emprego e sua renda estão seguros? Participa de algum plano de previdência empresarial? Qual é a sua tolerância ao risco? Você espera herdar muito dinheiro? Existem outros fatores que podem afetar sua situação financeira?

Se você está trabalhando e planeja trabalhar por muitos anos ou décadas, por exemplo, uma combinação de ativos que privilegie a renda variável pode ser adequada. Afinal, as ações tradicionalmente proporcionam retornos melhores do que os títulos no longo prazo. Mas se você estiver aposentado, deve aumentar a porcentagem de títulos de renda. Até metade de seu dinheiro em títulos pode ser a melhor alternativa.

Da mesma forma, se você é autônomo, provavelmente deveria deter uma porcentagem maior em renda fixa. Outra alternativa seria comprar investimentos que costumam ter um bom desempenho em épocas em que seus negócios provavelmente vão mal. Caso trabalhe na agricultura, pode ser interessante investir em setores que se aproveitam do baixo preço de commodities agrícolas. Caso trabalhe em uma empresa segura ou possua emprego público concursado, por outro lado, pode manter uma porcentagem menor de renda fixa. Por outro lado, caso trabalhe com vendas e dependa de comissões, a opção por investimentos mais conservadores passa a fazer mais sentido.

Caso possua um excelente plano de previdência de sua empresa, então pode se dar ao luxo de assumir mais riscos em uma carteira à parte. Mas se planeja viver principalmente de seus investimentos, então provavelmente uma alocação equilibrada com títulos de renda fixa, particularmente aqueles atrelados à inflação passa a fazer mais sentido.

Investir em ações que pagam dividendos confiáveis ​​e crescentes é uma forma de obter renda extra e desta forma é possível manter uma alocação menor em renda fixa. Mas caso você prefira ações de crescimento que não pagam dividendos, é preciso ter mais estômago para aguentar a volatilidade e ficar sem a renda extra dos dividendos, esperando vender as ações a uma preço maior mais à frente. Pode haver, no futuro, momentos de tensão em relação à renda e você deverá ser capaz de segurar essas ações.

Conclusão

Caracterizar o seu momento de vida, tanto a nível pessoal e profissional, sua propensão a risco, idade e outras situações que podem interferir em sua tranquilidade financeira é fundamental antes de começar a investir. Só você conhece a sua situação financeira e predisposição a risco. Só você conhece exatamente o seu perfil de investidor. Com isso em mente é possível determinar com mais exatidão como extrair o máximo dos investimentos, minimizando eventos inesperados.

Sugestão de leitura: Um portfólio para cada necessidade

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Aviso: Declaro que não sou analista de valores mobiliários. As informações discutidas no artigo possuem propósito educacional e refletem única e exclusivamente meus estudos, pesquisas e opiniões. Não devem ser consideradas como recomendação de investimento.

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