Os 5 estágios da evolução de uma carteira de investimentos

carteira de investimentos

Aprenda como adequar seus investimentos ao longo do seu ciclo de vida

Hoje eu resolvi compartilhar um dos primeiros artigos exclusivos que publiquei para os assinantes do Passaporte Internacional.  Este artigo foi publicado no dia 20 de março de 2019.

A ideia dos artigos exclusivos é fornecer aos assinantes novos insights para que eles possam encontrar a melhor maneira de montar, organizar e acompanhar suas carteiras de investimento.

Alguns artigos serão mais amplos, como esse que cobre alocação de uma carteira de investimentos ao longo da vida, e outros são mais objetivos e focados em oportunidades ou investimentos de nicho.

O fato é que os artigos procuram dar informações que podem ser prontamente aplicadas caso o assinante se identifique com a ideia apresentada. Não procuro de forma alguma “encher linguiça” para valorizar a área, mas sim selecionar as melhores dentre as dezenas de livros, relatórios e artigos que leio frequentemente.

Introdução

Além da importância de uma adequada alocação de ativos e do cuidado em selecionar cada ação e título que irá compor cada “fatia” dela, é importante entender que investimentos de longo prazo requerem paciência e um planejamento adequado ao longo do tempo.

Eu já mostrei um pouco disso no e-book “A Pirâmide dos Investimentos” e agora vou mostrar como iniciar de maneira segura seus investimentos no exterior.

Este processo é mais orientado para investidores moderados e conservadores que desejam iniciar o processo de internacionalização de forma gradativa, aplicando inicialmente nos ativos de menor risco.

Estágio 1

Estabelecer uma reserva em moeda forte.

Aqui, o foco está em preservação de capital.  Seja no mercado acionário, ou nos títulos de renda fixa, você começa com as ações Blue-Chips de menor volatilidade e com os títulos de renda fixa com Grau de Investimento.

Dada a seleção de investimentos aqui no Passaporte Internacional priorizar o value investing nas ações e títulos com Grau de Investimento nos Bonds internacionais, você verá muitas opções que se encaixam nesse propósito.

Estágio 2

Diversificar e aumentar as posições na carteira de investimentos.

Dado que você optou por ativos mais seguros e com menor volatilidade no primeiro estágio, agora é o momento de aumentar carteira, comprando maior número de ações e diversificando em Blue-Chips de diversos setores e completando sua escada de Bonds com um maior número de títulos.

O foco aqui então é diversificar sem abrir mão da segurança.

Estágio 3

Estabelecendo o núcleo de sua carteira, é hora de buscar maiores retornos. As ações small e microcaps, bem como as ações de crescimento são adicionadas para procurar aquele ganho extra. A segurança dos investimentos anteriores lhe trará tranquilidade para suportar a maior volatilidade desses tipos de ações.

Também é hora de escolher Bonds de maior risco e que pagam mais juros. Uma estratégia muito usada é intercalar numa escada de Bonds títulos com e sem Grau de Investimento.

Estágio 4

Este estágio é voltado para quem se aproxima da aposentadoria ou independência financeira, pois ele é voltado à redução dos riscos.

Conforme se aproxima a aposentadoria e uma previsível redução de renda vinda do trabalho, é necessário reduzir a posição em ações e títulos mais arriscados. Não é necessário obrigatoriamente reduzir a zero, mas deixar uma quantidade com a qual você se sinta confortável. Essa proporção irá depender do tamanho do seu patrimônio acumulado e da sua necessidade de renda.

As opções de investimento que devem prevalecer são aquelas voltadas à renda e à preservação do patrimônio. As ações aristocratas de dividendos caem como uma luva nessa fase. São Blue-Chips, integrantes do índice S&P 500, que têm elevado o pagamento dos dividendos ininterrupta e anualmente por pelo menos 25 anos.

Estágio 5

Este é o momento da aposentadoria. Seu patrimônio irá lhe gerar renda para ajudar a pagar suas contas. Os ativos mais arriscados devem ser reduzidos ainda mais. Aqueles capazes de gerar alta renda, como BDCs, CEFs, MLPs e ações pagadoras de dividendos merecem atenção especial. Principalmente aquelas ações de setores mais estáveis, não-cíclicos, como telefonia, financeiro, serviços de utilidade pública e energia.

Conclusão

A conclusão de todos esses estágios leva décadas. Claro, supondo que você comece no estágio 1 tendo de 20 a 30 anos. O Estágio 1 é bem parecido com o 5, exceto pelo fato deste último ser a época ideal para acrescentar os ativos geradores de alta renda.

Naturalmente, a duração de cada estágio não precisa ser a mesma. No estágio 1, você deve avaliar se o montante em Blue-Chips e títulos de baixo risco já lhe deixam confortáveis para avançar para o estágio 2. Neste estágio, você aumenta o número de posições e títulos mantendo o foco em segurança. Quando se sentir confortável para arriscar mais, pula para o estágio 3. Deixe o tempo fazer seu trabalho que a carteira irá crescer. Quando você estiver próximo de se aposentar, pode começar a reduzir o risco. Parou de trabalhar? Hora de pular para o estágio 5.

Como eu falei no início, é algo para quem realmente quer investir com maior segurança e sofrer menos volatilidade na carteira. Cada etapa é feita de maneira prudente e paciente antes de se pular para a próxima.

Se, por outro lado, você sente segurança com o que já acumulou, tem visão de longo prazo e quer obter maiores retornos, nada impede você de adicionar as ações mais arriscadas e com maior potencial logo de saída em sua carteira de investimentos.

O importante é montar a estratégia mais adequada ao seu perfil e que o deixe dormir bem à noite.


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O Passaporte Internacional é um projeto que eu comecei no início de 2019 após anos de estudo e prática nos mercados internacionais. Com o conhecimento e a experiência que adquiri e a pedido de inúmeros leitores, resolvi organizar tudo o que tinha aprendido para que você também invista com segurança no mercado internacional.
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Aviso: Declaro que não sou analista de valores mobiliários. As informações discutidas no artigo possuem propósito educacional e refletem única e exclusivamente meus estudos, pesquisas e opiniões. Não devem ser consideradas como recomendação de investimento.

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Este post tem 9 comentários

  1. Avatar

    Olá Rafael,

    eu estou montando uma carteira com a ideia de manter ela pra sempre, com uma gestão ativa, mas alterando o menos possível a composição, não vejo necessidade de mudar os ativos. Cada parte da carteira tem uma função diferente, renda fixa para reserva de valor, FIIs para renda passiva, e ações para crescimento.

    Abraços

    1. Raphael Monteiro

      Olá Bilionário,

      Não é possível aplicar todas as ideias de montagem e acompanhamento da carteira.

      O que é possível é conhecer diversas formas de fazê-la e encontrar aquela que mais lhe atraia.

      Quanto a alterar o menos possível, eu já pensei dessa forma. Hoje sou adepto do mude quando necessário. Se o necessário for muita mudança, eu mudo mais, se for pouca, eu mudo menos.

      Renovar a carteira dando preferência às ações, FIIs ou o que for com maior potencial é muito saudável.

      Abçs!

  2. Avatar
    Noracir

    Caro Raphael, nossos desejos de um grande Ano para você sua equipe e familiares.
    Que 2020 venha muito recheado, e que os investimentos tenham o maior retorno possível!
    Um abraco
    Noracir

  3. Avatar
    Alexandre Abdoun

    Olá II, feliz ano novo!

    Eu sempre tive interesse em bonds americanos, algo que fosse parecido com o Tesouro Direto.

    Dei uma olhada nos ETFs de titulos de curto prazo (1 a 3 meses), tal como o SHV, TFLO, e BIL.

    São boas opções para reserva de emergencia?

      1. Avatar
        Alexandre Abdoun

        Obrigado. e Geralmente como funciona o resgate? Uma vez que o titulo expira (ex: 3 meses), o dinheiro é creditado na conta da corretora?

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