O mito da autoridade

autoridade

Pessoas não deveriam ter medo do governo – governos deveriam ter medo das pessoas

Ao contrário do que muitos acreditam, a maioria do sofrimento, injustiça e conflito no mundo não é resultado de ganância, ódio ou intolerância. Muito pelo contrário. A maioria dos conflitos entre os homens é resultado de uma crença em particular.

Uma superstição irracional que é compartilhada por quase todas as pessoas, a crença na autoridade.

A maioria dos roubos, ataques e assassinatos no mundo não é cometida por indivíduos que agem por interesse próprio, mas por indivíduos que estão obedecendo as ordens dos ditos governos.

As piores atrocidades da história foram resultado de um número muito pequeno de pessoas realmente cruéis que adquiriram posições de poder. Isso combinado a um número grande de pessoas comuns que viam essas poucas pessoas como autoridade e se sentiram obrigadas a obedecer aos seus comandos. São sempre os cidadãos obedientes e pagadores de impostos que tem financiado e conferido poder a regimes opressores.

O problema é que a maioria das pessoas tem caído na mentira de que quando a agressão, o roubo e o controle são cometidos em nome da lei, então eles são legítimos e morais, às vezes até necessário. A crença na autoridade engana pessoas boas a tomar partido de uma injustiça legalizada.

A maioria das crianças são ensinadas de que a obediência à autoridade é uma virtude e mesmo a maioria dos adultos ainda pensa que se curvar à classe dominante é o que torna alguém uma boa pessoa.

Não é.

Muito pelo contrário, tornar-se um ser humano moral requer um entendimento de certo e errado e fazer a coisa certa mesmo quando a autoridade diz para você não fazê-la. A regra básica para se tornar uma boa pessoa é simples: Trate as pessoas como se elas fossem donas de si mesmas.

Isso significa que você não deverá atacar, ou iniciar qualquer tipo de violência contra qualquer pessoa! Em outras palavras, você não deve iniciar uma agressão.

Se alguém te atacar, você tem o direito de se defender. Mas ninguém tem o direito de ser o agressor! Distintivos, uniformes e as leis não mudam este fato.

Há virtude em respeitar os direitos e a propriedade de outros. Não há virtude em obedecer a uma lei apenas pelo fato de ser obediente.

Às vezes, as leis respeitam a moralidade, tais quais as leis contra o assassinato. Mas a razão pela qual assassinato é ruim não é porque os políticos escreveram uma lei assim a definindo. Assassinato é errado porque ele viola a vida da vítima.

Se as leis contra o assassinato forem revogadas amanhã, ou se uma lei for aprovada ordenando pessoas a cometerem assassinatos, como tem acontecido diversas vezes na história, assassinato ainda assim continuaria sendo errado!

Há muitos exemplos históricos onde as pessoas boas eram os criminosos, os ilegais, os rebeldes e os traidores aos governos da época.

Quando a lei vai contra o que é moral e certo então é dever de cada pessoa decente desobedecer e resistir.

Atualmente poucas pessoas se levantam contra qualquer suposta autoridade. Ao contrário, são treinadas a participar de eleições e da política onde imploram a seus mestres que sejam melhores por favor.

Como se nós não devêssemos fazer o que nós julgamos ser certo, a menos ou até que os políticos nos deem a permissão.

Não apenas isso, mas pessoas decentes são também levadas a acreditar que é perfeitamente aceitável e justo controlar e roubar seus vizinhos, enquanto isso for feito por meio dos votos e do processo político.

Tiranos amam quando eles conseguem fazer as pessoas torcerem para que seus vizinhos sejam roubados por meio de impostos ou forçadamente controlados por  regulação e legislação.

Em resumo: processo político é desenhado de forma a ludibriar as pessoas em cooperar e mesmo de pedir a sua própria dominação e a dominação de todos os outros.

Enquanto aqueles no poder puderem enganar as pessoas em:

– debater sobre como a força do governo deve ser usada
– debater sobre quem deveria ser roubado e em quanto
– debater sobre quem deve ser dominado e controlado

As massas estarão sempre em guerra entre si, conferirão poder a tiranos e jogarão fora sua própria liberdade.

Mesmo pessoas naturalmente boas não sentem culpa em tolerar que seus conterrâneos sejam roubados e dominados. A elas têm sido ensinado que quando a extorsão e a coerção são chamadas de imposto e aplicação da lei, isso não é apenas moral e adequado, mas também necessário para a sociedade.

Poucas pessoas reconhecem que a única maneira de conseguir a sua própria liberdade é permitir que todas as pessoas, incluindo pessoas das quais elas não gostem, não aprovam ou tem pouco em comum, também consigam ser livres!

Enquanto as pessoas continuarem jogando o jogo onde discutem sobre qual poder político oportunista deve controlar as coisas, não haverá liberdade ou justiça para ninguém!

Todo governo do mundo legaliza agressão e a extorsão. Cada imposto e lei é uma ameaça de violência.

Em certo nível, todo mundo sabe disso, que os políticos por meio do processo legislativo determinam o que todos devem obedecer, o que devem fazer ou não fazer e quem for pego praticando a desobediência será roubado ou aprisionado em nome da lei.

A noção antiga do direito divino dos Reis se tornou no direito de vida dos políticos com resultados parecidos.

Realmente, o governo é essencialmente uma religião, a mais perigosa e destrutiva a religião de todos os tempos.

Centenas de milhões de seres humanos foram assassinados pelos seus próprios governos. Outros milhões morreram em guerras criadas pelos governos e bilhões foram roubados, aterrorizados, dominados e oprimidos pelas classes dominantes, incluindo governos constitucionalmente e democraticamente eleitos.

Sim, às vezes agentes do governo tentarão parar outros governos agressores, mas cada governo é em si mesmo uma gangue de ladrões e bandidos.

De fato, ladrões comuns jamais poderiam roubar qualquer valor próximo à quantidade de riqueza que o governo confisca via impostos. As guerras iniciadas por governos são incomparavelmente maiores que os assassinatos e a violência empregados por criminosos comuns.

Claro que existe e continuará existindo pessoas más no mundo mesmo sem governo e as pessoas boas precisarão ter a habilidade e a força para se defender contra elas. Organizar-se para auto-defesa não é em si a definição do que o governo é.

Muito pelo contrário, governo é a ideia de que algumas pessoas têm o direito moral de dominar todos os outros. De que a constituição, as eleições e outros rituais dão a certas pessoas um salvo-conduto fora da moralidade básica que torna correto para elas mandarem nos outros sob a ameaça de uso da força.

A ideia de que nós precisamos dar a um grupo de pessoas a permissão para forçadamente nos roubar e nos controlar para que então elas nos protejam daqueles que poderão forçadamente nos roubar e nos controlar é ridícula.

Mesmo assim, as pessoas acreditam piamente nisso, acreditam que nós precisamos do governo, o maior bandido do país, para nos proteger de outros bandidos.

Para tornar isso menos absurdo, as pessoas são ensinadas a respeitar o sentido mitológico da democracia, do governo representativo e do consentimento dos governados.

Mas há diversas maneiras de facilmente provar que o governo não pode possivelmente ser legitimado, nunca foi e nunca será.

Por exemplo: Pessoas obviamente não podem delegar direitos que elas não têm.

Se você não tem o direito de roubar o seu vizinho, então você não pode conceder este direito a qualquer oficial público, nem a ninguém.

Nenhuma eleição, constituição, ou processo político pode tornar o roubo e a extorsão morais ou justas, mesmo se os políticos primeiro fizerem diversos rituais complexos e pseudo-religiosos e renomearem o roubo como lei ou imposto.

É fácil provar que a única coisa que o governo acrescenta a sociedade e sempre acrescentará é mais violência imoral!

Em resumo, qualquer coisa que for inerentemente justa, pessoas serem produtivas, trabalharem juntas, cooperarem e se organizarem voluntariamente, defendendo-se de agressores e bandidos não requerem qualquer autorização especial. Você não precisa de um distintivo ou uniforme, ser eleito ou apontado de forma a ter o direito de fazer as coisas que já são justas e boas!

A única coisa para o qual a tão falada autoridade é necessária é fazer as coisas que as pessoas normais não têm direito de fazer, tentar autorizar e legitimar atos que seriam errados se feitos por pessoas comuns.

Em outras palavras a tão falada autoridade nada mais é do que a permissão de fazer coisas ruins.

Quando alguém se convenceu de que possui o direito de mandar em outros, seja um político que acredita ter o direito de controlar a sua vida ou um policial que acredita ter o direito de dominá-lo e forçadamente impor o desejo do político em você, claro que tais pessoas tenderão a ser insensíveis, desejosas de poder e violentas.

Quando a maioria de suas vítimas fala e age como se a classe dominante tivesse o direito de extorquir e dominar todos, haverá abuso, corrupção e opressão.

Nos julgamentos de Nuremberg nazistas envolvidos diretamente em orquestrar e executar assassinatos em massa disseram que eles não eram culpados, porque estavam apenas cumprindo ordens.

Em outras palavras, estavam obedecendo a autoridade e assim não poderiam pessoalmente se responsabilizar pelos seus atos.

Mesmo que em Nuremberg essa defesa tenha sido rejeitada, aquela atitude é ainda compartilhada por cada soldado, por cada policial, por cada coletor de impostos e por cada burocrata em cada país do mundo, que ainda imaginam não serem culpados por roubar, assediar, atacar e mesmo assassinar pessoas inocentes, porque a assim chamada autoridade ordenou-os a fazer.

Isso é exatamente porque a autoridade é a mais perigosa superstição do mundo, pois a crença no governo tem sido a causa direta da maior parte do sofrimento humano.

Mas qual a alternativa? Não é a obediência à autoridade que nos mantêm civilizados? Não seria o caos sem um governo? Sem leis? Sem regras?

Bem, não!

A maioria das pessoas já entende e cumpre o princípio da não agressão, mesmo que elas nunca tenham ouvido falar dele. Em resumo, o princípio da não agressão determina:

Não é correto cometer agressão, iniciar uma luta, atacar alguém, iniciar violência contra quem quer que seja e a força física é justificada apenas para defesa contra agressores!

A maioria das pessoas em diversas culturas e religiões já entendem isto e a maioria cumpre.

Entretanto, a elas têm sido ensinado que a autoridade está imune a esta regra. A agressão cometida pelos fazedores das leis e seus executores contratados é moral e legítima.

Como resultado, a crença no governo torna a humanidade menos civilizada e mais violenta, porque as pessoas foram levadas a acreditar que a violência legalizada é aceitável.

A maior parte da dor e do sofrimento humanos por toda a história têm sido resultado direto das pessoas ignorarem seus próprios códigos morais e as suas próprias consciências em favor da obediência a alguma autoridade externa imaginária.

A morte e destruição causadas sob Mao Tsé Tung não aconteceram porque os chineses eram maus, mas porque eles acreditavam e obedeciam a uma autoridade.

A morte e destruição que aconteceram sob o comando de Lênin e Stálin não foram porque as pessoas na Rússia eram más, elas acreditavam e obedeciam a essas autoridades.

A morte e destruição que aconteceram sob Adolf Hitler não foi por que os alemães eram pessoas ruins, elas acreditavam e obedeciam a autoridade.

O mesmo é verdade para as injustiças cometidas por um regime atrás do outro ao redor do mundo e por toda a história. O caminho para quebrar esse ciclo não é  colocar a pessoa certa no trono, mas fazer com que as pessoas parem de acreditar no trono.

Como seria o mundo se as pessoas parassem de acreditar em autoridade? Todo mundo de repente perderia seus códigos morais e não saberiam diferenciar o certo do errado?

Claro que não.

As pessoas apenas saberiam a diferença entre certo e errado graças ao que os políticos dizem a elas?

Claro que não.

As pessoas saberiam como cooperar pacificamente e a se organizar sem a presença de políticos, soldados, coletores de impostos e burocratas mandando nelas?

Claro que sim.

Ainda haveria sociopatas ocasionais, bandidos ou ladrões que tentariam fraudar ou atacar os outros. As pessoas boas deveriam e fariam o possível para organizar um meio de se defender contra tais predadores. Mas criar o maior e mais poderoso predador, que é o que o governo sempre foi, em nome de parar predadores é simplesmente insano!

Remover a crença na autoridade não remove a habilidade das pessoas de se organizarem, cooperarem e trabalharem juntas para benefício mútuo. Apesar da retórica política, o governo nunca significou trabalho em conjunto, mas sim sobre qual agenda, opiniões e valores seriam impostos a todos os outros.

Por outro lado, existem inúmeras maneiras nas quais as pessoas podem criar arranjos voluntários e organizações que beneficiam todos, sem fingir ter algum direito especial de mandar.

Imagine algo similar à polícia, com a diferença de que eles não tenham quaisquer direitos que você não tenha e você poderá demiti-los quando você quiser.

Não haveria mais policiais abusivos e condescendentes sempre procurando por uma desculpa para multá-lo de forma a deixar seus mestres políticos satisfeitos. Você seria o empregador deles, então você seria aqueles para o qual eles servem e tentariam agradar.

Ao invés da ineficiente, contra produtiva e às vezes destrutiva versão governamental de diversos serviços, pense se você pudesse decidir para quais caridades doar, quais serviços comprar e de quem.

Entretanto, essa situação seria uma troca. Advogar pela liberdade verdadeira requer desistir da crença na autoridade e no governo. Significaria desistir do desejo de forçar as suas preferências nos outros, ou que outros paguem por qualquer coisa que você acredite que eles deveriam pagar.

Você pode apenas ter a liberdade para si mesmo se você também permitir que cada outro indivíduo tenha liberdade. É por isso que a maioria das pessoas querem um governo.

Elas querem algo livre de culpa, livre de risco, que se intrometa na vida dos outros, controle e roube os outros por meio do processo político, que tente usar a violência do estado para tornar o mundo aquilo que elas pensam que ele deveria ser.

Mas no momento em que você aponta um mestre sobre você mesmo e sobre todos os outros, pensar que ele se importará com os seus interesses e preocupações ao invés dos dele é extremamente ingênuo.

Voluntariar-se a ser um escravo de uma classe política dominante na esperança de que ela faça o que você quer e torne o mundo que você deseja é simplesmente insano.

Existe apenas um caminho que leva a paz e a justiça. Este caminho é a liberdade e o governo é sempre inimigo da liberdade!

A história tem nos ensinado que tentar consertar um mundo por meio do governo sempre termina em desastre. Que no final o processo político dá poder à classe dominante e a ninguém mais. As constituições não consertam isto! As eleições também não!

Uma vez que haja posição de poder serão sempre os megalomaníacos e sociopatas, mais cedo ou mais tarde, de um jeito ou de outro, que se colocarão nesta posição. Assim, aquilo que você esperava que se tornaria o seu protetor e servo do povo será o opressor e explorador desse mesmo povo. É isso que o governo sempre foi e sempre será, até que as pessoas ousem abandonar a superstição de autoridade.

A superstição mais perigosa

Este texto é um resumo do livro “The most dangerous supersticious” publicado no vídeo abaixo que se encontra no You Tube.

O autor do livro é Larken Rose e caso queira adquiri-lo basta visitar o site da Amazon:

Conclusão

Adquirir noções sobre os conceitos de liberdade e de autoridade neste momento em que o mundo passa por uma crise que começou com uma pandemia e se tornou um problema político é fundamental para quem preza pelo bem-estar de si mesmo, da família e da comunidade em que vive.

A repressão estatal imposta sobre os brasileiros, com cerceamento do direito de ir e vir e do fundamental direito de lutar pela própria vida e pelo sustento da família alcançou um nível somente visto nas tiranias.

Não pense que todos os envolvidos na violência contra a própria população têm a exata noção dos absurdos perpetuados por eles. Na cabeça dos policiais que agridem e prendem uma senhora inocente que caminhava na praça ou uma surfista que estava na praia, está a ideia de que eles devem obedecer à autoridade de seus superiores e que as pessoas comuns devem obedecer à sua autoridade.

Como demonstrado no experimento de Milgram, exibido no vídeo abaixo, muitas pessoas até então boas são capazes de realizar as maiores atrocidades quando alguém em posição de autoridade sobre elas assim ordena.

As virtudes e os valores morais antecedem as leis. Todos devemos ter a noção do que é certo e errado, mesmo que as leis e as autoridades digam e ordenem o contrário.

Do que tenho observado em relação ao comportamento das pessoas e em especial dos meus próprios vizinhos de condomínio, não tenho dúvidas de que muitos, se vivessem na Berlim de 1933, estariam entregando judeus.

A lavagem cerebral imposta por décadas criou uma legião de seres capazes de obedecer cegamente a políticos e, pior ainda, entidades como a OMS, compostas por pessoas das quais elas nunca ouviram falar, simplesmente pelo fator “autoridade”.

Já passou da hora de reconhecermos que o direito à vida e à liberdade são mais importantes do que qualquer medida tomada por autoridades. Entregar os seus direitos naturais é prolongar a dor, o sofrimento e a injustiça cometidas pelos governos em toda a história.

Aviso: Declaro que não sou analista de valores mobiliários. As informações discutidas no artigo possuem propósito educacional e refletem única e exclusivamente meus estudos, pesquisas e opiniões. Não devem ser consideradas como recomendação de investimento.

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Este post tem 49 comentários

  1. Avatar
    César

    Meu vizinho de porta hoje fez uma festa com 3 casais, todos entrando sem máscaras.
    Se meus vizinhos pegarem coronavírus, aumenta muito a chance de eu pegar pela circulação das partículas de coronavírus no ar do hall social e de serviço.
    Eles tem o direito de não usar máscara mesmo podendo me causar um dano direto? Ou se isolar faz parte de um dever cívico, pensando na sociedade como um todo?

      1. Avatar
        Emilio

        Então os direitos te uma pessoa não terminam onde começam o bem estar das outras? Se isso for verdade, como conviver coletivamente em harmonia?

          1. Avatar
            Emilio

            Sim, eu li o texto inteiro. Perguntei pois achei a informação do texto incompleta. Se a pessoa tem o direito de fazer uma festa, implica em ter o direito de fazer algo que aumenta o risco do vizinho se infectar. Mesmo se o vizinho não queira se expor a esse risco adicional. E se o vizinho se infectar, vai roubar o lugar na UTI do idoso do prédio da frente, que não vai ter respirador, logo vai morrer. É justo isso?

            A hipótese levantada pelo César é bem válida pois ilustra uma situação em que um indivíduo deve sacrificar o interesse individual em prol do interesse coletivo. Quanto a isso estamos na mesma página, certo?

            A questão de respeitar o princípio de não agressão é uma questão de probabilidades. Seria ingenuidade acreditar que todos vão respeitá-la, já que cada um tem ideais diferentes, experiências diferentes, educações diferentes. Não se trata apenas de existirem exceções. Mas quanto a elas, desculpe: eu não quero correr o risco de alguém da minha família ser assassinado e ter que me contentar em interpretar que a pessoa “caiu na estatística da exceção”. Mas enfim, respeito sua opinião.

            Imagino que seu artigo tenha sido criado em torno da discussão de isolamento social. Ele está fundamentalmente errado, pois quem impõe o isolamento não é nenhum governo. É a ciência teórica e empírica. Sob pena de morte de 4 milhões de indivíduos só no Brasil. Esse ponto já não é uma questão de opinião, são fatos.

            Gostaria de deixar um feedback: seu blog não é sobre investimentos? O que você ganha em incitar esse tipo de discussão e polarização? Não são 100% dos seus leitores que concordam com essa posição (há pelo menos 2 que não) e alguns deles podem deixar de visitar seu blog por conta disso… Menos leads para você.

            1. Raphael Monteiro

              Olá Emílio,

              Acredito que deveria colocar novamente o lema do site em destaque para que fique mais claro que eu defendo um pensamento de segundo nível.

              “Não se trata de dinheiro, trata-se de liberdade.”

              Você tem toda a liberdade para deixar de trabalhar, trancar-se em casa, usar roupa de astronauta para ir à padaria. É direito seu. Não pode é obrigar ou punir com violência quem não concorda com isso.

              A liberdade não pode ser medida pelo número de leitos em UTIs. Inclusive as UTIs do serviço estatal de saúde sempre operam na capacidade máxima.

              A ciência não é motivo para cercear liberdades, mas já que falou, há diversos trabalhos contra isolamento social e quarentenas.

              Você conhece o Dr. Donald Henderson?

              Donald Ainslie Henderson foi um médico epidemiologista americano, que dirigiu por 10 anos o esforço internacional que erradicou a varíola em todo o mundo.

              Ele publicou um trabalho publicado em 2006 entitulado “Disease Mitigation Measures in the Control of Pandemic Influenza”

              Alguns pontos:

              Quarantine. As experience shows, there is no basis for recommending quarantine either of groups or individuals. The problems in implementing such measures are formidable, and secondary effects of absenteeism and community disruption as well as possible adverse consequences, such as loss of public trust in government and stigmatization of quarantined people and groups, are likely to be considerable.

              An overriding principle. Experience has shown that communities faced with epidemics or other adverse events respond best and with the least anxiety when the normal social functioning of the community is least disrupted. Strong political and public health leadership to provide reassurance and to ensure that needed medical care services are provided are critical elements. If either is seen to be less than optimal, a manageable epidemic could move toward catastrophe.

              O artigo todo está aqui: https://www.aier.org/article/how-a-free-society-deals-with-pandemics-according-to-legendary-epidemiologist-and-smallpox-eradicator-donald-henderson/

              Abçs!

              1. Avatar
                Emilio

                Oi Raphael,
                Dei uma boa olhada no link que vc mandou (confesso que não li tudo) e tenho três observações a fazer:

                1) O link que vc mandou não se trata exatamente do paper do Dr Henderson. Ele se trata de um artigo do Edward Stringham (que é economista, não médico) usando o paper do Dr. Henderson, publicado a 14 anos atrás, como argumento para seguir uma linha de raciocínio alinhada ao seu post. O Dr. Henderson faleceu a 4 anos atrás. E o Edward Stringham é o próprio presidente da AIER. Ou seja, é a própria fonte da informação, citando um artigo de outro contexto (outra doença bem diferente, já vou chegar nesse ponto) para emitir uma opinião dela. Ou seja, é basicamente a mesma coisa que pegar a coluna do Camarotti no site do G1. Pra finalizar esse ponto: vou citar agora desse mesmo artigo um parágrafo escrito pelo Sr. Economista Edward Stringham: “(…) The computer scientists and theoretical physicists who dreamed up this lock down haven’t really had serious medical training either and they sure haven’t stayed in their lane. They certainly have cared very little for the economic implications of their plans.”.

                Desculpe, mas uma pessoa não pode simplesmente dizer que os membros da OMS não tiveram “treinamento médico sério”, nem que eles “sonharam” com um lockdown – e argumentar apenas com um único paper de 14 anos atrás dedicado a um assunto diferente. Esse parágrafo tirou todo o respaldo do texto para mim. E quanto à última frase, obviamente não se preocuparam com as implicações econômicas ao sugerir um lockdown, pois eles são médicos e não vão falar de áreas do conhecimento que não são especialistas. Aparentemente ao contrário do que o sr. Edward Stringham faria.

                2) Agora sobre usar a experiência com o vírus da varíola como aprendizado para o SARS-CoV-2: Não se pode pensar que são a mesma coisa. Os vírus são bastante diferentes, as doenças são bastante diferentes, e os contextos são bastante diferentes então a dinâmica de contágio e as ações de combate nunca serão iguais. A varíola foi muito mais mortal que a COVID-19 (taxa de letalidade de até 20% contra 1% ou 2%). Um vírus menos letal fica muito mais tempo em um hospedeiro vivo, contaminando outras pessoas. A malária pode matar já nos primeiros dias ou horas. A COVID-19 leva 5 dias para mostrar os primeiros sintomas. Há muitas outras comparações a fazer nesse âmbito…

                3) Ainda assim… Em Maio de 2020 já podemos nos basear também em experiências reais com a COVID-19. Países europeus que atrasaram seus decretos de lockdown em questão de dias, viram suas curvas de mortes crescerem muito mais rápido. E um dos países que mais se destacaram mundialmente no combate à COVID-19 é a Coreia do Sul que não decretou um único dia de lockdown. Mas lá o número relativo de testes foi absurdamente maior. Enquanto Itália, Espanha e etc. testam para confirmar as suspeitas dos sintomas, na Coreia do Sul a estratégia é testar para detectar e colocar os assintomáticos em quarentena o mais rápido possível. No Brasil, não precisa nem dizer as possibilidades de isso funcionar. Nos EUA, as pessoas deixam de ir no médico porque se faltarem ao trabalho não tem salário.

                Como que se pode tratar de uma doença dessas sem um Lockdown? Mostrei aqui fatos que provam que é impossível. E confiar na boa vontade individual das pessoas para proteger o bem coletivo, como eu disse é uma grande ingenuidade. Também não concordo em usar a violência para punir quem não coopere com o bem estar da sociedade. Mas essa pessoa deve ser punida sim, e se não concordar, então que vá viver como um eremita em uma caverna. Termino com uma pergunta: Você acha que nós, meros mortais, temos informações suficientes para apontar a decisão das autoridades norte-americadas em decretar um lockdown em Nova York como um grande erro? Abraços.

  2. Avatar
    Eduardo

    TEXTO SENSACIONAL , PROPONHO A VOLTA DA MONARQUIA, ENTÃO SEREMOS DE VERDADE UMA NAÇÃO !!!! VALEU !!

  3. Avatar
    Marcos Carvalho

    Texto óbvio pra cabeças pensantes. Já pra gado o lugar é o matadouro. Na verdade enxergo a sociedade atual como uma massa complexa mas amorfa e repercutoria em ideias e pensamentos pois desde pequenos não desejaram se livrar do jugo dos governos e da mídia tradicional. É um dos motivos da histeria e truculência que estamos assistindo hoje nessa pandemia . Abs

    1. Raphael Monteiro

      Olá Marcos,

      As pessoas preferem ser tuteladas por alguém a serem responsáveis por si mesmas.

      Abçs!

  4. Avatar
    Nei lima

    “repressão estatal imposta sobre os brasileiros”? Somos o único país do mundo que teve que obedecer às regras governamentais de isolamento? Por que está criticando os brasileiros? E todos os demais pais do mundo que tiveram regras de isolamento muito mais severas que no Brasil? Você não viu? Não falou nada sobre isto. A impressão que dá é que lá fora pode – Mas aqui não!

    1. Raphael Monteiro

      Olá Nei,

      O problema é mundial, tanto que o texto é baseado em um livro americano e foi relembrado, não me lembro onde, em virtude das medidas autoritárias de governos do mundo todo.

      Os meus comentários focaram o Brasil, porque é onde estamos vendo isso mais de perto.

      Abçs!

  5. Avatar
    Fernando Lopez

    Olá Raphael!
    Ar fresco pra respirar! Recuperar a Dignidade perdida,a Nobreza soterrada,a Palavra devaluada.
    Quando uma IDEA se coloca como Sentido da Vida é também justificativa da morte…
    Marx bem colocou que as ideas dominantes em uma época são as ideas da clase dominante.
    Liberalismo consiste em possibilitar opções de escolha pra todos e evitar toda concentração de poder.
    Tu Raphael és um Libertário..suspeito para burgueses e enemigo dos ideólogos ilustrados.
    O corpo humano tem um 2% de seu peso em bactérias..o corpo social e hospedeiro desses bilhões de ácaros e vermes burocratas e guias ilustrados que entubam nossas vidas na ventilação mecânica das Ideologias.
    Abrazo.

  6. Avatar
    Marco

    Que artigo excelente Raphael!

  7. Avatar
    Dom

    Raphael, parabéns pela expressão lógica de suas ideias. Em relação aos questionamentos feitos sobre o texto, recomendo que responda somente aqueles que são coerentes e sem viés ideológico, pois estamos vivendo um FLA/FLU interminável, e, até onde sei, você é um consultor de investimentos e não um psiquiatra. Sucesso

  8. Avatar
    Antonio B Santos

    Não costumo participar de discussões. Por mais democrático que se tenta ser, em uma discussão haverá sempre a tentativa de prevalência de um ou de outro. Nesse jogo eu venho equilibrando-me, conseguindo ser coerente. O que faz este mundo ser fascinante é que ele nunca será mudado para melhor e quando todos perceberem, aí sim, sentirá um gostinho de liberdade, por saber que “não com quem contar”, como dizia Lupicício. Ilúsório esperar dignidade, respeito e blábláblá. Se as pessoas mudarem para melhor o mundo vai à falência e perde todo o sentido de existência desta 3ª dimensão. Sem os maus não será necessário Polícia, Político, Exércitos, Advogados, Legisladores e vejam o absurdo, os virtuosos perderiam a pompa, pois não haveria os maus para evidenciar suas virtudes.

  9. Avatar
    Alexandro

    Falou muito e disse o óbvio

  10. Avatar
    LUIS FERNANDO BAPTISTA

    Bom dia : Aqueles que abrem da Liberdade essencial por um pouco de segurança temporária, não merece nem a Liberdade nem a Segurança. Benjamim Franklin. Hoje corremos o risco de vermos a Liberdade morrer soterrada embaixo de uma avalanche de aplausos.

  11. Avatar
    BPM

    Excelente texto e excelente reflexão, pena que no Brasil, poucos conseguem interpretar a ideia. Pior que não interpretar a ideia é não saber debater as ideias em geral com argumentos válidos.
    O que mais acontece é exatamente como foi mencionado no texto, vou fazer algo porque sou obrigado. Não tenho algo porque não me deram. O estado inchado hobbesiano é inserido na cabeça dos jovens desde os bancos escolares e enquanto não mudarmos isso, vai ser difícil combater a tirania do estado.

    Tente fazer um jovem enxergar os absurdos que vivemos hoje com essa pandemia. Vai ser muito difícil, o que mais vai ouvir é dizer que o estado tem que dar os 600 reais até o fim do ano, culpa do estado não ter hospital, fique em casa de qualquer jeito e se sair, vai preso porque é a lei.

    1. Raphael Monteiro

      Olá BPM,

      A obediência à autoridade é seguida da terceirização da responsabilidade.

      Muitos se sentem seguros com o estado tomando conta da saúde e da vida de todo mundo e não percebem o embrião da tirania.

      A responsabilidade de se proteger deve ser individual.

      Você quer ficar em casa, não trabalhar, tirar os seus filhos da escola, etc? Ótimo, ninguém está impedindo. Se baseado na sua avaliação das informações disponíveis, chegou à conclusão de que isso é o melhor a fazer, faça.

      Você quer abrir a sua lojinha, quer ir trabalhar, precisa sustentar a família? Ótimo. Vá e se proteja do jeito que achar necessário. Assuma a responsabilidade se ficar doente. Ninguém deve lhe impedir.

      O estado, no máximo, deveria orientar quanto às medidas de proteção, jamais obrigar, punir ou violentar quem não seguir essas orientações.

      Abçs!

  12. Avatar
    Hermann

    Então também tenho o direito de não usar capacete, e cinto de segurança. Pouco importa os outros, também tenho o direito de não vacinar meus filhos. Inclusive todos deviam andar armados, bastava não puxar o gatilho. Todos seriam livres, quem possuísse recursos para comprar um rifle automático, seria mais livre do que quem tivesse um revólver calibre 32, mas tudo bem. Limites de velocidade? Pra quê também? Atentam contra a liberdade, se meu BMW vai a 250 km/h não posso ser coagido a andar a 80 km, só pro estado arrecadar. Absurdo. Tenho também a liberdade de andar nu na janela de casa, e se promover orgias ou praticar sexo explícito na sacada, ninguém tem nada com isso, o imóvel é meu. O estado tambem não pode determinar que substância é ilegal, e a partir de qual idade posso consumir. Tenho o direito de beber com meu filho de 13 anos, afinal somos livres. E afinal se eu dirigir depois disso, não posso ter minha liberdade cerceada, o resultado pouco importa. O estado quer é arrecadar.

    1. Raphael Monteiro

      Olá Hermann,

      Deveria ser direito seu não usar capacete ou cinto de segurança ou andar a 250 km/h e arcar com as consequências das suas decisões.

      Sua colocação sobre armas não faz muito sentido. Sua liberdade não é definida pelo calibre da arma.

      Quanto aos demais comportamentos, é onde entram os valores morais. Se você não tem nenhum, só tenho a lamentar.

      Abçs!

      1. Avatar
        Hermann

        Ironias pelo visto não são bem vindas. E quanto aos demais supostos direitos, só fariam sentido se não colocassem terceiros em risco. Esse pensamento de relativizar o poder coercitivo do estado, é perigoso e auto-destrutivo. Não vivemos isolados.

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    João

    Sensacional!! Abriu minha mente!! Muito obrigado

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    Moiá

    Acompanho você a alguns anos e admiro suas ideias liberais, de forma que sou adepto a maioria delas.
    Tenho tentado aprofundar minhas pesquisas, mas não com muito empenho por falta de tempo.
    Tenho a impressão de que as grandes populações é que acabam atrapalhando a autorregulação da sociedade.
    Digo isso pois morei 2 anos em uma cidade com 6 mil habitantes, as coisas funcionavam do jeito que era pra ser, não precisávamos de polícia nem coisas do gênero.
    Depois disso voltei para a capital, e vi que existem problemas aqui que não existem em pequenas comunidades.
    O que você acha sobre isso?
    Agradeço o ótimo conteúdo, tem me ajudado muito na minha busca pela liberdade financeira.

    Abraços!

    1. Raphael Monteiro

      Olá Moiá,

      O senso de comunidade é mais presente em cidades menores, onde as pessoas acabam se conhecendo e se respeitando.

      Cidades grandes desumanizam os habitantes e isso reflete nos relacionamentos.

      Entretanto, acredito que haja um problema maior que tudo isso, que é a educação e civilidade. Eu não preciso que haja leis de limite de velocidade para dirigir de maneira segura. Eu não preciso que haja leis dizendo para não matar, não roubar, etc para não fazer esse tipo de coisa.

      Abçs!

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    Mario

    Excelente texto, Raphael Monteiro! Muito oportuno e totalmente esclarecedor. Texto certo para as mentes certas. Obrigado!

    1. Raphael Monteiro

      Olá Júlio,

      Obrigado por ter achado. Eu não tinha vista. Realmente está de graça.

      Vou atualizar o texto e comprar. 🙂

      Abçs!

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    Júlio César

    Ótimo texto. As pessoas tendem a trocar a liberdade pela segurança, achando que são equivalentes. Liberdade sempre será maior que segurança, pois somente você pode garantir a sua segurança. O estado vende a ideia de que ele pode lhe dar segurança, de que pode lhe dar saúde e educação.
    Tudo é criado com mais burocracia para gastar dinheiro e dar uma falsa sensação as pessoas.
    O estado é nosso maior inimigo em termos de liberdade.

    1. Raphael Monteiro

      Olá Júlio,

      Exato. As pessoas confundem o desejo do estado ser perfeito em prover um ambiente adequado para você viver e trabalhar e a realidade em que ele cria distorções e dificuldades para você viver e trabalhar.

      Abçs!

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    hogo hold

    Olá Raphael, excelente artigo, parabéns mais uma vez. Dentro do meu bunker, fico pensando como será o mundo após esta pandemia. Relações entre países, entre pessoas, o fluxo de dinheiro e produtos. A humanidade é interdependente, não é possível isolar-se em uma caverna ou um bunker. De uma coisa é certa, tudo mudará. Eu, voce e toda humanidade.

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    Gustavo

    Parabéns Raphael!!! Sensacional o seu Texto.

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    Samy

    Olá Raphael. Seus textos são bem divertidos pois abrem areas na qual as pessoas em geral não pensam muito.
    Dito isso, eu discordo fortemente com esse texto.
    Acredito que achar que todos seguirão uma ‘moral’ é um mundo útopico ao extremo.

    Em primeiro lugar, a moral de cada pessoa é relativa. Voce vai me dizer que não matar o outro é uma moral absoluta, mas e quando o outro te ameaça? e quando ele ameaça sua vida? e se ele já matou alguem antes? não tem fim os cenarios possiveis onde para você talvez seje imoral enquanto que para o outro será moral.
    Em segundo lugar, o ser humano tem em sua natureza ganancia, busca por poder, entre outros. achar que todos seres humanos irão colocar essa ‘moral’ acima de todas vontades pessoais é fechar os olhos para a historia da civilização.

    Stalin como governador matou milhares de pessoas. Mas como nasceu o poder de Stalin? Se rebelando e destruindo o governo!
    No fim, se você não tem uma autoridade impondo a lei – a lei será: o mais forte domina! apenas o mais forte terá liberdade e muito provavelmente esse mais forte virará o novo governo – ao inves da republica democratica.

    Voce não deve ‘matar’ o governo porque o governo abusa de seu poder. O que sim deve fazer – é criar circumstancias para que seje o mais dificil possivel de o governo abusar de seu poder.

    Isso não pode ser confundido com responsabilidade propria. Para tal, existe a desobediencia civil. Se voce acredita que o governo está fazendo algo IMORAL – voce não deve segui-lo mas aí terá 2 caminhos viaveis: 1- sair debaixo da autoridade desse governo – mudando de pais ou 2- desobedecer a lei e arcar com as consequencias e obviamente tentar demonstrar para o resto da população porque voce está certo e o governo errado.

    Para encerrar, o país mais próspero na história da humanidade – Estados Unidos – foi criado com um governo – mas um governo que é altamente supervisionado para não abusar seu poder.

    Abraços,
    Samy

    1. Raphael Monteiro

      Olá Samy,

      Sugiro que depois leia o artigo sobre os pilares da independência dos Estados Unidos.

      Neste texto eu cito Benjamin Franklin: “Apenas pessoas virtuosas são capazes de ter liberdade. Conforme as nações se tornam corruptas e viciadas, elas terão maior necessidade de um mestre.”

      A virtude e os valores são a base da sociedade. Sem elas, floresce tudo de ruim do ser humano e acontece o que você mencionou.

      Se você olhar o Brasil de hoje é exatamente o que você falou: “o mais forte domina! apenas o mais forte terá liberdade”

      É o que eu falo a grande desigualdade hoje não é a desigualdade de renda ou patrimônio, é a desigualdade de poder.

      Eu tenho dois artigos sobre os Estados Unidos. O outro é sobre a constituição.

      Acredito que seja mais na linha do seu pensamento.

      Abçs!

      1. Avatar
        Samy

        Concordo Raphael!
        A virtude e os valores são a base da sociedade!

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